Em 2020, a pandemia de Covid-19 surpreendeu o mundo. A Fiocruz, referência da ciência brasileira, teve papel decisivo para enfrentar a crise e apoiar o SUS. Conheça essa história.
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Vista panorâmica da cidade de Wuhan, China, ago. de 2006. Foto: YU, Hui/Wikimedia Commons.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu um comunicado das autoridades chinesas sobre casos de uma doença respiratória desconhecida na cidade de Wuhan, na província de Hubei. O aviso marcou o início de uma das maiores crises sanitárias globais da história.


Vista para a entrada principal do Mercado Atacadista de Frutos do Mar de Huanan, em Wuhan. Wuhan (CH), 27 jan. 2020. Foto: Kyodo News/Getty Images.
Após os primeiros registros da nova doença respiratória, o mercado de frutos do mar da cidade de Wuhan, suspeito de estar na origem do surto, foi interditado para sanitização. No mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) solicitou mais informações ao governo chinês.


Vista para a entrada principal do Mercado Atacadista de Frutos do Mar de Huanan, em Wuhan. Wuhan (CH), 27 jan. 2020. Foto: Kyodo News/Getty Images.
Após os primeiros registros da nova doença respiratória, o mercado de frutos do mar da cidade de Wuhan, suspeito de estar na origem do surto, foi interditado para sanitização. No mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) solicitou mais informações ao governo chinês.


Gráfico do sequenciamento genômico do novo coronavírus disponibilizado publicamente em 10 de janeiro pela equipe do virologista Yong-Zhen Zhang no GenBank, base de dados internacional para compartilhamento de sequências de DNA e RNA.
Autoridades chinesas informaram à Organização Mundial da Saúde que um novo tipo de coronavírus havia sido identificado como o possível agente causador de casos de pneumonia de origem desconhecida registrados na cidade de Wuhan. A identificação do vírus resultou de investigações conduzidas por diferentes instituições do país, incluindo pesquisadores do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (China CDC), como Xu Jianguo, que participaram da análise inicial dos casos e da caracterização do agente infeccioso. Paralelamente, uma equipe liderada pelo virologista Yong-Zhen Zhang, da Universidade Fudan (Xangai), realizou o sequenciamento do genoma do vírus, disponibilizado publicamente em 10 de janeiro no fórum científico online “virological.org”, voltado ao compartilhamento rápido de dados entre pesquisadores, após registro em bases internacionais como o GenBank. O sequenciamento confirmou o pertencimento do microrganismo à família dos coronavirus (coronaviridae), abrindo caminho para o desenvolvimento de testes diagnósticos e o monitoramento da circulação do patógeno.


Gráfico do sequenciamento genômico do novo coronavírus disponibilizado publicamente em 10 de janeiro pela equipe do virologista Yong-Zhen Zhang no GenBank, base de dados internacional para compartilhamento de sequências de DNA e RNA.
Autoridades chinesas informaram à Organização Mundial da Saúde que um novo tipo de coronavírus havia sido identificado como o possível agente causador de casos de pneumonia de origem desconhecida registrados na cidade de Wuhan. A identificação do vírus resultou de investigações conduzidas por diferentes instituições do país, incluindo pesquisadores do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (China CDC), como Xu Jianguo, que participaram da análise inicial dos casos e da caracterização do agente infeccioso. Paralelamente, uma equipe liderada pelo virologista Yong-Zhen Zhang, da Universidade Fudan (Xangai), realizou o sequenciamento do genoma do vírus, disponibilizado publicamente em 10 de janeiro no fórum científico online “virological.org”, voltado ao compartilhamento rápido de dados entre pesquisadores, após registro em bases internacionais como o GenBank. O sequenciamento confirmou o pertencimento do microrganismo à família dos coronavirus (coronaviridae), abrindo caminho para o desenvolvimento de testes diagnósticos e o monitoramento da circulação do patógeno.


SARS-CoV-2 isolado de um paciente nos Estados Unidos, 12 fev. 2020. Imagem: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID).
Autoridades chinesas compartilharam com a OMS a sequência genética do novo coronavírus. A informação foi disponibilizada à comunidade científica internacional em seguida, permitindo o início do desenvolvimento de testes diagnósticos.


Hospital Central de Wuhan. Foto: Youjia YE.
O mundo recebeu a notícia da primeira morte causada pela nova doença: um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan, que já tinha problemas de saúde. Apesar da colaboração das autoridades do país com a OMS, a escassez de informações alimentou debates sobre a transparência do governo chinês, ao mesmo tempo em que refletia as dificuldades iniciais de caracterização da nova doença.


Hospital Universitário Charité. Berlim (DE), 18 set. 2016. Foto: INTERRAILS.
Pesquisadores do Hospital Charité de Berlim, na Alemanha, desenvolveram o protocolo de RT-PCR para detectar o vírus, em um esforço liderado por Christian Drosten. O Charité é o maior hospital universitário da Europa, vinculado às universidades Humboldt e Livre de Berlim. O pesquisador era diretor do Instituto de Virologia e já tinha experiência na testagem do vírus SARS-CoV-1. A OMS ressaltou que ainda não estava confirmado se havia transmissão de pessoa para pessoa e que mais estudos eram necessários.


Hospital Universitário Charité. Berlim (DE), 18 set. 2016. Foto: INTERRAILS.
Pesquisadores do Hospital Charité de Berlim, na Alemanha, desenvolveram o protocolo de RT-PCR para detectar o vírus, em um esforço liderado por Christian Drosten. O Charité é o maior hospital universitário da Europa, vinculado às universidades Humboldt e Livre de Berlim. O pesquisador era diretor do Instituto de Virologia e já tinha experiência na testagem do vírus SARS-CoV-1. A OMS ressaltou que ainda não estava confirmado se havia transmissão de pessoa para pessoa e que mais estudos eram necessários.


Mapa da disseminação da Covid-19. Mai., 2020. Ilustração: Jefferson Mendes.
Segundo relatório da OMS, enquanto a China contabilizava 278 casos, infecções já haviam sido registradas na Tailândia, no Japão e na Coreia do Sul. Nesse mesmo dia, a OMS confirmou a transmissão de pessoa para pessoa do novo coronavírus.


Mapa da disseminação da Covid-19. Mai., 2020. Ilustração: Jefferson Mendes.
Segundo relatório da OMS, enquanto a China contabilizava 278 casos, infecções já haviam sido registradas na Tailândia, no Japão e na Coreia do Sul. Nesse mesmo dia, a OMS confirmou a transmissão de pessoa para pessoa do novo coronavírus.


Reunião do Centro de Operações de Emergência (COE) do Ministério da Saúde. Brasília (DF), 24 jan. 2020. À esquerda na foto, Julio Croda, diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis, e, a seu lado, João Gabbardo dos Reis, Secretário-Executivo do Ministério na gestão de Luiz Henrique Mandetta. Foto: Luís Oliveira/Ministério da Saúde.
Após notificar secretarias de saúde de estados e municípios com base em informações da OMS, o Ministério da Saúde instalou um comitê de especialistas para preparar a rede pública para o atendimento de possíveis casos no Brasil. Poucos dias depois, em 27 de janeiro, a Fiocruz foi convidada a integrar o grupo.


Reunião do Centro de Operações de Emergência (COE) do Ministério da Saúde. Brasília (DF), 24 jan. 2020. À esquerda na foto, Julio Croda, diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis, e, a seu lado, João Gabbardo dos Reis, Secretário-Executivo do Ministério na gestão de Luiz Henrique Mandetta. Foto: Luís Oliveira/Ministério da Saúde.
Após notificar secretarias de saúde de estados e municípios com base em informações da OMS, o Ministério da Saúde instalou um comitê de especialistas para preparar a rede pública para o atendimento de possíveis casos no Brasil. Poucos dias depois, em 27 de janeiro, a Fiocruz foi convidada a integrar o grupo.


Diretora da OPAS, Carissa Etienne, e o diretor adjunto, Jarbas Barbosa, durante pronunciamento sobre o novo coronavírus. Washington (EUA) , 24 jan. 2020. Foto: Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Em reunião na Organização dos Estados Americanos, a diretora da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), Carissa Etienne, destacou a necessidade de os países do continente se prepararem para identificar e isolar casos. Naquele momento, os Estados Unidos já haviam confirmado dois casos envolvendo viajantes provenientes da China.


Diretora da OPAS, Carissa Etienne, e o diretor adjunto, Jarbas Barbosa, durante pronunciamento sobre o novo coronavírus. Washington (EUA) , 24 jan. 2020. Foto: Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Em reunião na Organização dos Estados Americanos, a diretora da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), Carissa Etienne, destacou a necessidade de os países do continente se prepararem para identificar e isolar casos. Naquele momento, os Estados Unidos já haviam confirmado dois casos envolvendo viajantes provenientes da China.


Sala de Situação em Saúde para o novo coronavírus. À direita, com o microfone, Rivaldo Venâncio da Cunha, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, e que assumiu a coordenação das respostas da Fiocruz à emergência. 29 jan. 2020. Foto: Josué Damasceno/Fiocruz.
A Presidência da Fiocruz instituiu uma Sala de Situação para acompanhar a evolução da doença e discutir as medidas a serem tomadas para o enfrentamento da crise. As reuniões diárias começaram no dia 27 de janeiro e envolveram gestores, pesquisadores, técnicos e autoridades de saúde municipais e estaduais do Rio de Janeiro, visando a uma melhor articulação regional.


Tedros Adhanon, diretor da OMS. Foto: Julien Nizet / Belgian Presidency of the Council of the European Union.
Com 7.834 casos confirmados no mundo e 170 mortes na China, a OMS declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. O diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que havia um “surto global” e ressaltou a necessidade de apoiar países com sistemas de saúde frágeis, incluindo a identificação e o isolamento de casos da doença. A agência reforçou que as decisões deveriam ser tomadas com base em evidências científicas, evitando rumores e desinformação em geral, mas descartou a adoção de medidas restritivas drásticas que pudessem afetar a circulação e o comércio internacionais.


Tedros Adhanon, diretor da OMS. Foto: Julien Nizet / Belgian Presidency of the Council of the European Union.
Com 7.834 casos confirmados no mundo e 170 mortes na China, a OMS declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. O diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que havia um “surto global” e ressaltou a necessidade de apoiar países com sistemas de saúde frágeis, incluindo a identificação e o isolamento de casos da doença. A agência reforçou que as decisões deveriam ser tomadas com base em evidências científicas, evitando rumores e desinformação em geral, mas descartou a adoção de medidas restritivas drásticas que pudessem afetar a circulação e o comércio internacionais.


Visita do Secretário Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, e do Secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kléber de Oliveira, à Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 28 jan. 2020. Foto: Josué Damascena/IOC-Fiocruz.
Em visita ao Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), representantes do Ministério da Saúde - o Secretário Executivo João Gabardo e o Secretário de Vigilância em Saúde (SVS) Wanderson Kléber de Oliveira - se reuniram com pesquisadores da Fiocruz, do Instituto Adolfo Lutz e do Instituto Evandro Chagas para padronizar procedimentos de diagnóstico no país. As instituições integram a rede nacional de laboratórios de referência para vírus respiratórios, sob coordenação da SVS.


Visita do Secretário Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, e do Secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kléber de Oliveira, à Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 28 jan. 2020. Foto: Josué Damascena/IOC-Fiocruz.
Em visita ao Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), representantes do Ministério da Saúde - o Secretário Executivo João Gabardo e o Secretário de Vigilância em Saúde (SVS) Wanderson Kléber de Oliveira - se reuniram com pesquisadores da Fiocruz, do Instituto Adolfo Lutz e do Instituto Evandro Chagas para padronizar procedimentos de diagnóstico no país. As instituições integram a rede nacional de laboratórios de referência para vírus respiratórios, sob coordenação da SVS.


Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do IOC/Fiocruz, recebe da OPAS uma amostra de referência utilizada na validação dos testes diagnósticos para a nova doença. Rio de Janeiro (RJ), jan. 2020. Foto: Gutemberg Brito/IOC/Fiocruz.
O Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo (IOC/Fiocruz), chefiado pela pesquisadora Marilda Siqueira, promoveu, nos dias 30 e 31 de janeiro, o treinamento de profissionais do Instituto Evandro Chagas e do Instituto Adolfo Lutz para o diagnóstico molecular do vírus. A atividade contou com a participação do assessor regional para Doenças Virais da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jairo Méndez. Desde 1992, o Laboratório já atuava como laboratório de referência nacional em vírus respiratórios para o Ministério da Saúde.


Ministério da Saúde divulga dados sobre o novo coronavírus. Da esquerda para a direita: Wanderson Oliveira (Secretário de Vigilância em Saúde), João Gabbardo dos Reis (secretário-executivo) e Julio Croda (diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério). Brasília (DF), 04 fev. 2020. Fotos Públicas.
Mesmo sem casos confirmados, o Ministério da Saúde decretou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. A portaria, assinada pelo ministro Luiz Henrique Mandetta, colocou o Brasil em nível máximo na classificação de risco e estabeleceu o Centro de Operações de Emergência como mecanismo de gestão coordenada para controle do novo coronavírus no país. A medida possibilitou a repatriação de brasileiros que estavam em Wuhan, na China.


Ministério da Saúde divulga dados sobre o novo coronavírus. Da esquerda para a direita: Wanderson Oliveira (Secretário de Vigilância em Saúde), João Gabbardo dos Reis (secretário-executivo) e Julio Croda (diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério). Brasília (DF), 04 fev. 2020. Fotos Públicas.
Mesmo sem casos confirmados, o Ministério da Saúde decretou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. A portaria, assinada pelo ministro Luiz Henrique Mandetta, colocou o Brasil em nível máximo na classificação de risco e estabeleceu o Centro de Operações de Emergência como mecanismo de gestão coordenada para controle do novo coronavírus no país. A medida possibilitou a repatriação de brasileiros que estavam em Wuhan, na China.


Capa do documento da OMS sobre a preparação, estratégia e plano de resposta ao novo Coronavírus. Genebra (CHE), 02 fev. 2020.
A Organização Mundial da Saúde apresentou o primeiro plano global de enfrentamento ao novo coronavírus, chamado Strategic Preparedness and Response Plan (SPRP). O documento estabeleceu prioridades para conter a disseminação internacional do vírus, apoiar países na vigilância e no diagnóstico e acelerar a pesquisa científica. Para viabilizar essas ações, estimou-se a necessidade de US$ 675 milhões entre fevereiro e abril de 2020. Com foco especial nos países com sistemas de saúde mais frágeis, o SPRP destacou a necessidade de reforçar sua capacidade de resposta para conter o risco de propagação global. O plano marcou o início formal da mobilização internacional diante da emergência de saúde pública declarada poucos dias antes.


Capa do documento da OMS sobre a preparação, estratégia e plano de resposta ao novo Coronavírus. Genebra (CHE), 02 fev. 2020.
A Organização Mundial da Saúde apresentou o primeiro plano global de enfrentamento ao novo coronavírus, chamado Strategic Preparedness and Response Plan (SPRP). O documento estabeleceu prioridades para conter a disseminação internacional do vírus, apoiar países na vigilância e no diagnóstico e acelerar a pesquisa científica. Para viabilizar essas ações, estimou-se a necessidade de US$ 675 milhões entre fevereiro e abril de 2020. Com foco especial nos países com sistemas de saúde mais frágeis, o SPRP destacou a necessidade de reforçar sua capacidade de resposta para conter o risco de propagação global. O plano marcou o início formal da mobilização internacional diante da emergência de saúde pública declarada poucos dias antes.


Abertura da Oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e realizada na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz

Oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e realizada na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz

Oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e realizada na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 de fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz

Oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e realizada na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz

Oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e realizada na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz

Oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e realizada na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz

Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus no Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), centro de referência nacional em vírus respiratórios para o Ministério da Saúde. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus no Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), centro de referência nacional em vírus respiratórios para o Ministério da Saúde. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus no Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), centro de referência nacional em vírus respiratórios para o Ministério da Saúde. Rio de Janeiro, 6-7 fev. 2020. Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus no Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), centro de referência nacional em vírus respiratórios para o Ministério da Saúde. Rio de Janeiro, 6-7 fev. 2020. Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus no Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), centro de referência nacional em vírus respiratórios para o Ministério da Saúde. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus no Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), centro de referência nacional em vírus respiratórios para o Ministério da Saúde. Rio de Janeiro, 6-7 fev. 2020. Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus no Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), centro de referência nacional em vírus respiratórios para o Ministério da Saúde. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus no Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), centro de referência nacional em vírus respiratórios para o Ministério da Saúde. Rio de Janeiro, 6-7 fev. 2020. Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Encerramento da oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e realizada na Fiocruz. Da esquerda para a direita: Rivaldo Venâncio Cunha, da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência/Fiocruz; Wanderson de Oliveira, Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; e Socorro Gros, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz.

Mesa de Encerramento da oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e realizada na Fiocruz. Da esquerda para a direita: Rivaldo Venâncio Cunha, Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência/Fiocruz; José Paulo Gagliardi Leite, diretor do Instituto Oswaldo Cruz; Jairo Mendez, assessor regional da Organização Panamericana da Saúde para doenças virais; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Wanderson de Oliveira, Secretário de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde; Socorro Gross, Organização Panamericana da Saúde; e Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo/Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz.

Encerramento da oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e realizada na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz.

Maria José Ortega recebe certificado de participação na oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e realizada na Fiocruz. Da esquerda para a direita: Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo/Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz; Maria José Ortega; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; e Socorro Gross, Organização Panamericana da Saúde. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz.

Representantes dos laboratórios públicos dos países latino-americanos durante oficina de capacitação para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e realizada na Fiocruz, no Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz.

Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, no encerramento da oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Panamericana da Saúde e realizada na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 6-7 fev. 2020. Foto: Pedro Paulo/CCS/Fiocruz.
Em cooperação com o Ministério da Saúde e a OPAS, a Fiocruz realizou, nos dias 6 e 7 de fevereiro, o treinamento de técnicos de nove países latino-americanos no diagnóstico por RT-PCR para detecção molecular do vírus. A iniciativa visou à padronização dos procedimentos de testagem e a vigilância regional contra o novo coronavírus e foi coordenada pelo Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Participaram da capacitação técnicos dos seguintes países: a Argentina, Paraguai, Uruguai, Peru, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador e Panamá.


Chegada da missão de repatriação de 34 brasileiros de Wuhan. Brasília (DF), 7 fev. 2020. Foto: Keven Cobalchini/Ministério da Defesa.
Uma equipe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), liderada pela pesquisadora Marilda Siqueira, atuou na testagem dos brasileiros repatriados da China. Além disso, atuaram na capacitação de funcionários do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) Goiás, em Anápolis (GO), onde os repatriados chegaram e ficaram de quarentena.


Chegada da missão de repatriação de 34 brasileiros de Wuhan. Brasília (DF), 7 fev. 2020. Foto: Keven Cobalchini/Ministério da Defesa.
Uma equipe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), liderada pela pesquisadora Marilda Siqueira, atuou na testagem dos brasileiros repatriados da China. Além disso, atuaram na capacitação de funcionários do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) Goiás, em Anápolis (GO), onde os repatriados chegaram e ficaram de quarentena.


Anúncio do nome oficial da doença “COVID-19”, publicado pela OMS no X. 11 fev. 2020. Fonte: Organização Mundial da Saúde.
A OMS oficializou a nomenclatura da nova doença: corona virus disease (doença do coronavírus), acrescida do número 19 - em alusão ao ano em que surgiram os primeiros casos. Assim, chegou-se ao nome Covid-19. O nome buscou evitar estigmas geográficos e culturais, como o uso de expressões como “vírus chinês”, e também prevenir associações indevidas da doença com animais. O vírus foi batizado SARS-CoV-2, por sua semelhança genética com o coronavírus da SARS de 2003 (SARS-CoV-1).


