A partir de recursos do Ministério da Saúde estimados em R$207 milhões, a Fiocruz iniciou as obras do Centro de Pesquisa, Inovação e Vigilância em Covid-19 e Emergências Sanitárias no Campus Manguinhos-Maré, no Rio de Janeiro. Concebido durante a pandemia, o projeto buscou fortalecer a capacidade institucional de resposta a futuras emergências sanitárias por meio da integração entre pesquisa, inovação e vigilância em saúde. A estrutura foi planejada para abrigar laboratórios da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), incluindo ambientes de biossegurança níveis 2 e 3, necessários para o manejo laboratorial de vírus e outros agentes infecciosos que exigem protocolos rigorosos de segurança, como o SARS-CoV-2. Com a conclusão das obras dos três blocos que compõem o conjunto arquitetônico em novembro de 2022, iniciou-se a transferência gradual dos laboratórios, que se estendeu até agosto de 2023. Implantado no então chamado Campus Maré (antiga “Expansão”), o centro impulsionou o projeto de integração da sede da Fiocruz no Rio de Janeiro, até então dividida entre Manguinhos e a Expansão, sob a designação de Campus Manguinhos-Maré. O centro recebeu o nome de Pavilhão Luiz Fernando Ferreira, em homenagem ao médico sanitarista e ex-presidente da Fiocruz.