Com a participação de pesquisadores da Fiocruz, o grupo de saúde indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) divulgaram nota pública alertando para os riscos da disseminação da Covid-19 entre povos indígenas no Brasil. Elaborado pelo Grupo Temático Saúde Indígena da Abrasco e pela Comissão de Assuntos Indígenas da ABA, o documento sustentava que a maior vulnerabilidade dessas populações decorria sobretudo das desigualdades sociais e sanitárias historicamente enfrentadas pelos povos indígenas. A nota defendia o fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-SUS), responsável pela atenção primária em territórios indígenas, além do controle da entrada de pessoas nas aldeias e da articulação entre lideranças indígenas e serviços de saúde para ações de vigilância e controle da Covid-19. Ao longo da pandemia, pesquisadores ligados à Fiocruz e ao Grupo Temático Saúde Indígena da Abrasco seguiriam produzindo análises e debates sobre a questão, incluindo nota técnica fornecida à CPI da Covid-19 em 17 de maio de 2021 com a indicação dos impactos da doença entre os povos originários.