Delegação brasileira em reunião do Fórum de Pesquisa e Inovação da OMS. Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, está à esquerda do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. À direita deste, Carlos Morel, pesquisador da Fiocruz. Genebra (CHE), 11/12 fev. 2020.
Mais de 300 especialistas, de 48 países, incluindo representantes da Fiocruz, se reuniram em Genebra, na Suíça, para acelerar as pesquisas em torno da Covid-19 a partir da cooperação científica global. O diretor da OMS classificou a doença como “um teste de solidariedade política, financeira e científica”. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, liderou a equipe da instituição brasileira.


Delegação brasileira em reunião do Fórum de Pesquisa e Inovação da OMS. Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, está à esquerda do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. À direita deste, Carlos Morel, pesquisador da Fiocruz. Genebra (CHE), 11/12 fev. 2020.
Mais de 300 especialistas, de 48 países, incluindo representantes da Fiocruz, se reuniram em Genebra, na Suíça, para acelerar as pesquisas em torno da Covid-19 a partir da cooperação científica global. O diretor da OMS classificou a doença como “um teste de solidariedade política, financeira e científica”. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, liderou a equipe da instituição brasileira.


Oficina sobre Covid-19 para jornalistas na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 12 fev. 2020. Foto: Peter Ilicciev/Fiocruz.
A oficina reuniu veículos de comunicação nacionais com o objetivo de compartilhar informações científicas sobre o novo coronavírus e combater fake news. Pesquisadores da Fiocruz abordaram, entre outros assuntos, características do vírus e aspectos clínicos da doença. A ação foi promovida pela Coordenação de Comunicação Social da Presidência da Fiocruz. No contexto político brasileiro, marcado por discursos negacionistas, a emergência sanitária seria agravada pela “infodemia”, fluxo acelerado de informações (verdadeiras e falsas) sobre a doença, gerando confusão e desconfiança por parte da população.


Oficina sobre Covid-19 para jornalistas na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 12 fev. 2020. Foto: Peter Ilicciev/Fiocruz.
A oficina reuniu veículos de comunicação nacionais com o objetivo de compartilhar informações científicas sobre o novo coronavírus e combater fake news. Pesquisadores da Fiocruz abordaram, entre outros assuntos, características do vírus e aspectos clínicos da doença. A ação foi promovida pela Coordenação de Comunicação Social da Presidência da Fiocruz. No contexto político brasileiro, marcado por discursos negacionistas, a emergência sanitária seria agravada pela “infodemia”, fluxo acelerado de informações (verdadeiras e falsas) sobre a doença, gerando confusão e desconfiança por parte da população.


Praça de Turim vazia durante a pandemia. Turim (IT), 18 mai. 2020.
Com o aumento acelerado de casos e mais de 150 casos confirmados, as autoridades italianas decretaram bloqueios em cidades e a suspensão de atividades escolares e eventos públicos. Um mês depois, o país registrava mais de 10 mil mortes, tornando-se o epicentro da pandemia.


Praça de Turim vazia durante a pandemia. Turim (IT), 18 mai. 2020.
Com o aumento acelerado de casos e mais de 150 casos confirmados, as autoridades italianas decretaram bloqueios em cidades e a suspensão de atividades escolares e eventos públicos. Um mês depois, o país registrava mais de 10 mil mortes, tornando-se o epicentro da pandemia.


Coletiva de imprensa do Ministério da Saúde sobre o primeiro caso de Covid-19 no Brasil. Brasília (DF), 26 fev. 2020. Foto: ASCOM/Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de Covid-19 no país e na América Latina: um homem de 61 anos, morador de São Paulo, que havia retornado da Itália. Após apresentar sintomas respiratórios, ele realizou testagem no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e teve o diagnóstico confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz.


Coronavírus visto ao microscópio eletrônico. São Paulo (SP), 28 fev. 2020. Foto: Instituto Adolfo Lutz.
Dois dias após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país, diagnosticado em 26 de fevereiro em São Paulo, uma equipe de pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP e da Universidade de Oxford concluiu e divulgou o sequenciamento do genoma do SARS-CoV-2 a partir de uma amostra daquele paciente. Entre os estudiosos envolvidos, destacaram-se Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP, e Jaqueline Goes de Jesus, pesquisadora em estágio pós-doutoral da Faculdade de Medicina da USP, que coordenou, ao lado de Claudio Tavares Sacchi, o grupo responsável pelo sequenciamento do genoma. Realizado em cerca de 48 horas a partir de um dispositivo portátil desenvolvido por uma empresa britânica, o procedimento permitiu confirmar a vinculação do caso a linhagens em circulação na Europa e contribuiu para os esforços iniciais de caracterização do vírus no país em um cenário de rápida expansão da doença pelo mundo e de incertezas quanto à sua disseminação.


Coronavírus visto ao microscópio eletrônico. São Paulo (SP), 28 fev. 2020. Foto: Instituto Adolfo Lutz.
Dois dias após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país, diagnosticado em 26 de fevereiro em São Paulo, uma equipe de pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP e da Universidade de Oxford concluiu e divulgou o sequenciamento do genoma do SARS-CoV-2 a partir de uma amostra daquele paciente. Entre os estudiosos envolvidos, destacaram-se Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP, e Jaqueline Goes de Jesus, pesquisadora em estágio pós-doutoral da Faculdade de Medicina da USP, que coordenou, ao lado de Claudio Tavares Sacchi, o grupo responsável pelo sequenciamento do genoma. Realizado em cerca de 48 horas a partir de um dispositivo portátil desenvolvido por uma empresa britânica, o procedimento permitiu confirmar a vinculação do caso a linhagens em circulação na Europa e contribuiu para os esforços iniciais de caracterização do vírus no país em um cenário de rápida expansão da doença pelo mundo e de incertezas quanto à sua disseminação.


Kits para diagnóstico da Covid-19 produzidos por Bio-Manguinhos/Fiocruz. Foto: Bernardo Portella/CCS/Fiocruz.
Atendendo solicitação do Ministério da Saúde, a Fiocruz anunciou que o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná, com apoio do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo (Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz), iriam desenvolver e produzir o kit para diagnóstico molecular do SARS-CoV-2. A grande demanda por testagem levaria à produção dos kits em tempo recorde e em uma escala sem precedentes. A primeira entrega ao Ministério da Saúde seria feita ainda em março. Em menos de dois meses, a Fiocruz passou a produzir por semana o equivalente à produção anual de kits de diagnóstico. Em junho de 2021, foi alcançada a marca de mais de 20 milhões de testes fornecidos à rede pública.


Captura do vídeo da OMS decretando a pandemia de Covid-19. Genebra (CHE), 11 mar. 2020. Foto: Organização Mundial da Saúde (OMS)

Coletiva de imprensa na Fiocruz sobre a declaração, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da pandemia de covid-19. Na mesa, da esquerda para a direita, Antonio Gomes Pinto Ferreira, vice-diretor de Reativos para Diagnósticos de Bio-Manguinhos; Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz; e Valcler Rangel Fernandes, chefe de gabinete da presidência da Fiocruz. Ao fundo, com as mãos da mesa, Elisa Andries, coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz. Rio de Janeiro, 11 de março de 2020. Foto: Peter Ilicciev. Acervo CCS/Fiocruz.

Coletiva de imprensa na Fiocruz sobre a declaração, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da pandemia de Covid-19. Com a palavra, Valcler Rangel Fernandes, chefe de gabinete da presidência da Fiocruz. Ao seu lado, Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz e Antonio Gomes Pinto Ferreira, vice-diretor de Reativos para Diagnósticos de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro, 11 de março de 2020. Foto: Peter Ilicciev. Acervo CCS/Fiocruz.

Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, fala aos jornalistas na coletiva de imprensa sobre a declaração, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da pandemia de covid-19. Rio de Janeiro, 11 de março de 2020. Foto: Peter Ilicciev. Acervo CCS/Fiocruz.
Com 118 mil casos em 114 países e mais de 4 mil mortes, a Organização Mundial da Saúde classificou a Covid-19 como pandemia, reconhecendo que o vírus já se espalhava de forma sistemática por diferentes continentes e configurava uma ameaça de saúde global, exigindo resposta coordenada. A decisão foi motivada pela rapidez e pela amplitude da propagação da doença e buscou mobilizar governos e populações para reforçar sistemas de saúde e adotar medidas de contenção. “Tocamos a sineta do alarme em alto e bom som”, disse o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, pedindo ações urgentes e solidárias: “Cuidemos uns dos outros, porque precisamos uns dos outros”. No mesmo dia, a Fiocruz concedeu uma coletiva de imprensa sobre a decisão da OMS.


Coleta nasal para exame de RT-PCR para detecção molecular do coronavírus. Foto: Pedro França/Agência Senado/Flickr.
Entre os dias 11 e 13 de março, a Fiocruz e o Ministério da Saúde promoveram o treinamento de técnicos dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) do país para a realização do diagnóstico da Covid-19, começando pelos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Alagoas. Já haviam passado pela capacitação os laboratórios de São Paulo, Pará, Goiás e Rio Grande do Sul. Após a conclusão da capacitação dos Lacens das 27 unidades federativas, uma cerimônia foi realizada em Belém (PA) no dia 18 de março com a participação de pesquisadores do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/ Fiocruz), à frente das atividades de treinamento. O trabalho de capacitação dos laboratórios públicos fortaleceu a vigilância epidemiológica ao descentralizar os exames e ampliar a capacidade de testagem no país.


Coleta nasal para exame de RT-PCR para detecção molecular do coronavírus. Foto: Pedro França/Agência Senado/Flickr.
Entre os dias 11 e 13 de março, a Fiocruz e o Ministério da Saúde promoveram o treinamento de técnicos dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) do país para a realização do diagnóstico da Covid-19, começando pelos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Alagoas. Já haviam passado pela capacitação os laboratórios de São Paulo, Pará, Goiás e Rio Grande do Sul. Após a conclusão da capacitação dos Lacens das 27 unidades federativas, uma cerimônia foi realizada em Belém (PA) no dia 18 de março com a participação de pesquisadores do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/ Fiocruz), à frente das atividades de treinamento. O trabalho de capacitação dos laboratórios públicos fortaleceu a vigilância epidemiológica ao descentralizar os exames e ampliar a capacidade de testagem no país.


Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, participa de debate sobre o novo coronavírus na Câmara dos Deputados. Brasília (DF), 12 mar. 2020. Foto: Fernanda Marques/Fiocruz Brasília.
Poucas horas após a declaração da pandemia, dirigentes da Fiocruz participaram de sessão extraordinária da Comissão Geral da Câmara dos Deputados ao lado do ministro da Saúde sobre a Covid-19 no país. A presidente da instituição, Nísia Trindade Lima, defendeu “o fortalecimento da transparência das informações, da nossa capacidade científica e do nosso SUS”.


Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, participa de debate sobre o novo coronavírus na Câmara dos Deputados. Brasília (DF), 12 mar. 2020. Foto: Fernanda Marques/Fiocruz Brasília.
Poucas horas após a declaração da pandemia, dirigentes da Fiocruz participaram de sessão extraordinária da Comissão Geral da Câmara dos Deputados ao lado do ministro da Saúde sobre a Covid-19 no país. A presidente da instituição, Nísia Trindade Lima, defendeu “o fortalecimento da transparência das informações, da nossa capacidade científica e do nosso SUS”.


Bloqueio do trânsito em Campinas (SP), 06 mai. 2020. Fonte: Fotos Públicas.
Diante do risco de colapso do sistema de saúde, o Distrito Federal foi o primeiro a anunciar medidas restritivas, como suspensão de aulas e eventos. Na semana seguinte, São Paulo e Rio de Janeiro seguiram a mesma linha. Em março, todos os estados já haviam decretado algum nível de distanciamento físico, o que desencadeou tensões entre o presidente Jair Bolsonaro, contrário às medidas.


Bloqueio do trânsito em Campinas (SP), 06 mai. 2020. Fonte: Fotos Públicas.
Diante do risco de colapso do sistema de saúde, o Distrito Federal foi o primeiro a anunciar medidas restritivas, como suspensão de aulas e eventos. Na semana seguinte, São Paulo e Rio de Janeiro seguiram a mesma linha. Em março, todos os estados já haviam decretado algum nível de distanciamento físico, o que desencadeou tensões entre o presidente Jair Bolsonaro, contrário às medidas.


Coveiros no cemitério de Vila Alpina. São Paulo (SP), 3 abr. 2020. Foto: Gustavo Basso/Wikimedia Commons.
Rosana Aparecida Urbano, de 57 anos, trabalhadora doméstica em São Paulo, foi identificada como a primeira vítima fatal da doença no Brasil. Internada na zona leste da cidade, morreu em 12 de março, antes mesmo da confirmação diagnóstica. Rosana deixou uma filha, Thais Aparecida da Silva, que, em poucas semanas, perderia também os avós e dois tios para a Covid-19, em uma sequência de perdas que evidenciou, desde o início, o impacto devastador da pandemia sobre as famílias brasileiras. Originalmente, o primeiro óbito atribuído à Covid-19 no país havia sido registrado em 16 de março, mas o registro foi corrigido em junho de 2020 a partir da atualização de dados do Sistema de Informação e Vigilância Epidemiológica da Gripe.


Capa do Plano de Contingência da Fiocruz diante da pandemia da Covid-19.
A instituição apresentou diretrizes para proteger seus trabalhadores e estudantes, assegurar a segurança de todos, reorganizar as atividades (incluindo adoção de trabalho remoto), mas mantendo os serviços considerados essenciais. O Plano de Contingência também incluía direcionamentos sobre biossegurança e comunicação de risco, tendo sido atualizado em 26 de março de 2020.


Capa do Plano de Contingência da Fiocruz diante da pandemia da Covid-19.
A instituição apresentou diretrizes para proteger seus trabalhadores e estudantes, assegurar a segurança de todos, reorganizar as atividades (incluindo adoção de trabalho remoto), mas mantendo os serviços considerados essenciais. O Plano de Contingência também incluía direcionamentos sobre biossegurança e comunicação de risco, tendo sido atualizado em 26 de março de 2020.


Reunião para organizar ações relativas ao enfrentamento da pandemia na Fiocruz. Da esquerda para a direita: Ricardo de Godoi (Coordenação-Geral de Planejamento Estratégico da Fiocruz), Pamela Lang (Coordenação de Comunicação Social da Presidência/CCS da Fiocruz), Valcler Rangel Fernandes (chefe de gabinete da Presidência da Fiocruz), Elisa Andries (CCS), Valber Frutuoso (assessor da Presidência da Fiocruz). De costas Marco Menezes (Vice-Presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 18 mar. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Portaria nº 5.347, da Presidência da Fundação, oficializou a criação de um Grupo de Trabalho para coordenar ações de combate à pandemia da Fiocruz. O grupo foi o ponto de partida para a organização estratégica da resposta da instituição à crise sanitária, delegando funções de execução, monitoramento e articulação interna e externa, como a implementação e atualização do Plano de Contingência.


Reunião para organizar ações relativas ao enfrentamento da pandemia na Fiocruz. Da esquerda para a direita: Ricardo de Godoi (Coordenação-Geral de Planejamento Estratégico da Fiocruz), Pamela Lang (Coordenação de Comunicação Social da Presidência/CCS da Fiocruz), Valcler Rangel Fernandes (chefe de gabinete da Presidência da Fiocruz), Elisa Andries (CCS), Valber Frutuoso (assessor da Presidência da Fiocruz). De costas Marco Menezes (Vice-Presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 18 mar. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Portaria nº 5.347, da Presidência da Fundação, oficializou a criação de um Grupo de Trabalho para coordenar ações de combate à pandemia da Fiocruz. O grupo foi o ponto de partida para a organização estratégica da resposta da instituição à crise sanitária, delegando funções de execução, monitoramento e articulação interna e externa, como a implementação e atualização do Plano de Contingência.


Médico e pesquisador Estevão Portela, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, que coordenou o estudo no Brasil. Foto: Juana Portugal (INI/Fiocruz).
O ensaio clínico Solidarity reuniu hospitais de vários países com o objetivo de acelerar a produção de evidências robustas para o tratamento da Covid-19. Inicialmente, quatro linhas de tratamento já utilizadas em outras doenças foram testadas: remdesivir, cloroquina/hidroxicloroquina, lopinavir/ritonavir e interferon-beta. No Brasil, a coordenação ficou sob responsabilidade do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), envolvendo 18 hospitais de 12 estados. O primeiro paciente das pesquisas realizadas no INI foi incluído em 31 de março, em um ensaio envolvendo pessoas hospitalizadas, com foco nos quadros mais graves. O estudo clínico previa acompanhamento contínuo dos resultados, com possibilidade de interromper o uso de medicamentos ineficazes, como ocorreria posteriormente com a cloroquina e seu derivado, a hidroxicloroquina, que não demonstraram benefício clínico em ensaios randomizados.


Enterros de indígenas mortos pela Covid-19 em São Gabriel da Cachoeira no cemitério Parque da Saudade. Manaus (AM), 09 mai. 2020. Foto: Paulo Desana/Dabakuri/Amazônia Real/Wikimedia Commons.
Uma mulher idosa do povo Borari morreu em 19 de março de 2020, em Santarém (PA), em decorrência da Covid-19. O reconhecimento do caso pelas autoridades sanitárias não foi, contudo, imediato e revelou as disputas no monitoramento e registro da pandemia entre os povos indígenas. Em 1º de abril, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) confirmaria oficialmente o primeiro caso entre indígenas no país, envolvendo uma jovem Kokama no Alto Solimões (AM). Dias depois, em 9 de abril, a Sesai registraria também o primeiro óbito indígena oficialmente reconhecido pelo órgão, com a morte de um jovem Yanomami em Roraima. As divergências entre registros oficiais e informações reunidas por organizações indígenas refletiam, entre outros fatores, o fato de a Sesai não contabilizar casos e óbitos de indígenas residentes em áreas urbanas. Nesse contexto, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) organizou o Comitê Nacional pela Vida e Memória Indígena, voltado ao monitoramento autônomo e participativo de casos e óbitos por Covid-19 entre indígenas dentro e fora dos territórios, com participação de pesquisadores da Fiocruz.


Enterros de indígenas mortos pela Covid-19 em São Gabriel da Cachoeira no cemitério Parque da Saudade. Manaus (AM), 09 mai. 2020. Foto: Paulo Desana/Dabakuri/Amazônia Real/Wikimedia Commons.
Uma mulher idosa do povo Borari morreu em 19 de março de 2020, em Santarém (PA), em decorrência da Covid-19. O reconhecimento do caso pelas autoridades sanitárias não foi, contudo, imediato e revelou as disputas no monitoramento e registro da pandemia entre os povos indígenas. Em 1º de abril, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) confirmaria oficialmente o primeiro caso entre indígenas no país, envolvendo uma jovem Kokama no Alto Solimões (AM). Dias depois, em 9 de abril, a Sesai registraria também o primeiro óbito indígena oficialmente reconhecido pelo órgão, com a morte de um jovem Yanomami em Roraima. As divergências entre registros oficiais e informações reunidas por organizações indígenas refletiam, entre outros fatores, o fato de a Sesai não contabilizar casos e óbitos de indígenas residentes em áreas urbanas. Nesse contexto, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) organizou o Comitê Nacional pela Vida e Memória Indígena, voltado ao monitoramento autônomo e participativo de casos e óbitos por Covid-19 entre indígenas dentro e fora dos territórios, com participação de pesquisadores da Fiocruz.


Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. 20 mar. 2020. Foto: Marcelo Casal JR/Agência Brasil
O ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou que o sistema de saúde brasileiro poderia entrar em colapso até o fim de abril devido ao alastramento da doença pelo país. As divergências entre Mandetta e o presidente Bolsonaro quanto à gravidade e à urgência no enfrentamento da pandemia se intensificaram a partir desse momento. O alerta do ministro foi veiculado por meio de videoconferência. No mesmo dia, o Ministério publicou Portaria declarando “estado de transmissão comunitária do coronavírus” em todo o território.


Foto: Edgard Kanayko.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) divulgou nota reivindicando que o governo federal elaborasse um Plano de Ação Emergencial para prevenir a disseminação da Covid-19 nos territórios indígenas. O documento alertava para a vulnerabilidade histórica dos povos indígenas diante de epidemias introduzidas por agentes externos e associava o novo coronavírus à continuidade de processos de invasão e violência sobre os territórios indígenas. Entre as medidas defendidas pela entidade estavam o fortalecimento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e das Casas de Saúde Indígena (Casais), a restrição da entrada de pessoas não autorizadas em terras indígenas, a retirada de invasores, como garimpeiros e madeireiros, e a elaboração de planos de contingência discutidos com as organizações representativas dos povos indígenas. Durante todo o período, as organizações indígenas realizaram a defesa de políticas específicas de enfrentamento da pandemia voltadas aos povos indígenas, dirigidas tanto às diferentes instâncias governamentais quanto à sociedade.


Foto: Edgard Kanayko.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) divulgou nota reivindicando que o governo federal elaborasse um Plano de Ação Emergencial para prevenir a disseminação da Covid-19 nos territórios indígenas. O documento alertava para a vulnerabilidade histórica dos povos indígenas diante de epidemias introduzidas por agentes externos e associava o novo coronavírus à continuidade de processos de invasão e violência sobre os territórios indígenas. Entre as medidas defendidas pela entidade estavam o fortalecimento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e das Casas de Saúde Indígena (Casais), a restrição da entrada de pessoas não autorizadas em terras indígenas, a retirada de invasores, como garimpeiros e madeireiros, e a elaboração de planos de contingência discutidos com as organizações representativas dos povos indígenas. Durante todo o período, as organizações indígenas realizaram a defesa de políticas específicas de enfrentamento da pandemia voltadas aos povos indígenas, dirigidas tanto às diferentes instâncias governamentais quanto à sociedade.


Capa da nota de posicionamento da ABRASCO e ABA. 21 mar. 2020.
Com a participação de pesquisadores da Fiocruz, o grupo de saúde indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) divulgaram nota pública alertando para os riscos da disseminação da Covid-19 entre povos indígenas no Brasil. Elaborado pelo Grupo Temático Saúde Indígena da Abrasco e pela Comissão de Assuntos Indígenas da ABA, o documento sustentava que a maior vulnerabilidade dessas populações decorria sobretudo das desigualdades sociais e sanitárias historicamente enfrentadas pelos povos indígenas. A nota defendia o fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-SUS), responsável pela atenção primária em territórios indígenas, além do controle da entrada de pessoas nas aldeias e da articulação entre lideranças indígenas e serviços de saúde para ações de vigilância e controle da Covid-19. Ao longo da pandemia, pesquisadores ligados à Fiocruz e ao Grupo Temático Saúde Indígena da Abrasco seguiriam produzindo análises e debates sobre a questão, incluindo nota técnica fornecida à CPI da Covid-19 em 17 de maio de 2021 com a indicação dos impactos da doença entre os povos originários.


Capa da nota de posicionamento da ABRASCO e ABA. 21 mar. 2020.
Com a participação de pesquisadores da Fiocruz, o grupo de saúde indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) divulgaram nota pública alertando para os riscos da disseminação da Covid-19 entre povos indígenas no Brasil. Elaborado pelo Grupo Temático Saúde Indígena da Abrasco e pela Comissão de Assuntos Indígenas da ABA, o documento sustentava que a maior vulnerabilidade dessas populações decorria sobretudo das desigualdades sociais e sanitárias historicamente enfrentadas pelos povos indígenas. A nota defendia o fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-SUS), responsável pela atenção primária em territórios indígenas, além do controle da entrada de pessoas nas aldeias e da articulação entre lideranças indígenas e serviços de saúde para ações de vigilância e controle da Covid-19. Ao longo da pandemia, pesquisadores ligados à Fiocruz e ao Grupo Temático Saúde Indígena da Abrasco seguiriam produzindo análises e debates sobre a questão, incluindo nota técnica fornecida à CPI da Covid-19 em 17 de maio de 2021 com a indicação dos impactos da doença entre os povos originários.


Captura de tela do pronunciamento oficial do presidente Jair Bolsonaro. 24 mar. 2020. Foto: CanalGov.
Em pronunciamento oficial, o então presidente relativizou a gravidade da pandemia, criticou a imprensa por ter contribuído para o que chamou de “histeria” e atacou medidas de contenção adotadas por estados e municípios, afirmando: “Devemos voltar à normalidade”. A partir de então, Bolsonaro passou a apresentar a situação como uma escolha entre manter o isolamento ou salvar a economia, afirmando que era necessário priorizar a continuidade das atividades econômicas. Na época, o presidente já vinha sendo alvo de manifestações da sociedade repudiando suas posições no enfrentamento da emergência.


Captura de tela do pronunciamento oficial do presidente Jair Bolsonaro. 24 mar. 2020. Foto: CanalGov.
Em pronunciamento oficial, o então presidente relativizou a gravidade da pandemia, criticou a imprensa por ter contribuído para o que chamou de “histeria” e atacou medidas de contenção adotadas por estados e municípios, afirmando: “Devemos voltar à normalidade”. A partir de então, Bolsonaro passou a apresentar a situação como uma escolha entre manter o isolamento ou salvar a economia, afirmando que era necessário priorizar a continuidade das atividades econômicas. Na época, o presidente já vinha sendo alvo de manifestações da sociedade repudiando suas posições no enfrentamento da emergência.


Tele Coronavírus 155, canal de atendimento para orientações sobre a Covid-19. Bahia, 24 mar. 2020.
Em parceria com a Universidade Federal da Bahia e o governo estadual, o Instituto de Pesquisa Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) lançou o serviço telefônico gratuito “Tele Coronavírus” para orientar a população sobre sintomas da Covid-19. O atendimento foi realizado por estudantes de medicina, supervisionados por médicos, com base em protocolos do Ministério da Saúde. A ferramenta utilizava um aplicativo para registrar sintomas e reduzir deslocamentos desnecessários em busca de atendimento presencial. A iniciativa mobilizou centenas de voluntários e fortaleceu a resposta à pandemia no contexto do distanciamento físico.


Tele Coronavírus 155, canal de atendimento para orientações sobre a Covid-19. Bahia, 24 mar. 2020.
Em parceria com a Universidade Federal da Bahia e o governo estadual, o Instituto de Pesquisa Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) lançou o serviço telefônico gratuito “Tele Coronavírus” para orientar a população sobre sintomas da Covid-19. O atendimento foi realizado por estudantes de medicina, supervisionados por médicos, com base em protocolos do Ministério da Saúde. A ferramenta utilizava um aplicativo para registrar sintomas e reduzir deslocamentos desnecessários em busca de atendimento presencial. A iniciativa mobilizou centenas de voluntários e fortaleceu a resposta à pandemia no contexto do distanciamento físico.


Obras para a construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, no antigo campo de futebol, em frente ao prédio de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), mar./abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Obras para a construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, no antigo campo de futebol. Rio de Janeiro (RJ), mar./abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Obras para a construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, no antigo campo de futebol. Rio de Janeiro (RJ), mar./abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Obras para a construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, no antigo campo de futebol. Rio de Janeiro (RJ), mar./abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Obras para a construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, no antigo campo de futebol. Rio de Janeiro (RJ), mar./abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Obras para a construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, no antigo campo de futebol. Rio de Janeiro (RJ), mar./abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Obras para a construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, no antigo campo de futebol. Rio de Janeiro (RJ), mar./abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Obras para a construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, no antigo campo de futebol. Rio de Janeiro (RJ), mar./abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Obras para a construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, no antigo campo de futebol. Rio de Janeiro (RJ), mar./abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Obras para a construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, no antigo campo de futebol. Rio de Janeiro (RJ), mar./abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Valdiléa Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fiocruz; e Ana Beatriz Cuzzatti, coordenadora-geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic) falam aos trabalhadores da construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Valdiléa Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fiocruz; e Ana Beatriz Cuzzatti, coordenadora-geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic) falam aos trabalhadores da construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Roberto Pozzan, subsecretário-geral da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, em visita às obras de construção do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 de abril de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 15 abr. 2020. Foto: Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Foto: Josué Damascena/IOC/Fiocruz

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Foto: Josué Damascena/IOC/Fiocruz

Construção em andamento do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Foto: Josué Damascena/IOC/Fiocruz

Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Foto: Josué Damascena/IOC/Fiocruz

Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Foto: Josué Damascena/IOC/Fiocruz
Dirigentes da Fiocruz anunciaram, em coletiva de imprensa com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, a criação de um centro hospitalar dedicado à Covid-19. Diferente de um hospital de campanha, a unidade foi projetada como um legado permanente para a rede pública de saúde. Integrando o Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz), o Centro Hospitalar Covid-19, dotado de modernos equipamentos, contou com cerca de 200 leitos de terapia intensiva e semi-intensiva para pacientes em estado grave. Sua construção, concluída em menos de dois meses, foi viabilizada com recursos extraordinários do Ministério da Saúde, contando ainda com doações de empresas por meio do Programa Unidos contra a Covid, da Fiocruz. Na unidade, seriam realizadas importantes pesquisas clínicas sobre a doença, como os estudos do ensaio clínico Solidariedade, coordenado pela OMS, em busca de recursos terapêuticos para a doença.


Foto: Ester Paiva
O Ministério da Saúde autorizou a entrega de 3,4 milhões de unidades de cloroquina aos estados. O então ministro Luiz Henrique Mandetta ressaltou que, apesar da falta de evidências sobre sua eficácia, a substância poderia ser usada a critério do médico apenas em casos graves de Covid-19 no contexto hospitalar. Naquele momento, a cloroquina ainda estava sendo objeto de estudos no ensaio clínico internacional Solidariedade, coordenado pela OMS. Com o avanço das pesquisas, a agência excluiu oficialmente a substância dos testes em 4 de julho de 2020, após resultados que indicaram sua ineficácia e riscos de efeitos adversos. Ao longo da pandemia, o uso da cloroquina e de seu derivado, a hidroxicloroquina, passou a ser defendido como alternativa terapêutica por lideranças como Donald Trump, nos Estados Unidos, e Jair Bolsonaro, no Brasil, com claros objetivos políticos. As substâncias ganharam destaque no cenário internacional após a divulgação de seus supostos benefícios pelo médico francês Didier Raoult, o que suscitou inicialmente reações entusiasmadas de atores influentes do mundo econômico, como Elon Musk. No contexto brasileiro, as tensões envolvendo o uso da cloroquina foram um dos fatores que levaram à demissão de Mandetta do cargo de ministro da saúde.


Foto: Ester Paiva
O Ministério da Saúde autorizou a entrega de 3,4 milhões de unidades de cloroquina aos estados. O então ministro Luiz Henrique Mandetta ressaltou que, apesar da falta de evidências sobre sua eficácia, a substância poderia ser usada a critério do médico apenas em casos graves de Covid-19 no contexto hospitalar. Naquele momento, a cloroquina ainda estava sendo objeto de estudos no ensaio clínico internacional Solidariedade, coordenado pela OMS. Com o avanço das pesquisas, a agência excluiu oficialmente a substância dos testes em 4 de julho de 2020, após resultados que indicaram sua ineficácia e riscos de efeitos adversos. Ao longo da pandemia, o uso da cloroquina e de seu derivado, a hidroxicloroquina, passou a ser defendido como alternativa terapêutica por lideranças como Donald Trump, nos Estados Unidos, e Jair Bolsonaro, no Brasil, com claros objetivos políticos. As substâncias ganharam destaque no cenário internacional após a divulgação de seus supostos benefícios pelo médico francês Didier Raoult, o que suscitou inicialmente reações entusiasmadas de atores influentes do mundo econômico, como Elon Musk. No contexto brasileiro, as tensões envolvendo o uso da cloroquina foram um dos fatores que levaram à demissão de Mandetta do cargo de ministro da saúde.


Captura de tela da Plataforma MonitoraCovid-19. 09 set. 2025.
O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) lançou a plataforma MonitoraCovid-19 para acompanhar a disseminação da pandemia no Brasil. O sistema permitia a visualização interativa de dados oficiais sobre casos confirmados, óbitos e taxa de incidência por estados e municípios. A ferramenta funcionou como instrumento importante de apoio à vigilância em saúde e à comunicação pública de risco, oferecendo informações para autoridades e sociedade.


Captura de tela da Plataforma MonitoraCovid-19. 09 set. 2025.
O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) lançou a plataforma MonitoraCovid-19 para acompanhar a disseminação da pandemia no Brasil. O sistema permitia a visualização interativa de dados oficiais sobre casos confirmados, óbitos e taxa de incidência por estados e municípios. A ferramenta funcionou como instrumento importante de apoio à vigilância em saúde e à comunicação pública de risco, oferecendo informações para autoridades e sociedade.


https://www.consorcionordeste.gov.br/
O Consórcio Nordeste, formado pelos governadores dos nove estados da região em 2019, instituiu o Comitê Científico de Apoio ao Combate à Covid‑19. Composto por cientistas indicados pelas administrações estaduais, o Comitê contou com a participação de pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) e do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco). Sua função foi assessorar os governadores por meio de análises fundamentadas e boletins técnicos, orientando decisões estratégicas regionais durante a pandemia.


https://www.consorcionordeste.gov.br/
O Consórcio Nordeste, formado pelos governadores dos nove estados da região em 2019, instituiu o Comitê Científico de Apoio ao Combate à Covid‑19. Composto por cientistas indicados pelas administrações estaduais, o Comitê contou com a participação de pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) e do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco). Sua função foi assessorar os governadores por meio de análises fundamentadas e boletins técnicos, orientando decisões estratégicas regionais durante a pandemia.


Site: https://redegenomica.fiocruz.br/
Em março de 2020, a Fiocruz organizou a Rede Genômica, reunindo laboratórios e unidades de referência da fundação em todo o Brasil, além de instituições parceiras, para conduzir a vigilância genômica do SARS-CoV-2. A rede passou a decodificar o genoma viral, monitorar linhagens em circulação, identificar variantes e apoiar a resposta da saúde pública diante do avanço da pandemia. Em articulação com os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) dos estados, equipes multidisciplinares passaram a analisar amostras e produzir informações para subsidiar as autoridades sanitárias federais e estaduais, além de compartilhar seus achados em bases de acesso aberto, como o Gisaid, banco global de dados genômicos coordenado pela OMS. Com cerca de 200 a 250 pesquisadores e técnicos, a iniciativa permitiu acompanhar o surgimento e a disseminação de variantes de preocupação, isto é, variantes associadas a maior transmissibilidade ou a quadros mais graves de doença. Com o avanço da vacinação, esse monitoramento também passou a indicar quando mutações virais poderiam afetar a proteção conferida pelos imunizantes, contribuindo para sua atualização e melhor adequação aos vírus em circulação. Em outubro, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação criaria a Rede Corona-ômica BR, reunindo laboratórios em todo o país, sobretudo de universidades, para articular e fortalecer a vigilância genômica no país.


Arrecadação de cestas básicas na Fiocruz do Rio de Janeiro. Foto: Edilano Cavalcanti

Mulher prepara refeições para distribuição para pessoas em situação de rua. Foto: Vivian Fernandez

Barco-laboratório, com capacidade para até 30 pessoas, que circulou na região de tríplice fronteira do Alto Solimões, na Amazônia, oferecendo testagem e atendimento a populações ribeirinhas, no segundo semestre de 2021. Foto: Fiocruz

Usina de oxigênio doada à rede pública de saúde do Amazonas com capacidade de produzir cerca de 25 m3 de oxigênio por hora, quantidade necessária para 12 leitos de terapia intensiva e 80 leitos de internação e pronto atendimento. Cinco municípios amazonenses receberam os equipamentos nos primeiros meses de 2021: Tabatinga, Tefé, Lábria, Manacapuru e Carauari. Foto: Fiocruz
O programa Unidos contra a Covid-19 foi criado com o objetivo de captar doações de empresas, organizações e indivíduos interessados em contribuir com a Fiocruz para o enfrentamento da pandemia. A iniciativa viabilizou recursos para aumento da capacidade de testagem, construção do Centro Hospitalar Covid-19, distribuição de insumos (como álcool 70%), apoio a pesquisas científicas, fornecimento de usinas de oxigênio a hospitais durante a crise em Manaus (AM) e disponibilização de um barco-laboratório para atendimento a comunidades ribeirinhas na Região Norte. Além disso, possibilitou a promoção de ações sociais, apoiando populações em maior vulnerabilidade a partir da distribuição de cestas básicas e suporte a cozinhas solidárias.


Arrecadação de cestas básicas na Fiocruz do Rio de Janeiro. Foto: Edilano Cavalcanti

Mulher prepara refeições para distribuição para pessoas em situação de rua. Foto: Vivian Fernandez

Barco-laboratório, com capacidade para até 30 pessoas, que circulou na região de tríplice fronteira do Alto Solimões, na Amazônia, oferecendo testagem e atendimento a populações ribeirinhas, no segundo semestre de 2021. Foto: Fiocruz

Usina de oxigênio doada à rede pública de saúde do Amazonas com capacidade de produzir cerca de 25 m3 de oxigênio por hora, quantidade necessária para 12 leitos de terapia intensiva e 80 leitos de internação e pronto atendimento. Cinco municípios amazonenses receberam os equipamentos nos primeiros meses de 2021: Tabatinga, Tefé, Lábria, Manacapuru e Carauari. Foto: Fiocruz
O programa Unidos contra a Covid-19 foi criado com o objetivo de captar doações de empresas, organizações e indivíduos interessados em contribuir com a Fiocruz para o enfrentamento da pandemia. A iniciativa viabilizou recursos para aumento da capacidade de testagem, construção do Centro Hospitalar Covid-19, distribuição de insumos (como álcool 70%), apoio a pesquisas científicas, fornecimento de usinas de oxigênio a hospitais durante a crise em Manaus (AM) e disponibilização de um barco-laboratório para atendimento a comunidades ribeirinhas na Região Norte. Além disso, possibilitou a promoção de ações sociais, apoiando populações em maior vulnerabilidade a partir da distribuição de cestas básicas e suporte a cozinhas solidárias.


Captura de tela do site da Rede CoVida. Foto: Rede CoVida/Fiocruz Bahia/Cidacs.
Criada no mês anterior pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Rede CoVida - Ciência, Informação e Solidariedade lançou seu primeiro boletim científico com análises sobre a evolução da Covid-19 no país. Produzido por uma rede multidisciplinar de pesquisadores, cientistas de dados e profissionais de comunicação, o boletim, com atualizações semanais, articulava dados epidemiológicos e modelagem matemática para estimar a progressão do número de casos e orientar a tomada de decisões por gestores públicos, além de informar o público. No fim de abril, a rede também lançou um painel interativo de monitoramento da Covid-19 no Brasil, com atualização contínua de casos e óbitos por estado e município, além de projeções sobre a evolução da pandemia, ampliando o acesso público a informações.


