A Organização Mundial da Saúde lançou recomendação a países e profissionais de saúde contra o uso da hidroxicloroquina, variante da cloroquina, como medida preventiva para a Covid-19. Publicada na revista The BMJ, a orientação baseou-se em seis estudos clínicos, que reuniram mais de 6 mil participantes e demonstraram ausência de benefício na redução de infecções, hospitalizações ou mortes. As evidências também apontaram para maior probabilidade de efeitos adversos, o que levou à interrupção do uso do medicamento nos testes. A OMS recomendou ainda que os cientistas concentrassem esforços no estudo de outras formas de intervenção terapêutica, consideradas efetivamente promissoras, indicando que a hidroxicloroquina deixasse de ser prioridade nas pesquisas. Apesar das evidências reunidas pela comunidade científica internacional, a droga seguiu sendo defendida publicamente no Brasil pelo então presidente da República como parte do chamado “tratamento precoce”.