Captura de tela do site da Rede CoVida. Foto: Rede CoVida/Fiocruz Bahia/Cidacs.
Criada no mês anterior pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Rede CoVida - Ciência, Informação e Solidariedade lançou seu primeiro boletim científico com análises sobre a evolução da Covid-19 no país. Produzido por uma rede multidisciplinar de pesquisadores, cientistas de dados e profissionais de comunicação, o boletim, com atualizações semanais, articulava dados epidemiológicos e modelagem matemática para estimar a progressão do número de casos e orientar a tomada de decisões por gestores públicos, além de informar o público. No fim de abril, a rede também lançou um painel interativo de monitoramento da Covid-19 no Brasil, com atualização contínua de casos e óbitos por estado e município, além de projeções sobre a evolução da pandemia, ampliando o acesso público a informações.


https://www.itps.org.br/quem-somos
O Itaú Unibanco lançou a iniciativa Todos pela Saúde, destinando, inicialmente, R$1 bilhão para apoiar o enfrentamento da pandemia no Brasil. Coordenado por especialistas da área da saúde, entre eles o diretor-geral do Hospital Sírio Libanês, Paulo Chapchap, e o presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner, além de quadros de instituições como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e a Fiocruz, o grupo financiou ações de testagem, comunicação, vigilância epidemiológica e proteção de profissionais atuando na linha de frente. A Fiocruz esteve entre as instituições apoiadas, recebendo recursos para ampliar a capacidade laboratorial de processamento de testes de Covid-19 no país. O programa Conexão Saúde: de Olho na Covid, implementado nas favelas da Maré e de Manguinhos, contaria com apoio da iniciativa. Em fins de 2020, o Todos pela Saúde viria ainda a participar da coalizão de empresas que doou recursos para aquisição de equipamentos e adaptações nas instalações do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos) tendo em vista a produção da vacina contra a doença.


https://www.itps.org.br/quem-somos
O Itaú Unibanco lançou a iniciativa Todos pela Saúde, destinando, inicialmente, R$1 bilhão para apoiar o enfrentamento da pandemia no Brasil. Coordenado por especialistas da área da saúde, entre eles o diretor-geral do Hospital Sírio Libanês, Paulo Chapchap, e o presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner, além de quadros de instituições como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e a Fiocruz, o grupo financiou ações de testagem, comunicação, vigilância epidemiológica e proteção de profissionais atuando na linha de frente. A Fiocruz esteve entre as instituições apoiadas, recebendo recursos para ampliar a capacidade laboratorial de processamento de testes de Covid-19 no país. O programa Conexão Saúde: de Olho na Covid, implementado nas favelas da Maré e de Manguinhos, contaria com apoio da iniciativa. Em fins de 2020, o Todos pela Saúde viria ainda a participar da coalizão de empresas que doou recursos para aquisição de equipamentos e adaptações nas instalações do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos) tendo em vista a produção da vacina contra a doença.


O presidente Jair Bolsonaro exibe uma caixa de hidroxicloroquina durante a posse de Eduardo Pazuello como Ministro da Saúde. Brasília (DF), 16 set. 2020. Foto: Fotos Públicas
Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o então presidente Jair Bolsonaro defendeu explicitamente o uso da hidroxicloroquina, derivado da cloroquina, no tratamento da Covid-19, apesar da ausência de evidências científicas sobre sua eficácia: “Após ouvir médicos, pesquisadores e chefes de Estado de outros países, passei a divulgar, nos últimos quarenta dias, a possibilidade de tratamento da doença desde sua fase inicial”. A fala explicitava uma posição que vinha sendo construída por Bolsonaro desde o final de março, expressa em seu entusiasmo com pesquisas iniciais, de caráter exploratório, conduzidas à época pelo Hospital Albert Einstein, e na decisão em acionar o Ministério da Defesa para ampliar a produção de cloroquina e hidroxicloroquina pelo laboratório químico-farmacêutico do Exército. A manifestação ocorreu em um contexto de crescimento dos casos e de intensificação do debate sobre medidas de enfrentamento da pandemia, incluindo o isolamento, adotado por diferentes estados, na contramão do ex-presidente. Nos meses seguintes, o governo manteria a defesa do medicamento, mesmo após a consolidação de evidências pela comunidade científica internacional que indicavam ausência de benefício clínico e possíveis efeitos adversos.


O presidente Jair Bolsonaro exibe uma caixa de hidroxicloroquina durante a posse de Eduardo Pazuello como Ministro da Saúde. Brasília (DF), 16 set. 2020. Foto: Fotos Públicas
Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o então presidente Jair Bolsonaro defendeu explicitamente o uso da hidroxicloroquina, derivado da cloroquina, no tratamento da Covid-19, apesar da ausência de evidências científicas sobre sua eficácia: “Após ouvir médicos, pesquisadores e chefes de Estado de outros países, passei a divulgar, nos últimos quarenta dias, a possibilidade de tratamento da doença desde sua fase inicial”. A fala explicitava uma posição que vinha sendo construída por Bolsonaro desde o final de março, expressa em seu entusiasmo com pesquisas iniciais, de caráter exploratório, conduzidas à época pelo Hospital Albert Einstein, e na decisão em acionar o Ministério da Defesa para ampliar a produção de cloroquina e hidroxicloroquina pelo laboratório químico-farmacêutico do Exército. A manifestação ocorreu em um contexto de crescimento dos casos e de intensificação do debate sobre medidas de enfrentamento da pandemia, incluindo o isolamento, adotado por diferentes estados, na contramão do ex-presidente. Nos meses seguintes, o governo manteria a defesa do medicamento, mesmo após a consolidação de evidências pela comunidade científica internacional que indicavam ausência de benefício clínico e possíveis efeitos adversos.


Marilda Siqueira (ao centro), chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz) e Jairo Mendez, assessor regional da Organização Panamericana da Saúde (Opas) para doenças virais (segurando placa da Opas), durante oficina de capacitação de laboratórios públicos latino-americanos para o diagnóstico do novo coronavírus, organizada pelo Ministério da Saúde e pela Opas, e realizada na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 07 jan. 2020. Foto: Opas
O Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz foi nomeado pela OMS como laboratório de referência para o continente americano, ao lado do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos. À época, o laboratório já era referência nacional junto ao Ministério da Saúde e estava atuando na capacitação de equipes para diagnóstico de Covid-19 no Brasil e em outros países latinoamericanos. Após o reconhecimento internacional, a unidade passou a assumir responsabilidades ampliadas, incluindo apoio técnico à OMS, validação de testes diagnósticos e monitoramento genômico das variantes do vírus na região.


https://fiocruz.br/observatorio-covid-19#pesquisas-observatorio-covid
O Observatório Covid-19 foi criado com o objetivo de reunir e divulgar informações, análises e orientações para subsidiar ações de agentes públicos e da sociedade para o enfrentamento da pandemia. O Observatório contou com a colaboração de especialistas internos e externos à fundação e foi estruturado em quatro eixos: cenários epidemiológicos, capacidade de resposta do sistema de saúde, impactos sociais e cuidado de pacientes e profissionais. Em um contexto de negacionismo e negligência do governo federal quanto às medidas necessárias para conter a pandemia, o Observatório Covid-19 da Fiocruz assumiu papel decisivo no fornecimento de informações e orientação para a sociedade e as autoridades de saúde.


Coletiva para comunicadores populares. Da esquerda para a direita, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e Márcia Corrêa e Castro, do Canal Saúde. Rio de Janeiro (RJ), 26 mar. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A campanha “Se Liga no Corona!” foi criada para produzir materiais de comunicação e informação visando o público de favelas e territórios do Rio de Janeiro. Em articulação com organizações populares de Manguinhos e da Maré, a iniciativa priorizou medidas preventivas, levando em conta as condições de vida e habitação das populações em situação de vulnerabilidade socioambiental. Foram produzidos panfletos, cartazes, vídeos, spots para carros de som, podcasts, radionovelas e postagens em redes sociais, todos em linguagem acessível. Os materiais abordaram temas como higienização, uso de máscaras, sintomas da doença, circulação nas comunidades e solidariedade local.


Vista de uma favela na zona norte do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro (RJ), 03 dez. 2008. Foto: Raul Santana
A Chamada Pública foi destinada ao financiamento de ações emergenciais para enfrentamento da pandemia junto a populações em situação de vulnerabilidade socioambiental, como moradores de favelas e comunidades urbanas, populações do campo, florestas e águas, povos indígenas, quilombolas e pessoas privadas de liberdade. A iniciativa buscou fortalecer redes locais, movimentos sociais, coletivos e organizações da sociedade civil, promovendo ações nas seguintes áreas: segurança alimentar; comunicação; saúde mental; cumprimento das recomendações das autoridades sanitárias; assistência a idosos, pessoas com doenças pré-existentes e com deficiências, gestantes e outros grupos de risco. Os recursos vieram de doações do programa Unidos contra a Covid-19 e foram distribuídos entre 151 projetos em diferentes estados do país.


Marcus Lacerda, pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazonas), liderou o estudo com cloroquina para o tratamento de Covid-19, o primeiro aprovado no Brasil pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), em 20 de março de 2020. Foto: Informe ENSP
Pesquisadores do estudo CloroCovid-19, conduzido em Manaus e liderado pela Fiocruz, recomendaram a suspensão do uso de doses elevadas do medicamento no tratamento da Covid-19. Resultados preliminares, divulgados em formato preprint em 11 de abril, apontaram maior toxicidade e risco de efeitos colaterais, sobretudo em pacientes graves, achados posteriormente confirmados em artigo científico revisado por pares e publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) Network Open em 24 de abril. O estudo reuniu mais de 70 pesquisadores, estudantes de pós-graduação e colaboradores de instituições como a Fiocruz, a USP, a Universidade do Estado do Amazonas e a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado. O trabalho foi um dos primeiros a alertar para os perigos da cloroquina, que ainda integrava os testes do ensaio clínico Solidariedade da OMS. A divulgação inicial dos resultados gerou ataques e ameaças aos pesquisadores nas redes sociais, promovidos por defensores do uso da substância.


Marcus Lacerda, pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazonas), liderou o estudo com cloroquina para o tratamento de Covid-19, o primeiro aprovado no Brasil pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), em 20 de março de 2020. Foto: Informe ENSP
Pesquisadores do estudo CloroCovid-19, conduzido em Manaus e liderado pela Fiocruz, recomendaram a suspensão do uso de doses elevadas do medicamento no tratamento da Covid-19. Resultados preliminares, divulgados em formato preprint em 11 de abril, apontaram maior toxicidade e risco de efeitos colaterais, sobretudo em pacientes graves, achados posteriormente confirmados em artigo científico revisado por pares e publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) Network Open em 24 de abril. O estudo reuniu mais de 70 pesquisadores, estudantes de pós-graduação e colaboradores de instituições como a Fiocruz, a USP, a Universidade do Estado do Amazonas e a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado. O trabalho foi um dos primeiros a alertar para os perigos da cloroquina, que ainda integrava os testes do ensaio clínico Solidariedade da OMS. A divulgação inicial dos resultados gerou ataques e ameaças aos pesquisadores nas redes sociais, promovidos por defensores do uso da substância.


Fachada do Supremo Tribunal Federal. Brasília (DF), 11 jan. 2022. Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil
Por maioria de votos, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) referendaram uma liminar que autorizou governadores e prefeitos a adotar, de forma independente, medidas consideradas necessárias para enfrentar a Covid-19, incluindo distanciamento físico, fechamento do comércio e definição de serviços essenciais. A decisão reforçou o papel de estados e municípios diante da ausência de coordenação nacional pelo poder executivo federal e evidenciou os embates institucionais que marcaram a crise política do período.


Fachada do Supremo Tribunal Federal. Brasília (DF), 11 jan. 2022. Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil
Por maioria de votos, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) referendaram uma liminar que autorizou governadores e prefeitos a adotar, de forma independente, medidas consideradas necessárias para enfrentar a Covid-19, incluindo distanciamento físico, fechamento do comércio e definição de serviços essenciais. A decisão reforçou o papel de estados e municípios diante da ausência de coordenação nacional pelo poder executivo federal e evidenciou os embates institucionais que marcaram a crise política do período.


https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=noticia/59259
A Fiocruz abriu inscrições para seu primeiro curso on-line destinado a profissionais de saúde sobre cuidados e orientações médicas para lidar com a Covid-19. A formação foi oferecida gratuitamente por meio do Campus Virtual Fiocruz, plataforma da instituição voltada ao compartilhamento de recursos educacionais em saúde. A iniciativa marcou o início de uma série de ações de capacitação de trabalhadores do SUS durante a pandemia.


https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=noticia/59259
A Fiocruz abriu inscrições para seu primeiro curso on-line destinado a profissionais de saúde sobre cuidados e orientações médicas para lidar com a Covid-19. A formação foi oferecida gratuitamente por meio do Campus Virtual Fiocruz, plataforma da instituição voltada ao compartilhamento de recursos educacionais em saúde. A iniciativa marcou o início de uma série de ações de capacitação de trabalhadores do SUS durante a pandemia.


Ministro da Saúde, Henrique Mandetta. Brasília (DF), 28 mar. 2020. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.
Luiz Henrique Mandetta deixou o cargo em meio à escalada de tensões com a Presidência da República sobre a gestão da pandemia. Ao defender medidas de distanciamento, manifestar reservas quanto ao uso da cloroquina no “tratamento precoce” e criticar a comunicação ambígua do governo federal, Mandetta explicitou divergências em relação a Bolsonaro. Ele foi substituído pelo médico oncologista Nelson Teich, que permaneceria no cargo por apenas 27 dias. A troca frequente de ministros à frente da pasta nesse momento inicial da pandemia, amplamente criticada por entidades da área da saúde, contribuiu para o aprofundamento das incertezas quanto à condução da crise pelo governo.


Castelo Mourisco com banner em defesa da vida. Rio de Janeiro (RJ), 15 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev
Após a repercussão de resultados preliminares do estudo CloroCovid-19, sobre efeitos adversos do uso da cloroquina em pacientes graves, a Fiocruz divulgou uma nota pública defendendo a ciência e seus pesquisadores. Esses resultados, publicados por cientistas da Fiocruz Manaus, geraram ataques e ameaças por parte de negacionistas e defensores do medicamento, alinhados ao discurso de Jair Bolsonaro e seus seguidores. Na nota, a instituição ressaltou que a busca por respostas “não pode prescindir do rigor científico e do tempo exigido para a obtenção de resultados seguros”. Este foi um dos momentos de maior tensão política em torno da produção e da circulação de conhecimentos científicos durante a pandemia”.


https://fiocruz.br/portal/inova2022/
O Programa Inova Fiocruz publicou duas chamadas emergenciais voltadas à pandemia: “Ideias e Produtos Inovadores – Encomendas Estratégicas” e “Geração de Conhecimento – Enfrentamento da Pandemia e Pós‑Pandemia”. As chamadas, na forma de editais de financiamento para seleção de projetos de pesquisa, distribuíram recursos para apoiar iniciativas envolvendo o desenvolvimento de soluções tecnológicas e a produção de conhecimento para o combate à Covid-19. Criado em 2018, o Programa Inova Fiocruz tem como finalidade estimular a inovação, a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico no âmbito da instituição com ênfase para a geração de produtos e soluções para a sociedade.


https://fiocruz.br/portal/inova2022/
O Programa Inova Fiocruz publicou duas chamadas emergenciais voltadas à pandemia: “Ideias e Produtos Inovadores – Encomendas Estratégicas” e “Geração de Conhecimento – Enfrentamento da Pandemia e Pós‑Pandemia”. As chamadas, na forma de editais de financiamento para seleção de projetos de pesquisa, distribuíram recursos para apoiar iniciativas envolvendo o desenvolvimento de soluções tecnológicas e a produção de conhecimento para o combate à Covid-19. Criado em 2018, o Programa Inova Fiocruz tem como finalidade estimular a inovação, a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico no âmbito da instituição com ênfase para a geração de produtos e soluções para a sociedade.


Estados Unidos entregam 840 mil doses da vacina contra a COVID-19 a Moçambique. 23 nov. 2021. Foto: governo dos EUA/domínio público.
A OMS lançou a Covax Facility, um consórcio global para acelerar o desenvolvimento, a produção e o acesso equitativo a vacinas contra a Covid-19. Com o objetivo de garantir que todos os países, independentemente da renda, tivessem acesso a vacinas seguras e eficazes, a iniciativa contou com a participação da Aliança para Vacinas (GAVI), da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Ela integrou uma das frentes da ampla coordenação internacional denominada Access to COVID-19 Tools (ACT) Accelerator, lançada em 24 de abril com o objetivo de promover o acesso global a diagnósticos, terapias e vacinas a partir da cooperação entre governos, organismos multilaterais, setor privado e instituições de pesquisa. Apesar desses esforços, a Covax não conseguiria alcançar plenamente suas metas originais, enfrentando dificuldades em um contexto marcado por priorização de interesses nacionais pelos países ricos, desigualdades globais na capacidade produtiva e obstáculos ao compartilhamento de tecnologia associados a regras de propriedade intelectual.


Estados Unidos entregam 840 mil doses da vacina contra a COVID-19 a Moçambique. 23 nov. 2021. Foto: governo dos EUA/domínio público.
A OMS lançou a Covax Facility, um consórcio global para acelerar o desenvolvimento, a produção e o acesso equitativo a vacinas contra a Covid-19. Com o objetivo de garantir que todos os países, independentemente da renda, tivessem acesso a vacinas seguras e eficazes, a iniciativa contou com a participação da Aliança para Vacinas (GAVI), da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Ela integrou uma das frentes da ampla coordenação internacional denominada Access to COVID-19 Tools (ACT) Accelerator, lançada em 24 de abril com o objetivo de promover o acesso global a diagnósticos, terapias e vacinas a partir da cooperação entre governos, organismos multilaterais, setor privado e instituições de pesquisa. Apesar desses esforços, a Covax não conseguiria alcançar plenamente suas metas originais, enfrentando dificuldades em um contexto marcado por priorização de interesses nacionais pelos países ricos, desigualdades globais na capacidade produtiva e obstáculos ao compartilhamento de tecnologia associados a regras de propriedade intelectual.


Captura de tela do Boletim Corona. 04 mai. 2020.
Transmitido ao vivo pelo YouTube de segunda a sexta-feira e retransmitido à noite na TV, o programa jornalístico do Canal Saúde (emissora de televisão pública do SUS, sediada na Fiocruz), com a apresentadora Neide Diniz, acompanhou diariamente os desdobramentos da pandemia. Com linguagem acessível e participação de especialistas, permaneceu no ar por cerca de um ano, trazendo os principais destaques sobre a Covid-19 no Brasil e no mundo.


Captura de tela do Boletim Corona. 04 mai. 2020.
Transmitido ao vivo pelo YouTube de segunda a sexta-feira e retransmitido à noite na TV, o programa jornalístico do Canal Saúde (emissora de televisão pública do SUS, sediada na Fiocruz), com a apresentadora Neide Diniz, acompanhou diariamente os desdobramentos da pandemia. Com linguagem acessível e participação de especialistas, permaneceu no ar por cerca de um ano, trazendo os principais destaques sobre a Covid-19 no Brasil e no mundo.


https://fiocruz.br/noticia/2020/05/fundacao-lanca-selo-fiocruz-ta-junto-para-validacao-de-materiais-de-comunicacao
Como parte da campanha de comunicação Se Liga no Corona!, o Selo, conferido por especialistas da instituição, tinha como objetivo validar materiais informativos sobre a Covid-19 produzidos por associações e coletivos de periferias de todo o país. Eram avaliadas peças gráficas, conteúdos sonoros e vídeos, garantindo informação confiável às comunidades.


https://fiocruz.br/noticia/2020/05/fundacao-lanca-selo-fiocruz-ta-junto-para-validacao-de-materiais-de-comunicacao
Como parte da campanha de comunicação Se Liga no Corona!, o Selo, conferido por especialistas da instituição, tinha como objetivo validar materiais informativos sobre a Covid-19 produzidos por associações e coletivos de periferias de todo o país. Eram avaliadas peças gráficas, conteúdos sonoros e vídeos, garantindo informação confiável às comunidades.


Centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ). 17 mar. 2020. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Em resposta a uma solicitação do Ministério Público estadual, a instituição recomendou, por meio de relatório, medidas rígidas de isolamento, especialmente na região metropolitana, diante do risco de falta de leitos hospitalares. A orientação reforçou a importância de decisões baseadas em evidências científicas e no cenário epidemiológico. No dia 28 de maio, nota técnica do Observatório Covid-19 reafirmaria essa posição, assinalando que as medidas implementadas deveriam estar baseadas “no conhecimento epidemiológico e nas evidências científicas existentes, bem como em dados e informações dos sistemas de saúde, incluindo as capacidades de vigilância em saúde e detecção de casos”. O posicionamento da instituição despertou reações e ataques por parte de grupos que relativizavam a gravidade da pandemia.


Centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ). 17 mar. 2020. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Em resposta a uma solicitação do Ministério Público estadual, a instituição recomendou, por meio de relatório, medidas rígidas de isolamento, especialmente na região metropolitana, diante do risco de falta de leitos hospitalares. A orientação reforçou a importância de decisões baseadas em evidências científicas e no cenário epidemiológico. No dia 28 de maio, nota técnica do Observatório Covid-19 reafirmaria essa posição, assinalando que as medidas implementadas deveriam estar baseadas “no conhecimento epidemiológico e nas evidências científicas existentes, bem como em dados e informações dos sistemas de saúde, incluindo as capacidades de vigilância em saúde e detecção de casos”. O posicionamento da instituição despertou reações e ataques por parte de grupos que relativizavam a gravidade da pandemia.


Webinário “Vulnerabilidades, impactos e o enfrentamento à Covid-19 no contexto dos povos indígenas” no Youtube (28/04/2020).
O Observatório Covid-19 Fiocruz publicou o relatório-síntese Vulnerabilidades, impactos e o enfrentamento à Covid-19 no contexto dos povos indígenas: reflexões para a ação, elaborado a partir de seminário realizado em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e associações acadêmicas. Coordenado por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o documento alertava que a pandemia trazia “o risco de um novo genocídio”, em um contexto já marcado por violações sistemáticas de direitos e violência contra os povos originários. O relatório apontava a vulnerabilidade dessas populações diante da precariedade da infraestrutura de saúde, da subnotificação de casos e das invasões de terras indígenas, defendendo medidas urgentes de proteção territorial e fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-SUS). Parte das análises produzidas seria posteriormente incorporada a documentos elaborados por lideranças indígenas no âmbito da ADPF 709, ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal para exigir do governo federal medidas de proteção a essas populações durante a pandemia.


Webinário “Vulnerabilidades, impactos e o enfrentamento à Covid-19 no contexto dos povos indígenas” no Youtube (28/04/2020).
O Observatório Covid-19 Fiocruz publicou o relatório-síntese Vulnerabilidades, impactos e o enfrentamento à Covid-19 no contexto dos povos indígenas: reflexões para a ação, elaborado a partir de seminário realizado em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e associações acadêmicas. Coordenado por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o documento alertava que a pandemia trazia “o risco de um novo genocídio”, em um contexto já marcado por violações sistemáticas de direitos e violência contra os povos originários. O relatório apontava a vulnerabilidade dessas populações diante da precariedade da infraestrutura de saúde, da subnotificação de casos e das invasões de terras indígenas, defendendo medidas urgentes de proteção territorial e fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-SUS). Parte das análises produzidas seria posteriormente incorporada a documentos elaborados por lideranças indígenas no âmbito da ADPF 709, ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal para exigir do governo federal medidas de proteção a essas populações durante a pandemia.


Congresso Nacional. Brasília (DF), 09 mai. 2020. Foto: Roque Sá/Agência Senado
O país registrou 10.627 óbitos por Covid-19, tornando-se o sexto com mais mortes no mundo. Para marcar a gravidade do momento e em respeito à memória das vítimas, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal decretaram luto oficial por três dias.


Congresso Nacional. Brasília (DF), 09 mai. 2020. Foto: Roque Sá/Agência Senado
O país registrou 10.627 óbitos por Covid-19, tornando-se o sexto com mais mortes no mundo. Para marcar a gravidade do momento e em respeito à memória das vítimas, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal decretaram luto oficial por três dias.


Anúncio da demissão do Ministro Nelson Teich. Brasília (DF), 15 mai. 2020. Foto: Fotos Públicas.
Menos de um mês após assumir o cargo, o oncologista deixou a pasta da saúde. Sua saída foi atribuída a pressões do presidente Jair Bolsonaro para flexibilizar medidas de contenção e ampliar o uso da cloroquina em pacientes com Covid-19, mesmo sem evidências científicas sobre a eficácia da substância e em um contexto em que estudos já indicavam riscos potenciais associados ao seu uso. Poucos dias antes, Teich havia sido surpreendido, durante entrevista coletiva no Planalto, com a notícia de um decreto presidencial que incluía salões de beleza, barbearias e academias como atividades essenciais, em uma decisão tomada sem consulta à sua pasta. Com sua saída, o general Eduardo Pazuello, então secretário-executivo, assumiu interinamente o comando do Ministério da Saúde.


Chegada dos primeiros pacientes ao Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, transferidos do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Valdilea Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, orienta transferência de pacientes do Pavilhão Gaspar Vianna do INI para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Transferência de pacientes do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Transferência de pacientes do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fiocruz, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Transferência de pacientes do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fiocruz, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Transferência de pacientes do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fiocruz, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Transferência de pacientes do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fiocruz, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Transferência de pacientes do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fiocruz, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Valdilea Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, orienta transferência de pacientes do Pavilhão Gaspar Vianna para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Valdilea Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, orienta a chegada de pacientes transferidos do Pavilhão Gaspar Vianna, do INI, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Valdilea Veloso (à direita), diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, orienta a chegada de pacientes transferidos do Pavilhão Gaspar Vianna, do INI, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Profissionais de saúde aguardam a chegada de pacientes transferidos do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Preparação para a chegada de pacientes transferidos do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Profissionais de saúde aguardam a chegada de pacientes transferidos do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 de maio de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Profissionais de saúde aguardam a chegada de pacientes transferidos do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, para o Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Chegada dos primeiros pacientes ao Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, transferidos do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Chegada dos primeiros pacientes ao Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, transferidos do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Atendimento a um dos primeiros pacientes recebidos pelo Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, transferido do Pavilhão Gaspar Vianna, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
O Centro Hospitalar Covid-19, vinculado ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), recebeu seus primeiros pacientes, que estavam internados no próprio INI. Dois dias depois, passou a acolher casos transferidos da rede pública por meio da central de regulação de vagas do Rio de Janeiro. Construído em tempo recorde e equipado com modernas tecnologias de terapia intensiva, o hospital foi pensado não apenas como uma resposta à emergência sanitária, mas como um legado duradouro para o SUS.


https://www.canalsaude.fiocruz.br/audios/80
Com episódios de 15 minutos, lançados às sextas-feiras, o programa integrou as estratégias de comunicação da Fiocruz no combate às fake news, divulgando informações validadas por cientistas da instituição. Os dois primeiros episódios trataram do isolamento social e do lockdown, temas centrais nos debates sobre formas de proteção contra a doença. O Canal Saúde é um canal de televisão do Sistema Único de Saúde, criado e gerido pela Fiocruz.


https://www.canalsaude.fiocruz.br/audios/80
Com episódios de 15 minutos, lançados às sextas-feiras, o programa integrou as estratégias de comunicação da Fiocruz no combate às fake news, divulgando informações validadas por cientistas da instituição. Os dois primeiros episódios trataram do isolamento social e do lockdown, temas centrais nos debates sobre formas de proteção contra a doença. O Canal Saúde é um canal de televisão do Sistema Único de Saúde, criado e gerido pela Fiocruz.


Foto: Ester Paiva
A pedido do então presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde publicou novas diretrizes permitindo a administração da cloroquina já nos primeiros dias após o início dos sintomas da Covid-19. O protocolo previa que a prescrição ficasse a critério do médico, mediante anuência do paciente. A medida foi adotada em meio à ausência de evidências científicas sobre a eficácia da substância e recebeu críticas de entidades científicas e médicas, incluindo o Conselho Nacional de Saúde, que advertiram para os riscos potenciais associados a seu uso. Ainda assim, mandatários como Jair Bolsonaro, no Brasil, e Donald Trump, nos Estados Unidos, passaram a defender o uso da substância. Em 18 de maio, Trump declarou fazer uso diário de hidroxicloroquina como forma de prevenção, apesar de as agências reguladoras estadunidenses não recomendarem seu uso fora de ambientes hospitalares.


Foto: Ester Paiva
A pedido do então presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde publicou novas diretrizes permitindo a administração da cloroquina já nos primeiros dias após o início dos sintomas da Covid-19. O protocolo previa que a prescrição ficasse a critério do médico, mediante anuência do paciente. A medida foi adotada em meio à ausência de evidências científicas sobre a eficácia da substância e recebeu críticas de entidades científicas e médicas, incluindo o Conselho Nacional de Saúde, que advertiram para os riscos potenciais associados a seu uso. Ainda assim, mandatários como Jair Bolsonaro, no Brasil, e Donald Trump, nos Estados Unidos, passaram a defender o uso da substância. Em 18 de maio, Trump declarou fazer uso diário de hidroxicloroquina como forma de prevenção, apesar de as agências reguladoras estadunidenses não recomendarem seu uso fora de ambientes hospitalares.


Casos acumulados confirmados de covid-19 por milhão de pessoas em 21 de maio de 2020. Gráfico: Our World in Data.
Em coletiva de imprensa, o diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde, Michael Ryan, declarou que a América do Sul havia se tornado o novo epicentro da pandemia. O Brasil era o país mais afetado da região, com mais de 330 mil casos confirmados e 21 mil mortes pela doença até então. O informe da OMS divulgado naquele dia apontou que o Brasil respondia por um quarto das mortes registradas no mundo em um período de 24 horas.


Casos acumulados confirmados de covid-19 por milhão de pessoas em 21 de maio de 2020. Gráfico: Our World in Data.
Em coletiva de imprensa, o diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde, Michael Ryan, declarou que a América do Sul havia se tornado o novo epicentro da pandemia. O Brasil era o país mais afetado da região, com mais de 330 mil casos confirmados e 21 mil mortes pela doença até então. O informe da OMS divulgado naquele dia apontou que o Brasil respondia por um quarto das mortes registradas no mundo em um período de 24 horas.


Rio de Janeiro (RJ), 15 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Rio de Janeiro (RJ), 15 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Rio de Janeiro (RJ), 15 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Rio de Janeiro (RJ), 15 mai. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz comemorou 120 anos de existência enfrentando o maior desafio de sua história. A celebração ocorreu em uma live especial com a participação de dirigentes e convidados nacionais e internacionais, que relembraram a trajetória da instituição, cuja origem remonta ao Instituto de Manguinhos, criado em 1900, e reforçaram seu compromisso histórico com a ciência, a saúde pública e o SUS. A solenidade virtual destacou as ações emergenciais da Fiocruz frente à crise sanitária, reunindo mensagens de apoio e reconhecimento por sua atuação em defesa da vida.


Foto: Marco Verch
Em conjunto com o Ministério da Saúde e contando com a avaliação de especialistas qualificados, a Fiocruz finalizou um processo criterioso de prospecção de vacinas candidatas em desenvolvimento no mundo, iniciado em abril. A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e licenciada para a biofarmacêutica AstraZeneca foi escolhida como o imunizante a ser produzido na fábrica da instituição, Bio-Manguinhos. A análise técnica considerou a plataforma tecnológica utilizada (de vetor viral), o estágio dos estudos clínicos à época, o potencial de transferência da tecnologia para garantir autonomia à produção nacional, o preço para distribuição ao SUS e a compatibilidade com a infraestrutura de produção da instituição.


Foto: Marco Verch
Em conjunto com o Ministério da Saúde e contando com a avaliação de especialistas qualificados, a Fiocruz finalizou um processo criterioso de prospecção de vacinas candidatas em desenvolvimento no mundo, iniciado em abril. A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e licenciada para a biofarmacêutica AstraZeneca foi escolhida como o imunizante a ser produzido na fábrica da instituição, Bio-Manguinhos. A análise técnica considerou a plataforma tecnológica utilizada (de vetor viral), o estágio dos estudos clínicos à época, o potencial de transferência da tecnologia para garantir autonomia à produção nacional, o preço para distribuição ao SUS e a compatibilidade com a infraestrutura de produção da instituição.


Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz. Foto: Josué Damacena.
O Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz desenvolveu, em parceria com a University College London (Reino Unido), uma nova metodologia para sequenciamento genético do novo coronavírus. Considerada simples, rápida e mais barata, a técnica garante maior precisão na análise do genoma do SARS-CoV-2, reduzindo falhas que podem ocorrer no processo, e permite fazer o sequenciamento diretamente em amostras de pacientes, sem precisar isolar o vírus em laboratório.


Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz. Foto: Josué Damacena.
O Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz desenvolveu, em parceria com a University College London (Reino Unido), uma nova metodologia para sequenciamento genético do novo coronavírus. Considerada simples, rápida e mais barata, a técnica garante maior precisão na análise do genoma do SARS-CoV-2, reduzindo falhas que podem ocorrer no processo, e permite fazer o sequenciamento diretamente em amostras de pacientes, sem precisar isolar o vírus em laboratório.


https://www.recoverytrial.net/results/hydroxychloroquine-results
A equipe do ensaio clínico Recovery, conduzido pela Universidade de Oxford, anunciou que a cloroquina e a sua variante hidroxicloroquina não reduziram a mortalidade entre pacientes hospitalizados com Covid-19 e, por isso, foram retiradas do estudo. Esses resultados tiveram repercussão internacional, reforçando alertas da comunidade científica sobre a ineficácia e os riscos dessas substâncias para o tratamento da doença.


https://www.recoverytrial.net/results/hydroxychloroquine-results
A equipe do ensaio clínico Recovery, conduzido pela Universidade de Oxford, anunciou que a cloroquina e a sua variante hidroxicloroquina não reduziram a mortalidade entre pacientes hospitalizados com Covid-19 e, por isso, foram retiradas do estudo. Esses resultados tiveram repercussão internacional, reforçando alertas da comunidade científica sobre a ineficácia e os riscos dessas substâncias para o tratamento da doença.


Sala do Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde. Foto: Thorkild Tylleskar
Em declaração a jornalistas, o presidente acusou a Organização Mundial da Saúde (OMS) de agir com “viés ideológico”. “Não precisamos de gente de fora dar palpite na saúde aqui dentro”, disse o mandatário. A fala ocorreu após a OMS alertar para os riscos da flexibilização precoce do distanciamento e suspender temporariamente, entre os dias 25 de maio e 3 de junho, os testes clínicos com cloroquina para pacientes com Covid-19. A reação de Bolsonaro se deu pouco tempo depois da decisão do governo Trump, anunciada em fins de maio, de retirar os Estados Unidos da organização.


Sala do Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde. Foto: Thorkild Tylleskar
Em declaração a jornalistas, o presidente acusou a Organização Mundial da Saúde (OMS) de agir com “viés ideológico”. “Não precisamos de gente de fora dar palpite na saúde aqui dentro”, disse o mandatário. A fala ocorreu após a OMS alertar para os riscos da flexibilização precoce do distanciamento e suspender temporariamente, entre os dias 25 de maio e 3 de junho, os testes clínicos com cloroquina para pacientes com Covid-19. A reação de Bolsonaro se deu pouco tempo depois da decisão do governo Trump, anunciada em fins de maio, de retirar os Estados Unidos da organização.


Foto: PxHere/CC0.
No início de junho, o Ministério da Saúde deixou de divulgar o total acumulado de casos e mortes por Covid-19 no país, restringindo os boletins aos registros diários, eventualmente publicados com atraso, em um episódio que ficou conhecido como “apagão de dados”. A mudança dificultou o acompanhamento da pandemia, além de gerar desconfiança sobre os dados fornecidos pelo governo federal, levando veículos de imprensa, como G1, UOL, Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Extra e O Globo, a formar um consórcio para coletar os números diretamente junto às secretarias estaduais de saúde, garantindo sua divulgação pública. Logo após determinação do Supremo Tribunal Federal, publicada em 8 de junho em resposta a ação movida por partidos políticos de oposição, o governo retomou a divulgação completa das informações. O consórcio permaneceu ativo, no entanto, até janeiro de 2023.


Foto: PxHere/CC0.
No início de junho, o Ministério da Saúde deixou de divulgar o total acumulado de casos e mortes por Covid-19 no país, restringindo os boletins aos registros diários, eventualmente publicados com atraso, em um episódio que ficou conhecido como “apagão de dados”. A mudança dificultou o acompanhamento da pandemia, além de gerar desconfiança sobre os dados fornecidos pelo governo federal, levando veículos de imprensa, como G1, UOL, Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Extra e O Globo, a formar um consórcio para coletar os números diretamente junto às secretarias estaduais de saúde, garantindo sua divulgação pública. Logo após determinação do Supremo Tribunal Federal, publicada em 8 de junho em resposta a ação movida por partidos políticos de oposição, o governo retomou a divulgação completa das informações. O consórcio permaneceu ativo, no entanto, até janeiro de 2023.


https://frentepelavida.org.br/marcha/
A Marcha foi convocada pela Frente pela Vida, movimento da sociedade civil em defesa da vida, da ciência e do SUS, lançado em 29 de maio por iniciativa de nove entidades: Conselho Nacional de Saúde (CNS), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (Cebes), Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) e Rede Unida. Realizada virtualmente, com transmissões ao vivo e campanhas nas redes sociais, a Marcha defendeu o SUS, a ciência, a democracia, o meio ambiente e a educação. O evento ocorreu em meio às críticas que se acumulavam à gestão da pandemia pelo governo Bolsonaro, quando o Brasil já registrava mais de 37 mil mortes. A Frente pela Vida se fortaleceria como mobilização da sociedade civil, chegando a reunir centenas de organizações.


Coletiva de imprensa para anúncio da parceria entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa Sinovac Biotech. São Paulo (SP), 11 jun. 2020. Foto: Fotos Públicas.
O Instituto Butantan anunciou parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech para a produção da vacina CoronaVac no Brasil, desenvolvida pela empresa sediada em Pequim, com previsão de transferência da tecnologia. O acordo incluía a realização, no país, da fase 3 dos ensaios clínicos, momento decisivo na pesquisa envolvendo novas vacinas, quando sua eficácia e segurança são avaliadas a partir da aplicação em larga escala, em milhares de voluntários. Coordenado no Brasil pelo Butantan, o estudo, realizado a partir de julho, envolveu inicialmente cerca de 9 mil profissionais de saúde e foi conduzido em centros de pesquisa distribuídos por diferentes estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. A inclusão do Brasil nessa etapa final de testes inseriu o país no esforço internacional de desenvolvimento de vacinas em um momento de intensa circulação do vírus.


Coletiva de imprensa para anúncio da parceria entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa Sinovac Biotech. São Paulo (SP), 11 jun. 2020. Foto: Fotos Públicas.
O Instituto Butantan anunciou parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech para a produção da vacina CoronaVac no Brasil, desenvolvida pela empresa sediada em Pequim, com previsão de transferência da tecnologia. O acordo incluía a realização, no país, da fase 3 dos ensaios clínicos, momento decisivo na pesquisa envolvendo novas vacinas, quando sua eficácia e segurança são avaliadas a partir da aplicação em larga escala, em milhares de voluntários. Coordenado no Brasil pelo Butantan, o estudo, realizado a partir de julho, envolveu inicialmente cerca de 9 mil profissionais de saúde e foi conduzido em centros de pesquisa distribuídos por diferentes estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. A inclusão do Brasil nessa etapa final de testes inseriu o país no esforço internacional de desenvolvimento de vacinas em um momento de intensa circulação do vírus.


Captura de tela da transmissão ao vivo do presidente Jair Bolsonaro e seu assessor Filipe Martins. 11 jun. 2020.
Em transmissão ao vivo nas redes sociais, o presidente pediu que a população entrasse em hospitais públicos e de campanha para verificar se os leitos estavam realmente ocupados: “Arranja um jeito de entrar e filmar”, disse ele. Bolsonaro afirmou ainda que “ninguém no país morreu por falta de respirador”, criticando novamente as medidas de distanciamento físico adotadas por estados e municípios. As declarações estimularam a desconfiança sobre os números da pandemia. Poucos dias depois, o Brasil alcançaria a marca de 1 milhão de casos confirmados.


Captura de tela da transmissão ao vivo do presidente Jair Bolsonaro e seu assessor Filipe Martins. 11 jun. 2020.
Em transmissão ao vivo nas redes sociais, o presidente pediu que a população entrasse em hospitais públicos e de campanha para verificar se os leitos estavam realmente ocupados: “Arranja um jeito de entrar e filmar”, disse ele. Bolsonaro afirmou ainda que “ninguém no país morreu por falta de respirador”, criticando novamente as medidas de distanciamento físico adotadas por estados e municípios. As declarações estimularam a desconfiança sobre os números da pandemia. Poucos dias depois, o Brasil alcançaria a marca de 1 milhão de casos confirmados.


Marcio Antonio participa de ato em memória das vítimas da Covid-19 em Copacabana, incluindo seu filho, Hugo, que morreu aos 25 anos durante a pandemia. Rio de Janeiro (RJ), 11 jun. 2020. Foto: ONG Rio de Paz/Divulgação.
A ONG Rio de Paz instalou cruzes na areia da praia de Copacabana, simbolizando túmulos em homenagem às vítimas da Covid-19 e em protesto contra a gestão da pandemia pelo governo federal. O ato ganhou repercussão, especialmente após um pai que perdeu o filho de 25 anos recolocar cruzes retiradas do local por pessoas contrárias à manifestação. O taxista Marcio Antonio Nascimento Silva, pai de Hugo, pediu respeito à dor das famílias. No ano seguinte, em depoimento emocionado à CPI da Covid, ele relembraria o episódio, indignando-se com o que classificou como “deboche” do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores em relação às vítimas da doença.


Foto: Edgar Kanayko.
Em abril de 2020, pesquisadores de diferentes unidades da Fiocruz que atuavam junto a povos indígenas organizaram um grupo de trabalho para acompanhar os impactos da pandemia nos territórios indígenas e subsidiar a atuação institucional da Fundação. A partir de demandas recebidas dos territórios indígenas de diferentes regiões do país, especialmente da Amazônia, do Sul e do Rio de Janeiro, o grupo elaborou propostas voltadas ao enfrentamento da Covid-19 entre povos originários. O plano de ação foi apresentado à presidência da Fiocruz e discutido no Conselho Deliberativo (CD) da instituição em 12 de junho. As ações propostas envolviam apoio ao diagnóstico molecular e à vigilância epidemiológica, fortalecimento da atenção à saúde indígena, qualificação de trabalhadores, produção de materiais educativos e apoio emergencial a comunidades indígenas em situação de maior vulnerabilidade.


Foto: Edgar Kanayko.
Em abril de 2020, pesquisadores de diferentes unidades da Fiocruz que atuavam junto a povos indígenas organizaram um grupo de trabalho para acompanhar os impactos da pandemia nos territórios indígenas e subsidiar a atuação institucional da Fundação. A partir de demandas recebidas dos territórios indígenas de diferentes regiões do país, especialmente da Amazônia, do Sul e do Rio de Janeiro, o grupo elaborou propostas voltadas ao enfrentamento da Covid-19 entre povos originários. O plano de ação foi apresentado à presidência da Fiocruz e discutido no Conselho Deliberativo (CD) da instituição em 12 de junho. As ações propostas envolviam apoio ao diagnóstico molecular e à vigilância epidemiológica, fortalecimento da atenção à saúde indígena, qualificação de trabalhadores, produção de materiais educativos e apoio emergencial a comunidades indígenas em situação de maior vulnerabilidade.


Cemitério de Manaus. Manaus (AM), 16 nov. 2020. Foto: Marcio James/Semcom PM Manaus Cemitério.
O país atingiu a marca de 1 milhão de casos confirmados, de acordo com o Ministério da Saúde. Uma semana antes, em 12 de junho, o país já havia ultrapassado o Reino Unido, tornando-se o segundo país do mundo, depois dos Estados Unidos, em número de mortes por Covid-19, com um total de 41.901 óbitos até aquele momento.


Da esquerda para a direita: Denise Abranches (voluntária n. 1 do ensaio clínico), Nancy Bellei (chefe do Laboratório de Diagnóstico Molecular da Escola Paulista de Medicina, responsável pela testagem dos voluntários ao longo da pesquisa), Lily Wecxz (coordenadora geral da pesquisa no Brasil) e Soraya Smaili, reitora da Unifesp. Foto: Acervo Pessoal Soraya Smaili.
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) deu início aos testes clínicos de fase 3 da vacina Oxford/AstraZeneca (ChAdOx1 nCoV-19) no Brasil, aplicando o imunizante em voluntários para avaliar sua segurança e eficácia. Cerca de 2 mil profissionais de saúde foram recrutados em São Paulo para participar dos testes. Ao lado do Reino Unido, o Brasil se tornou um dos primeiros países a participar da realização desses estudos, que reuniram evidências decisivas para a futura aprovação da vacina.


Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade. 14 jul. 2020. Foto: Julia Dias/Agência Fiocruz de Notícias
Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, passou a integrar a Comissão Covid-19 da revista Lancet, liderada pelo economista Jeffrey Sachs. Única brasileira no grupo, ela se somou a lideranças da ciência e da saúde de todo o mundo para formular recomendações a governos e organismos multilaterais no enfrentamento da crise sanitária, com foco na equidade, na cooperação internacional e no desenvolvimento sustentável. Reunindo-se pela primeira vez em 23 de junho de 2020, a Comissão passou a elaborar relatórios periódicos sobre a evolução da pandemia, emitir declarações públicas em fóruns internacionais da saúde e promover encontros e webinars abertos a especialistas e ao público interessado.


Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade. 14 jul. 2020. Foto: Julia Dias/Agência Fiocruz de Notícias
Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, passou a integrar a Comissão Covid-19 da revista Lancet, liderada pelo economista Jeffrey Sachs. Única brasileira no grupo, ela se somou a lideranças da ciência e da saúde de todo o mundo para formular recomendações a governos e organismos multilaterais no enfrentamento da crise sanitária, com foco na equidade, na cooperação internacional e no desenvolvimento sustentável. Reunindo-se pela primeira vez em 23 de junho de 2020, a Comissão passou a elaborar relatórios periódicos sobre a evolução da pandemia, emitir declarações públicas em fóruns internacionais da saúde e promover encontros e webinars abertos a especialistas e ao público interessado.


Fiocruz envia testes rápidos para povos indígenas do Alto Rio Negro, Alto Solimões e Vale do Javari. 24 jun. 2020. Foto: Sully Sampaio/Eduardo Gomes.
Em junho, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) enviou testes rápidos a comunidades indígenas do Alto Rio Negro, Alto Solimões e Vale do Javari, com kits doados por Bio-Manguinhos/Fiocruz. O ILMD também deslocou equipe a São Gabriel da Cachoeira (AM) para treinar profissionais de saúde indígena no manejo do diagnóstico, contribuindo para a descentralização da testagem. Em 5 de agosto de 2020, a partir da articulação entre várias unidades da Fiocruz, teria início a distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e kits de testagem para diversas localidades tendo em vista o apoio à proteção dos povos indígenas. Entre agosto e setembro de 2021, a Fundação doaria cerca de 4.000 testes rápidos para ações de vigilância durante as mobilizações indígenas “Luta pela Vida” (22 a 28 de agosto) e “II Marcha das Mulheres Indígenas” (7 a 11 de setembro), organizadas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) em Brasília.


Fiocruz envia testes rápidos para povos indígenas do Alto Rio Negro, Alto Solimões e Vale do Javari. 24 jun. 2020. Foto: Sully Sampaio/Eduardo Gomes.
Em junho, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) enviou testes rápidos a comunidades indígenas do Alto Rio Negro, Alto Solimões e Vale do Javari, com kits doados por Bio-Manguinhos/Fiocruz. O ILMD também deslocou equipe a São Gabriel da Cachoeira (AM) para treinar profissionais de saúde indígena no manejo do diagnóstico, contribuindo para a descentralização da testagem. Em 5 de agosto de 2020, a partir da articulação entre várias unidades da Fiocruz, teria início a distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e kits de testagem para diversas localidades tendo em vista o apoio à proteção dos povos indígenas. Entre agosto e setembro de 2021, a Fundação doaria cerca de 4.000 testes rápidos para ações de vigilância durante as mobilizações indígenas “Luta pela Vida” (22 a 28 de agosto) e “II Marcha das Mulheres Indígenas” (7 a 11 de setembro), organizadas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) em Brasília.


Vacina Oxford/AstraZeneca. Foto: Agência Brasília.
Num contexto global de intensa disputa por vacinas, a instituição anunciou o início das tratativas envolvendo um acordo com a biofarmacêutica AstraZeneca para a aquisição do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford. Naquele momento, ainda estavam em curso os estudos clínicos para comprovar a eficácia e a segurança da vacina, que então se apresentava como uma das mais avançadas e promissoras. Compatível com a estrutura produtiva da Fiocruz, o imunizante baseava-se ainda em uma plataforma tecnológica passível de aplicação em futuras emergências sanitárias. Diante da elevada demanda internacional e da necessidade de garantir o fornecimento de doses ao país, optou-se por um contrato de encomenda tecnológica, modalidade que permitiu a aquisição do produto antes da conclusão dos testes. O acordo foi decisivo para viabilizar, em um primeiro momento, o acesso a doses prontas da vacina e, posteriormente, a incorporação da tecnologia para a produção nacional pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), com vistas ao abastecimento do SUS.


Soumya Swaminathan, cientista chefe da OMS, em entrevista coletiva durante o Fórum. Genebra (CHE), 02 jul. 2020. Foto: Christopher Black/OMS.
O segundo Fórum Global de Pesquisa e Inovação em Covid-19, realizado de forma virtual em 01 e 02 de julho, reuniu especialistas para atualizar conhecimentos sobre a doença e identificar lacunas de pesquisa. O encontro destacou os avanços no desenvolvimento de vacinas: dos 146 estudos em andamento, 17 vacinas candidatas já estavam em fases avançadas. Naquele momento, o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford era a única que havia alcançado a fase 3 dos estudos clínicos.


Soumya Swaminathan, cientista chefe da OMS, em entrevista coletiva durante o Fórum. Genebra (CHE), 02 jul. 2020. Foto: Christopher Black/OMS.
O segundo Fórum Global de Pesquisa e Inovação em Covid-19, realizado de forma virtual em 01 e 02 de julho, reuniu especialistas para atualizar conhecimentos sobre a doença e identificar lacunas de pesquisa. O encontro destacou os avanços no desenvolvimento de vacinas: dos 146 estudos em andamento, 17 vacinas candidatas já estavam em fases avançadas. Naquele momento, o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford era a única que havia alcançado a fase 3 dos estudos clínicos.


Foto: Fernanda Sunega/Fotos Públicas.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.019/2020, que tornou obrigatório o uso de máscaras durante a pandemia. No entanto, vetou trechos que previam sua exigência em órgãos públicos, templos religiosos, instituições de ensino e estabelecimentos comerciais e industriais. Também retirou dispositivos que previam o fornecimento de máscaras por empregadores, a distribuição gratuita pelo poder público a populações vulneráveis e o agravamento das penalidades em casos de descumprimento. Os vetos foram derrubados pelo Congresso Nacional em 19 de agosto de 2020.


Foto: Fernanda Sunega/Fotos Públicas.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.019/2020, que tornou obrigatório o uso de máscaras durante a pandemia. No entanto, vetou trechos que previam sua exigência em órgãos públicos, templos religiosos, instituições de ensino e estabelecimentos comerciais e industriais. Também retirou dispositivos que previam o fornecimento de máscaras por empregadores, a distribuição gratuita pelo poder público a populações vulneráveis e o agravamento das penalidades em casos de descumprimento. Os vetos foram derrubados pelo Congresso Nacional em 19 de agosto de 2020.


https://www.asbran.org.br/noticias/2034/entidades-lancam-plano-nacional-de-enfrentamento-a-covid-19
A Frente pela Vida, lançada em maio, apresentou o Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19 em evento virtual. A sessão contou com gestores, pesquisadores, parlamentares e ativistas, evidenciando a mobilização de instituições científicas e organizações da sociedade civil diante da falta de um planejamento nacional consistente, por parte do governo federal, para conter a disseminação da doença. O documento consolidou contribuições de especialistas e propôs uma estratégia abrangente para reduzir a transmissão do vírus, fortalecer o SUS e proteger populações vulnerabilizadas. Reunindo mais de 60 recomendações dirigidas aos poderes públicos e à sociedade, o plano articulou ciência, participação social e políticas de proteção como pilares centrais de uma resposta consistente à emergência sanitária.


https://www.asbran.org.br/noticias/2034/entidades-lancam-plano-nacional-de-enfrentamento-a-covid-19
A Frente pela Vida, lançada em maio, apresentou o Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19 em evento virtual. A sessão contou com gestores, pesquisadores, parlamentares e ativistas, evidenciando a mobilização de instituições científicas e organizações da sociedade civil diante da falta de um planejamento nacional consistente, por parte do governo federal, para conter a disseminação da doença. O documento consolidou contribuições de especialistas e propôs uma estratégia abrangente para reduzir a transmissão do vírus, fortalecer o SUS e proteger populações vulnerabilizadas. Reunindo mais de 60 recomendações dirigidas aos poderes públicos e à sociedade, o plano articulou ciência, participação social e políticas de proteção como pilares centrais de uma resposta consistente à emergência sanitária.


Foto: Ester Paiva
A OMS anunciou a suspensão definitiva do uso da hidroxicloroquina, derivado da cloroquina, no ensaio clínico internacional Solidariedade, criado para avaliar possíveis tratamentos contra a Covid-19. A decisão se baseou em evidências científicas que indicaram a ineficácia do medicamento na redução da mortalidade de pacientes hospitalizados. Os resultados seriam publicados na revista científica The New England Journal of Medicine em 2 de dezembro de 2020. Apesar de promovida politicamente em países como o Brasil, a hidroxicloroquina não tinha comprovação de eficácia. O fim dos testes com a droga no estudo global da OMS reforçou o consenso emergente da comunidade científica internacional sobre a ineficácia da mesma no combate à Covid-19. No mesmo período, o ensaio clínico Recovery confirmou a ausência de benefícios da substância para o tratamento da doença e apontou maior risco de agravamento clínico entre pacientes que receberam o medicamento.


Luiz Henrique Eloy Amado, conhecido como Eloy Terena, faz sustentação oral da ADPF 709 em nome da APIB durante julgamento do STF, em 3 de agosto de 2020. Captura de tela em vídeo do Youtube.
Em meio às pressões de lideranças indígenas, pesquisadores e parlamentares por uma resposta federal específica à Covid-19 nos territórios indígenas, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou procedente a ADPF 709, apresentada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) com apoio de seis partidos políticos. A decisão obrigou a União a instalar barreiras sanitárias e sala de situação para proteção de povos isolados e de recente contato, ampliar o atendimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-SUS) para indígenas fora de terras indígenas homologadas e residentes em áreas urbanas, e elaborar um Plano de Enfrentamento da Covid-19 para os Povos Indígenas Brasileiros, com participação de representantes indígenas, do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e apoio técnico da Fiocruz e do Grupo Temático Saúde Indígena da Abrasco. A decisão do STF ocorreu em um contexto de ampliação das pressões por ações federais de proteção aos povos indígenas durante a pandemia. Naquele momento, tramitava no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 1.142/2020, apresentado em 27 de março pela deputada federal Rosa Neide e voltado à adoção de medidas emergenciais para povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em 7 de julho, a Lei nº 14.021 sofreu vetos a dispositivos considerados centrais por lideranças indígenas e especialistas, posteriormente revertidos em sua maior parte pelo Congresso Nacional.


Luiz Henrique Eloy Amado, conhecido como Eloy Terena, faz sustentação oral da ADPF 709 em nome da APIB durante julgamento do STF, em 3 de agosto de 2020. Captura de tela em vídeo do Youtube.
Em meio às pressões de lideranças indígenas, pesquisadores e parlamentares por uma resposta federal específica à Covid-19 nos territórios indígenas, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou procedente a ADPF 709, apresentada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) com apoio de seis partidos políticos. A decisão obrigou a União a instalar barreiras sanitárias e sala de situação para proteção de povos isolados e de recente contato, ampliar o atendimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-SUS) para indígenas fora de terras indígenas homologadas e residentes em áreas urbanas, e elaborar um Plano de Enfrentamento da Covid-19 para os Povos Indígenas Brasileiros, com participação de representantes indígenas, do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e apoio técnico da Fiocruz e do Grupo Temático Saúde Indígena da Abrasco. A decisão do STF ocorreu em um contexto de ampliação das pressões por ações federais de proteção aos povos indígenas durante a pandemia. Naquele momento, tramitava no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 1.142/2020, apresentado em 27 de março pela deputada federal Rosa Neide e voltado à adoção de medidas emergenciais para povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em 7 de julho, a Lei nº 14.021 sofreu vetos a dispositivos considerados centrais por lideranças indígenas e especialistas, posteriormente revertidos em sua maior parte pelo Congresso Nacional.


Capa da publicação Boletim Socioepidemiológico da Covid-19 nas Favelas. 13 jul. 2020.
O Observatório Covid-19 da Fiocruz criou o Boletim Socioepidemiológico da Covid-19 nas Favelas, para reunir e divulgar informações sobre a disseminação e os efeitos da doença nas populações vulnerabilizadas das favelas do Rio de Janeiro. Os dados eram coletados pela prefeitura, unidades de saúde e associações de moradores. No contexto da pandemia, que escancarou desigualdades socioeconômicas, a publicação buscou dar visibilidade ao impacto da Covid-19 nesses territórios.


Capa da publicação Boletim Socioepidemiológico da Covid-19 nas Favelas. 13 jul. 2020.
O Observatório Covid-19 da Fiocruz criou o Boletim Socioepidemiológico da Covid-19 nas Favelas, para reunir e divulgar informações sobre a disseminação e os efeitos da doença nas populações vulnerabilizadas das favelas do Rio de Janeiro. Os dados eram coletados pela prefeitura, unidades de saúde e associações de moradores. No contexto da pandemia, que escancarou desigualdades socioeconômicas, a publicação buscou dar visibilidade ao impacto da Covid-19 nesses territórios.


Ação em memória das vítimas da Covid-19 na Praça dos Três Poderes. Brasília, 08 out. 2021. Foto: Pedro França/Agência Senado.
Com 45.403 novos diagnósticos e 1.299 óbitos em um dia, o país chegou a 2.014.738 casos acumulados e 76.822 mortes. Pouco mais de quatro meses após o primeiro registro, o Brasil já era o segundo país do mundo em número de óbitos, atrás apenas dos Estados Unidos, em um indício da velocidade na disseminação do vírus.


Corte da primeira página do Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, relativo à semana de 28 de junho a 11 de julho de 2020.
A Fiocruz passou a publicar quinzenalmente análises sobre a evolução da pandemia no Brasil no Boletim do Observatório Covid-19. O boletim reunia dados epidemiológicos por estado, avaliava a capacidade do sistema de saúde e apresentava recomendações para conter a transmissão do vírus. A publicação acabou constituindo uma referência para os meios de comunicação, gestores da saúde e o público em geral, apresentando-se como fonte de informações confiáveis para orientar as ações de enfrentamento à doença.


Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Presidência da Fiocruz instituiu o Comitê de Acompanhamento Técnico-Científico das Iniciativas Associadas a Vacinas para a Covid-19. O grupo, composto por especialistas internos e externos à Fiocruz, tinha como atribuições examinar estudos sobre o desenvolvimento de imunizantes, monitorar ensaios clínicos, avaliar condições de transferência e incorporação de tecnologias e possíveis parcerias para o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao enfrentamento da Covid-19. Presidido pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, sua secretaria-executiva foi instalada em Bio-Manguinhos, unidade responsável pela fabricação de vacinas da fundação.


Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Presidência da Fiocruz instituiu o Comitê de Acompanhamento Técnico-Científico das Iniciativas Associadas a Vacinas para a Covid-19. O grupo, composto por especialistas internos e externos à Fiocruz, tinha como atribuições examinar estudos sobre o desenvolvimento de imunizantes, monitorar ensaios clínicos, avaliar condições de transferência e incorporação de tecnologias e possíveis parcerias para o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao enfrentamento da Covid-19. Presidido pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, sua secretaria-executiva foi instalada em Bio-Manguinhos, unidade responsável pela fabricação de vacinas da fundação.


Anúncio de estudo clínico sobre a Covid-19 no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Brasília (DF), 19 out. 2020. Foto: Isac Nóbrega/PR.
Dias após anunciar ter contraído Covid-19 e declarar o uso de hidroxicloroquina, derivado da cloroquina, para o seu tratamento, o presidente Jair Bolsonaro exibiu publicamente uma caixa do medicamento a apoiadores, erguendo-a como um objeto de culto e exaltação. Os presentes aplaudiram o gesto do presidente, aos gritos de “cloroquina, cloroquina!”. O episódio ocorreu em um contexto de intensa defesa do chamado “tratamento precoce” pelo governo, apesar da ausência de comprovação científica de eficácia da substância. A cena contribuiu para a consolidação da cloroquina e seu derivado como símbolo político entre apoiadores do presidente. Três dias depois, em 23 de julho, Bolsonaro voltaria a exibir o medicamento em frente ao Palácio da Alvorada, em episódio amplamente repercutido.


Anúncio de estudo clínico sobre a Covid-19 no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Brasília (DF), 19 out. 2020. Foto: Isac Nóbrega/PR.
Dias após anunciar ter contraído Covid-19 e declarar o uso de hidroxicloroquina, derivado da cloroquina, para o seu tratamento, o presidente Jair Bolsonaro exibiu publicamente uma caixa do medicamento a apoiadores, erguendo-a como um objeto de culto e exaltação. Os presentes aplaudiram o gesto do presidente, aos gritos de “cloroquina, cloroquina!”. O episódio ocorreu em um contexto de intensa defesa do chamado “tratamento precoce” pelo governo, apesar da ausência de comprovação científica de eficácia da substância. A cena contribuiu para a consolidação da cloroquina e seu derivado como símbolo político entre apoiadores do presidente. Três dias depois, em 23 de julho, Bolsonaro voltaria a exibir o medicamento em frente ao Palácio da Alvorada, em episódio amplamente repercutido.


A presidente da Fiocruz Nísia Trindade Lima recebe parlamentares da Comissão Externa para Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 da Câmara dos Deputados. Ao seu lado, a Deputada Carmen Zanotto e o Deputado Doutor Luizinho, respectivamente relatora e presidente da Comissão. Rio de Janeiro, 28 de julho de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A presidente da Fiocruz Nísia Trindade Lima, na cabeceira da mesa, recebe parlamentares da Comissão Externa para Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 da Câmara dos Deputados, para conhecerem as ações da Fundação para o enfrentamento da pandemia. Rio de Janeiro (RJ), 28 de julho de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A presidente da Fiocruz Nísia Trindade Lima, na cabeceira da mesa, recebe parlamentares da Comissão Externa para Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 da Câmara dos Deputados, para conhecerem as ações da Fundação para o enfrentamento da pandemia. Rio de Janeiro (RJ), 28 de julho de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima (de azul), conversa com a Deputada Carmen Zanotto e o Deputado Doutor Luizinho, respectivamente relatora e presidente da Comissão Externa para Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 da Câmara dos Deputados. Rio de Janeiro (RJ), 28 de julho de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Parlamentares da Comissão Externa para Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 da Câmara dos Deputados visitam a Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 28 de julho de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima (ao centro) com parlamentares da Comissão Externa para Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 da Câmara dos Deputados em visita à Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 da fundação. Rio de Janeiro (RJ), 28 de julho de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Parlamentares da Comissão Externa para Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 da Câmara dos Deputados visitam a Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 na Fiocruz. Da direita para a esquerda: Deputada Carmen Zanotto, relatora da Comissão; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; e o Deputado Doutor Luizinho, presidente da Comissão. Rio de Janeiro (RJ), 28 de julho de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Parlamentares da Comissão Externa para Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 da Câmara dos Deputados visitam a Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 28 de julho de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Parlamentares da Comissão Externa para Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 da Câmara dos Deputados visitam a Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 28 de julho de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Parlamentares da Comissão Externa para Enfrentamento à Pandemia da Covid-19 da Câmara dos Deputados visitam a Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 28 de julho de 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara dos Deputados visitou o campus da Fiocruz em Manguinhos (RJ) para conhecer as instalações e as condições para a fabricação da vacina contra a Covid-19 e discutir os custos para a produção de 100 milhões de doses, estimados em cerca de R$ 1 bilhão. O apoio parlamentar manifestado na visita foi decisivo para a aprovação, dias depois, da medida provisória que garantiu os recursos necessários ao contrato de encomenda tecnológica entre a Fiocruz e a AstraZeneca, para a produção, em Bio-Manguinhos, da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford. Durante a visita, os parlamentares visitaram a Unidade de Apoio ao Diagnóstico, que seria inaugurada na semana seguinte.


Capa do informativo Radar Covid-19 Favelas. 31 set. 2020.
A Fiocruz criou o Radar Covid-19 Favelas para acompanhar a evolução da pandemia em favelas da cidade do Rio de Janeiro a partir de fontes não oficiais, com foco nas experiências e iniciativas de atores dos territórios. O informativo reunia relatos de redes sociais, informações de moradores, lideranças locais e movimentos sociais com o objetivo de analisar e divulgar dados sobre a situação de saúde nesses territórios e dar visibilidade às condições de vulnerabilidade e às ações comunitárias de enfrentamento da Covid-19. Produzido pela Sala de Situação Covid-19 nas Favelas do Rio de Janeiro, o informativo complementava o Boletim Socioepidemiológico Radar Covid-19 Favelas ao monitorar informações e relatos oriundos dos próprios territórios.


Capa do informativo Radar Covid-19 Favelas. 31 set. 2020.
A Fiocruz criou o Radar Covid-19 Favelas para acompanhar a evolução da pandemia em favelas da cidade do Rio de Janeiro a partir de fontes não oficiais, com foco nas experiências e iniciativas de atores dos territórios. O informativo reunia relatos de redes sociais, informações de moradores, lideranças locais e movimentos sociais com o objetivo de analisar e divulgar dados sobre a situação de saúde nesses territórios e dar visibilidade às condições de vulnerabilidade e às ações comunitárias de enfrentamento da Covid-19. Produzido pela Sala de Situação Covid-19 nas Favelas do Rio de Janeiro, o informativo complementava o Boletim Socioepidemiológico Radar Covid-19 Favelas ao monitorar informações e relatos oriundos dos próprios territórios.


Foto: Fiocruz
Com o objetivo de garantir a continuidade do ensino remoto durante a pandemia, a Fiocruz anunciou o Programa de Inclusão Digital (PIDig), voltado a estudantes regularmente matriculados em cursos da educação básica, educação profissional em saúde, qualificação profissional e pós-graduação. A iniciativa incluía empréstimo de tablets e chips com pacote de dados a estudantes com dificuldades de acesso às atividades acadêmicas remotas, no contexto da implantação da educação remota emergencial. Construído pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) em parceria com unidades da Fundação e representantes discentes, o programa buscou ampliar as condições de permanência estudantil e minimizar desigualdades agravadas pela pandemia. Implementado nos meses seguintes, o PIDig beneficiou cerca de 900 estudantes entre novembro e dezembro de 2020.


Solenidade de Assinatura da Medida Provisória da Vacina com a participação do Ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, do Presidente da República, Jair Bolsonaro, e da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. Brasília (DF), 06 ago. 2020. Foto: Carolina Antunes/PR.
O presidente Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória nº 994, abrindo crédito extraordinário de R$1,9 bilhão para a produção da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. A medida abriu caminho para o acordo de encomenda tecnológica entre a Fiocruz e a farmacêutica no mês seguinte, visando à produção da vacina em Bio-Manguinhos/Fiocruz e, posteriormente, à transferência da tecnologia, para garantir a produção 100% nacional do imunizante.


Solenidade de Assinatura da Medida Provisória da Vacina com a participação do Ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, do Presidente da República, Jair Bolsonaro, e da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. Brasília (DF), 06 ago. 2020. Foto: Carolina Antunes/PR.
O presidente Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória nº 994, abrindo crédito extraordinário de R$1,9 bilhão para a produção da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. A medida abriu caminho para o acordo de encomenda tecnológica entre a Fiocruz e a farmacêutica no mês seguinte, visando à produção da vacina em Bio-Manguinhos/Fiocruz e, posteriormente, à transferência da tecnologia, para garantir a produção 100% nacional do imunizante.


Manifestação em homenagem às 100 mil mortes pela Covid-19 realizada na praia de Copacabana, Rio de Janeiro (RJ), pela organização não-governamental Rio de Paz. Foto: Fotos Públicas.
O país registrou 46.305 novos casos e 905 mortes em 24 horas, elevando o total acumulado para 3.013.369 casos confirmados e 100.543 óbitos. Pouco mais de cinco meses após o primeiro registro de Covid-19 no Brasil, o país se mantinha como o segundo do mundo em número total de casos e mortes, atrás apenas dos Estados Unidos. Neste dia, o Congresso Nacional decretou luto oficial de quatro dias em homenagem às vítimas.


Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 localizada no campus de Manguinhos da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2020. Foto: Peter Illiciev/CCS/Fiocruz.

Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 no campus Fiocruz Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 05 ago. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, recebe o ministro da Saúde Eduardo Pazuello (à direita na imagem) e o deputado federal Doutor Luizinho, coordenador da Comissão Externa para Enfrentamento da Covid-19 da Câmara dos Deputados (à esquerda), para inauguração da Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 no campus Fiocruz Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 10 ago. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, na inauguração da Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19, no campus Fiocruz Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 10 ago. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Elisa Andries, coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, em coletiva de imprensa na inauguração da Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19, no campus Fiocruz Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 10 ago. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita do ministro da Saúde Eduardo Pazuello e do presidente da Comissão Externa para Enfrentamento da Covid-19 da Câmara dos Deputados, Deputado Doutor Luizinho, para a inauguração da Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 no campus Fiocruz Manguinhos. De frente para a câmera, Pedro Ribeiro Barbosa (de terno claro), do IBMP, e Paulo ChapChap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, representando a iniciativa Todos pela Saúde. Ao centro, Cristiane Pantaleão, representando o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Rio de Janeiro (RJ), 10 ago. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Inauguração da Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 no campus Fiocruz Manguinhos. Da direita para a esquerda: Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Deputado federal Doutor Luizinho, presidente da presidente da Comissão Externa para Enfrentamento da Covid-19 da Câmara dos Deputados; Eduardo Pazuello, ministro da Saúde; Paulo ChapChap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês e coordenador da iniciativa Todos pela Saúde. Rio de Janeiro (RJ), 10 ago. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, na inauguração da Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 (Unadig) no campus Fiocruz Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 10 ago. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Inauguração da Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 (Unadig) no campus Fiocruz Manguinhos. Da esquerda para a direita: Eduardo Pazuello (Ministro da Saúde), Paulo ChapChap (diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês e coordenador da iniciativa Todos pela Saúde), deputado federal Doutor Luizinho (presidente da Comissão Externa para Enfrentamento da Covid-19 da Câmara dos Deputados), Claudia Politanski (vice-presidente de recursos humanos do Banco Itaú Unibanco, financiador da iniciativa Todos pela Saúde), Pedro Ribeiro Barbosa (diretor-presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná). Rio de Janeiro (RJ), 10 ago. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na inauguração da Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19, no campus Fiocruz Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 10 ago. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 localizada no campus de Manguinhos da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2020. Foto: Peter Illiciev/CCS/Fiocruz.

Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 localizada no campus de Manguinhos da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2020. Foto: Peter Illiciev/CCS/Fiocruz.

Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 localizada no campus de Manguinhos da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2020. Foto: Peter Illiciev/CCS/Fiocruz.

Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 localizada no campus de Manguinhos da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2020. Foto: Peter Illiciev/CCS/Fiocruz.

Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 localizada no campus de Manguinhos da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2020. Foto: Peter Illiciev/CCS/Fiocruz.

Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 localizada no campus de Manguinhos da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2020. Foto: Peter Illiciev/CCS/Fiocruz.

Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 localizada no campus de Manguinhos da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2020. Foto: Peter Illiciev/CCS/Fiocruz.

Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 localizada no campus de Manguinhos da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2020. Foto: Peter Illiciev/CCS/Fiocruz.

Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 localizada no campus de Manguinhos da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2020. Foto: Peter Illiciev/CCS/Fiocruz.

Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig) da Covid-19 localizada no campus de Manguinhos da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2020. Foto: Peter Illiciev/CCS/Fiocruz.
Durante visita do ministro da Saúde, a Fiocruz inaugurou, no campus de Manguinhos (Rio de Janeiro), a Unidade de Apoio ao Diagnóstico (Unadig), plataforma automatizada com robôs que permitiram o aumento significativo da escala e do tempo de processamento dos testes de RT-PCR para diagnóstico molecular do vírus. Com recursos da iniciativa Todos pela Saúde, esta e outras Unadigs (implantadas no Instituto de Biologia Molecular do Paraná, na unidade da Fiocruz no Ceará, em Eusébio, e em São Paulo, em parceria com a rede DASA de laboratórios) constituíram uma contribuição importante para fortalecer a rede nacional de testagem, em apoio aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens).


Conexão Saúde – De Olho na Covid. Rio de Janeiro (RJ), 15 out. 2020 Foto: Douglas Lopes/Redes da Maré/Flickr.
A Fiocruz, em parceria com a ONG Redes da Maré, Dados do Bem, SAS Brasil, Conselho Comunitário de Manguinhos e União Rio, e com financiamento do Todos pela Saúde, lançou o Conexão Saúde: De Olho na Covid. O projeto tinha como objetivo implementar ações de vigilância com participação de grupos locais nos complexos de favelas de Manguinhos e da Maré, envolvendo teleatendimento, testagem, isolamento domiciliar seguro e ações de comunicação. A iniciativa se destacou como experiência inovadora em vigilância ativa, combinando recursos tecnológicos, conhecimento científico e participação das lideranças comunitárias dos territórios.


https://www.icict.fiocruz.br/rede-de-bibliotecas-fiocruz
A Rede de Bibliotecas da Fiocruz lançou a Plataforma Integrada Covid-19, reunindo cerca de 100 mil títulos em acesso aberto sobre a doença, com base em fontes nacionais e internacionais, como Dynamed, Lancet, Medline, Portal Capes e UpToDate. Como parte do mesmo esforço para ampliar o acesso à produção científica, foi criado o Boletim BiblioCovid, destacando os artigos mais buscados sobre a pandemia.


https://www.icict.fiocruz.br/rede-de-bibliotecas-fiocruz
A Rede de Bibliotecas da Fiocruz lançou a Plataforma Integrada Covid-19, reunindo cerca de 100 mil títulos em acesso aberto sobre a doença, com base em fontes nacionais e internacionais, como Dynamed, Lancet, Medline, Portal Capes e UpToDate. Como parte do mesmo esforço para ampliar o acesso à produção científica, foi criado o Boletim BiblioCovid, destacando os artigos mais buscados sobre a pandemia.


Visita de representantes da AstraZeneca à Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 09 de set. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz formalizou o contrato de Encomenda Tecnológica (Etec) com a AstraZeneca, garantindo a aquisição de 100,4 milhões de doses do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, para processamento final (formulação, envase, rotulagem e embalagem) em Bio-Manguinhos. O acordo, viabilizado pela Medida Provisória nº 994, que destinou R$1,9 bilhão à estratégia, foi assinado eletronicamente em 8 de setembro e oficializado no dia seguinte. A medida marcou um passo decisivo para que, uma vez concluídos os testes de segurança e eficácia, a vacina se tornasse disponível para a população brasileira. No ano seguinte, a tecnologia para a produção da vacina seria incorporada pela Fiocruz, que passou a fornecer doses produzidas integralmente no país.


Segunda entrega de vacinas ao Vietnã (VN) pela UNICEF. 16 mai. 2021. Foto: UNICEF-Fotoarchiv
Por meio da medida provisória n. 1.003, de 24 de setembro, o governo brasileiro aderiu ao consórcio Covax Facility, criado meses antes, em fins de abril, para ampliar o acesso a vacinas contra a Covid-19 por meio da compra conjunta e da distribuição coordenada de doses entre os países participantes em um período em que diferentes imunizantes ainda se encontravam em fase de desenvolvimento e teste. Conforme a proposta, em um primeiro momento, caso se mostrassem seguras e eficazes, as vacinas seriam distribuídas de forma a garantir um nível mínimo de cobertura em todos os países, priorizando profissionais de saúde e grupos de risco, com financiamento subsidiado para países de baixa renda. Países participantes poderiam encomendar volumes maiores de doses, mas sua entrega estaria condicionada à disponibilidade global e a regras que buscavam evitar a concentração inicial de vacinas. Em uma adesão considerada tardia e tímida por especialistas, o Brasil destinou cerca de R$2,5 bilhões para a iniciativa, suficientes para a aquisição de apenas 42 milhões de doses, isto é, para a imunização de aproximadamente 10% de sua população. A Covax Facility foi coordenada pela Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi), em parceria com a OMS e a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) e diferentes vacinas vieram a integrar o seu portfólio, entre elas as da AstraZeneca/Oxford, Pfizer/BioNTech e Moderna. Apesar desses esforços, a iniciativa se mostrou insuficiente diante da corrida global por imunizantes, que favoreceu países ricos.


Segunda entrega de vacinas ao Vietnã (VN) pela UNICEF. 16 mai. 2021. Foto: UNICEF-Fotoarchiv
Por meio da medida provisória n. 1.003, de 24 de setembro, o governo brasileiro aderiu ao consórcio Covax Facility, criado meses antes, em fins de abril, para ampliar o acesso a vacinas contra a Covid-19 por meio da compra conjunta e da distribuição coordenada de doses entre os países participantes em um período em que diferentes imunizantes ainda se encontravam em fase de desenvolvimento e teste. Conforme a proposta, em um primeiro momento, caso se mostrassem seguras e eficazes, as vacinas seriam distribuídas de forma a garantir um nível mínimo de cobertura em todos os países, priorizando profissionais de saúde e grupos de risco, com financiamento subsidiado para países de baixa renda. Países participantes poderiam encomendar volumes maiores de doses, mas sua entrega estaria condicionada à disponibilidade global e a regras que buscavam evitar a concentração inicial de vacinas. Em uma adesão considerada tardia e tímida por especialistas, o Brasil destinou cerca de R$2,5 bilhões para a iniciativa, suficientes para a aquisição de apenas 42 milhões de doses, isto é, para a imunização de aproximadamente 10% de sua população. A Covax Facility foi coordenada pela Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi), em parceria com a OMS e a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) e diferentes vacinas vieram a integrar o seu portfólio, entre elas as da AstraZeneca/Oxford, Pfizer/BioNTech e Moderna. Apesar desses esforços, a iniciativa se mostrou insuficiente diante da corrida global por imunizantes, que favoreceu países ricos.


Cemitério São Francisco Xavier, zona norte do Rio de Janeiro (RJ), durante a pandemia. Foto: Carlos Erbs Junior.
Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o país havia registrado 559 óbitos nas 24 horas anteriores, totalizando 150.198 mortes e 5.082.637 casos confirmados. O Brasil seguia como o segundo país do mundo em número absoluto de mortes, atrás apenas dos Estados Unidos.


https://www.who.int/news/item/15-10-2020-solidarity-therapeutics-trial-produces-conclusive-evidence-on-the-effectiveness-of-repurposed-drugs-for-covid-19-in-record-time
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou os achados do ensaio clínico internacional Solidariedade, em formato preprint, apresentando o que chamou de evidências conclusivas sobre quatro medicamentos testados: remdesivir, interferon, hidroxicloroquina (derivado da cloroquina) e lopinavir/ritonavir. O balanço confirmou que nenhum deles reduziu de forma significativa a mortalidade em 28 dias ou a duração da internação de pacientes hospitalizados com Covid-19. Em julho de 2020, os estudos envolvendo a hidroxicloroquina já haviam sido interrompidos em definitivo pela OMS, que concluiu pela ineficácia da substância para o tratamento da doença. Os resultados, revisados pela comunidade científica, foram reunidos em artigo publicado na revista The New England Journal of Medicine em 2 de dezembro de 2020.


https://www.who.int/news/item/15-10-2020-solidarity-therapeutics-trial-produces-conclusive-evidence-on-the-effectiveness-of-repurposed-drugs-for-covid-19-in-record-time
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou os achados do ensaio clínico internacional Solidariedade, em formato preprint, apresentando o que chamou de evidências conclusivas sobre quatro medicamentos testados: remdesivir, interferon, hidroxicloroquina (derivado da cloroquina) e lopinavir/ritonavir. O balanço confirmou que nenhum deles reduziu de forma significativa a mortalidade em 28 dias ou a duração da internação de pacientes hospitalizados com Covid-19. Em julho de 2020, os estudos envolvendo a hidroxicloroquina já haviam sido interrompidos em definitivo pela OMS, que concluiu pela ineficácia da substância para o tratamento da doença. Os resultados, revisados pela comunidade científica, foram reunidos em artigo publicado na revista The New England Journal of Medicine em 2 de dezembro de 2020.


Divulgação do Brace Trial Brasil, coordenado pelos pesquisadores da Fiocruz Margareth Dalcolmo (no Rio de Janeiro) e Julio Croda (no Mato Grosso do Sul). 10 nov. 2020.
Tradicionalmente usada para prevenir formas graves de tuberculose em crianças, a vacina BCG é conhecida por estimular as defesas do organismo contra infecções. Essa característica levou pesquisadores em diferentes países a testarem a hipótese de que essa imunização poderia oferecer uma proteção adicional contra a Covid-19. Integrando uma iniciativa global de pesquisas liderada por cientistas australianos, a Fiocruz iniciou estudo clínico com a vacina em profissionais da saúde dos estados do Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro. A frente brasileira das pesquisas (Brace Trial Brasil) envolveu cerca de três mil voluntários com o objetivo de verificar se o imunizante poderia reduzir os impactos da pandemia entre trabalhadores da área. Os resultados posteriores, porém, não confirmaram essa hipótese.


Divulgação do Brace Trial Brasil, coordenado pelos pesquisadores da Fiocruz Margareth Dalcolmo (no Rio de Janeiro) e Julio Croda (no Mato Grosso do Sul). 10 nov. 2020.
Tradicionalmente usada para prevenir formas graves de tuberculose em crianças, a vacina BCG é conhecida por estimular as defesas do organismo contra infecções. Essa característica levou pesquisadores em diferentes países a testarem a hipótese de que essa imunização poderia oferecer uma proteção adicional contra a Covid-19. Integrando uma iniciativa global de pesquisas liderada por cientistas australianos, a Fiocruz iniciou estudo clínico com a vacina em profissionais da saúde dos estados do Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro. A frente brasileira das pesquisas (Brace Trial Brasil) envolveu cerca de três mil voluntários com o objetivo de verificar se o imunizante poderia reduzir os impactos da pandemia entre trabalhadores da área. Os resultados posteriores, porém, não confirmaram essa hipótese.


Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e a Chama da Esperança recebida do Cardeal Orani Tempesta. Rio de Janeiro (RJ), 02 nov. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
No Dia de Finados, a Fiocruz recebeu do Crematório e Cemitério da Penitência o fogo simbólico, criado para “iluminar os cientistas” na busca por uma vacina contra a Covid-19. A cerimônia contou com a presença do Cardeal Orani João Tempesta e da presidente da instituição, Nísia Trindade Lima. Após o evento, o fogo foi entregue ao Conselho Diretivo da Fiocruz. Ele deveria permanecer aceso até que a vacina fosse descoberta.


Jair Bolsonaro em cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional, no Palácio da Alvorada. Brasília (DF), 27 out. 2020. Foto: Alan Santos/PR/Agência Brasil
Em discurso durante cerimônia no Palácio do Planalto, quando o Brasil chegava a 162,6 mil vidas perdidas pela Covid-19, o então presidente voltou a minimizar a gravidade da pandemia, naturalizando as mortes provocadas pela doença: “Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia. Todo mundo vai morrer [...] Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas!”. Ao recorrer a uma linguagem associada a ideias de força e virilidade, a declaração reforçava uma postura de desqualificação pública do sofrimento coletivo.


Jair Bolsonaro em cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional, no Palácio da Alvorada. Brasília (DF), 27 out. 2020. Foto: Alan Santos/PR/Agência Brasil
Em discurso durante cerimônia no Palácio do Planalto, quando o Brasil chegava a 162,6 mil vidas perdidas pela Covid-19, o então presidente voltou a minimizar a gravidade da pandemia, naturalizando as mortes provocadas pela doença: “Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia. Todo mundo vai morrer [...] Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas!”. Ao recorrer a uma linguagem associada a ideias de força e virilidade, a declaração reforçava uma postura de desqualificação pública do sofrimento coletivo.


Indígenas dos municípios de Humaitá e Manicoré (AM). 16 nov. 2020. Foto: José Gadelha/Fiocruz Rondônia.
A Fiocruz Rondônia, em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena e a Casa de Saúde Indígena, promoveu mutirão em comunidades dos municípios de Humaitá e Manicoré, no Amazonas. A ação incluiu palestras sobre a Covid-19, capacitação de alunos e profissionais de saúde, aplicação de testes rápidos e distribuição de equipamentos de proteção individual. A iniciativa buscou fortalecer a resposta local frente à disseminação do vírus entre povos indígenas, agravada pelas dificuldades de acesso a serviços de saúde.


Indígenas dos municípios de Humaitá e Manicoré (AM). 16 nov. 2020. Foto: José Gadelha/Fiocruz Rondônia.
A Fiocruz Rondônia, em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena e a Casa de Saúde Indígena, promoveu mutirão em comunidades dos municípios de Humaitá e Manicoré, no Amazonas. A ação incluiu palestras sobre a Covid-19, capacitação de alunos e profissionais de saúde, aplicação de testes rápidos e distribuição de equipamentos de proteção individual. A iniciativa buscou fortalecer a resposta local frente à disseminação do vírus entre povos indígenas, agravada pelas dificuldades de acesso a serviços de saúde.


Vacinas da Pfizer-BioNTech contra a Covid-19. Foto: Agência Brasília.
Os estudos de fase 3 da vacina desenvolvida pela farmacêutica Pfizer, em parceria com a BioNTech (BNT162b2), indicaram 95% de eficácia na prevenção da Covid-19, sem registro de efeitos adversos graves. Nessa etapa, dezenas de milhares de voluntários participaram da pesquisa e foram acompanhados para verificar a proteção contra a infecção, incluindo brasileiros. Os estudos clínicos da vacina Pfizer/ BioNtech foram os primeiros a serem concluídos. Entre o final de 2020 e o início de 2021, outras notícias relacionadas à eficácia de imunizantes viriam se somar a essa, envolvendo vacinas como as da Moderna, Oxford/AstraZeneca e Coronavac. Esses anúncios reforçaram a expectativa mundial pelo início das campanhas de vacinação, evidenciando ainda a disputa entre diferentes países pelo acesso às primeiras doses.


Nísia Trindade em debate com candidatos à eleição para a presidência da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 29 out. 2020. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz
A Fiocruz concluiu o processo eleitoral para composição da lista tríplice destinada à escolha da presidência para o período 2021–2024. A votação, realizada de forma eletrônica entre 17 e 19 de novembro, registrou participação recorde da comunidade interna, mobilizando 91,6% dos 4.847 servidores aptos a votar. Nísia Trindade Lima obteve a primeira colocação, com 87% dos votos válidos, seguida por Rivaldo Venâncio e Mario Moreira. Após homologação pelo Conselho Deliberativo, a lista foi encaminhada ao Ministério da Saúde, conforme o regimento institucional. No contexto de tensões entre o governo federal e as instituições científicas, o andamento da nomeação foi acompanhado com atenção. Em 11 de janeiro de 2021, Nísia foi reconduzida ao cargo, com a nomeação publicada em edição extra do Diário Oficial da União.


Foto: Myke Sena/Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde discutiu com representantes da Pfizer, Janssen, Moderna, Bharat Biotech (Covaxin) e do Fundo Russo de Investimento Direto (Sputnik V) dados sobre eficácia, segurança e logística das vacinas contra a Covid-19. O encontro ocorreu em meio ao aumento do número de casos da doença no país e à crescente pressão de diferentes setores da sociedade por um plano nacional de imunização, num contexto de corrida global por vacinas que já se encontravam nas fases finais de testagem. Até então, o Brasil havia fechado contratos apenas com a AstraZeneca e o consórcio global Covax. Conforme revelaram posteriormente as investigações da CPI da Covid, a Pfizer, primeira fabricante a divulgar resultados de eficácia de uma vacina contra a doença, realizou diversas tentativas de contato com o governo brasileiro desde agosto de 2020, sem obter resposta às suas propostas. Após negociações consideradas tardias, o contrato com a farmacêutica seria assinado em março de 2021.


Foto: Myke Sena/Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde discutiu com representantes da Pfizer, Janssen, Moderna, Bharat Biotech (Covaxin) e do Fundo Russo de Investimento Direto (Sputnik V) dados sobre eficácia, segurança e logística das vacinas contra a Covid-19. O encontro ocorreu em meio ao aumento do número de casos da doença no país e à crescente pressão de diferentes setores da sociedade por um plano nacional de imunização, num contexto de corrida global por vacinas que já se encontravam nas fases finais de testagem. Até então, o Brasil havia fechado contratos apenas com a AstraZeneca e o consórcio global Covax. Conforme revelaram posteriormente as investigações da CPI da Covid, a Pfizer, primeira fabricante a divulgar resultados de eficácia de uma vacina contra a doença, realizou diversas tentativas de contato com o governo brasileiro desde agosto de 2020, sem obter resposta às suas propostas. Após negociações consideradas tardias, o contrato com a farmacêutica seria assinado em março de 2021.


Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão virtual. Brasília (DF), 02 dez. 2020. Foto: Câmara dos Deputados.
A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 994/20, que abriu crédito extraordinário de R$1,995 bilhão para a produção da vacina de Oxford/AstraZeneca pela Fiocruz. Do total, cerca de R$1,3 bilhão foi destinado à encomenda tecnológica com a farmacêutica e R$522 milhões a investimentos em Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz responsável pela produção. No dia seguinte, o Senado Federal também aprovou a medida, assegurando os recursos para a aquisição de doses e a estrutura de produção nacional do imunizante.


Ônibus de vacinação contra a Covid-19 do NHS em estacionamento de supermercado Lidl, em Londres, Reino Unido. Jul. 2021. Foto: No Swan So Fine/Wikimedia Commons.
A britânica Margaret Keenan, de 90 anos, tornou-se a primeira pessoa no mundo a ser vacinada contra a Covid-19. Ela recebeu uma dose da vacina Pfizer/BioNTech em um hospital de Coventry, na Inglaterra. O país foi o primeiro do Ocidente a começar a vacinação em massa, após aprovar o uso emergencial do imunizante. O momento marcou uma nova fase no enfrentamento global da pandemia e trouxe esperança em meio ao aumento acelerado de casos e mortes em diferentes países.


Ônibus de vacinação contra a Covid-19 do NHS em estacionamento de supermercado Lidl, em Londres, Reino Unido. Jul. 2021. Foto: No Swan So Fine/Wikimedia Commons.
A britânica Margaret Keenan, de 90 anos, tornou-se a primeira pessoa no mundo a ser vacinada contra a Covid-19. Ela recebeu uma dose da vacina Pfizer/BioNTech em um hospital de Coventry, na Inglaterra. O país foi o primeiro do Ocidente a começar a vacinação em massa, após aprovar o uso emergencial do imunizante. O momento marcou uma nova fase no enfrentamento global da pandemia e trouxe esperança em meio ao aumento acelerado de casos e mortes em diferentes países.


Vacina Oxford/AstraZeneca. Foto: Arne Müseler.
A vacina de Oxford/AstraZeneca foi a primeira contra a Covid-19 a ter resultados de fase 3 divulgados em uma revista científica. O artigo, publicado na prestigiosa revista The Lancet, apontou eficácia média de 70,4% na prevenção da doença, chegando a 90% no regime que combinava meia dose inicial seguida de uma dose completa. A análise reuniu dados de 11.636 voluntários, sendo 8.895 com duas doses completas e 2.741 com o esquema alternativo. Os testes foram conduzidos no Brasil, Reino Unido e África do Sul. Nenhum efeito adverso grave foi registrado. A publicação, posterior ao anúncio oficial sobre a eficácia da vacina, realizado em 23 de novembro, reforçou a transparência dos estudos e a importância do imunizante, que era o objeto principal do acordo firmado entre a AstraZeneca e a Fiocruz, que seria a instituição responsável pela fabricação das doses no Brasil.


Imagem de microscopia eletrônica do SARS-CoV-2. Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID)/Rocky Mountain Laboratories (RML)/Flickr.
Uma profissional de saúde residente em Natal, que atuava no Rio Grande do Norte e na Paraíba, foi o primeiro caso confirmado de reinfecção pelo SARS-CoV-2 no Brasil. O diagnóstico foi feito pelo Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), laboratório de referência nacional em vírus respiratórios. A confirmação trouxe indícios de que a infecção natural poderia não garantir proteção duradoura, reforçando o alerta de especialistas sobre a necessidade de estratégias de vacinação em larga escala.


Imagem de microscopia eletrônica do SARS-CoV-2. Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID)/Rocky Mountain Laboratories (RML)/Flickr.
Uma profissional de saúde residente em Natal, que atuava no Rio Grande do Norte e na Paraíba, foi o primeiro caso confirmado de reinfecção pelo SARS-CoV-2 no Brasil. O diagnóstico foi feito pelo Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), laboratório de referência nacional em vírus respiratórios. A confirmação trouxe indícios de que a infecção natural poderia não garantir proteção duradoura, reforçando o alerta de especialistas sobre a necessidade de estratégias de vacinação em larga escala.


https://fiocruz.br/noticia/2020/12/covid-19-site-reune-materiais-sobre-prevencao-e-cuidados-para-saude-dos-idosos
A Fiocruz inaugurou um portal reunindo informações e materiais de apoio para a prevenção e o cuidado com a saúde de pessoas idosas, grupo particularmente vulnerável à Covid-19. Desenvolvido pelo Grupo de Informação e Saúde e Envelhecimento (Gise/Icict/Fiocruz) em parceria com o Programa “Universidade da Maturidade”, da Universidade Federal do Tocantins (UMA/UFT), o site disponibilizou conteúdos para gestores, profissionais de saúde, cuidadores e para o próprio público idoso. O acervo incluía manuais, cartilhas, guias, notas técnicas, vídeos, podcasts, blogs e relatos de experiência, facilitando o acesso a orientações confiáveis em diferentes formatos.


https://fiocruz.br/noticia/2020/12/covid-19-site-reune-materiais-sobre-prevencao-e-cuidados-para-saude-dos-idosos
A Fiocruz inaugurou um portal reunindo informações e materiais de apoio para a prevenção e o cuidado com a saúde de pessoas idosas, grupo particularmente vulnerável à Covid-19. Desenvolvido pelo Grupo de Informação e Saúde e Envelhecimento (Gise/Icict/Fiocruz) em parceria com o Programa “Universidade da Maturidade”, da Universidade Federal do Tocantins (UMA/UFT), o site disponibilizou conteúdos para gestores, profissionais de saúde, cuidadores e para o próprio público idoso. O acervo incluía manuais, cartilhas, guias, notas técnicas, vídeos, podcasts, blogs e relatos de experiência, facilitando o acesso a orientações confiáveis em diferentes formatos.


Captura de tela da capa do livro “Políticas e sistemas de saúde em tempos de pandemia: nove países, muitas lições”.
A série "Informação para Ação na Covid-19", coedição da Editora Fiocruz e do Observatório Covid-19 da Fiocruz, foi lançada com o objetivo de reunir e divulgar para a sociedade pesquisas que vinham sendo realizadas no âmbito das diversas frentes de atuação da instituição. O primeiro título, "Diplomacia da Saúde e Covid-19: reflexões a meio caminho", foi lançado em 2020 e analisou os desafios representados pelo novo coronavírus ao multilateralismo e à diplomacia em saúde. Em 2021, seria lançado o segundo volume, "Os Impactos Sociais da Covid-19 no Brasil: populações vulnerabilizadas e respostas à pandemia", abordando o tema das desigualdades e das várias dimensões sociais da emergência. O terceiro volume, "Covid-19 no Brasil: cenários epidemiológicos e vigilância em saúde", também lançado em 2021, reuniu análises sobre a evolução da pandemia, os sistemas de monitoramento e as estratégias de vigilância em saúde. O quarto título, "COVID-19: desafios para a organização e repercussões nos sistemas e serviços de saúde", foi lançado em 2022, reunindo análises sobre os serviços de saúde e a atenção primária. Em 2023, a obra foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria Ciências. O quinto e último volume da série, "Políticas e sistemas de saúde em tempos de pandemia: nove países, muitas lições", lançado em 2022, apresentou análises comparativas sobre as respostas de diferentes países à pandemia e os desafios enfrentados pelos sistemas de saúde. Todas as obras foram publicadas exclusivamente em formato digital e em acesso aberto na SciELO Books, com download gratuito. A iniciativa expressou o compromisso da Fiocruz em produzir informações, análises e reflexões relevantes para orientar a sociedade brasileira no enfrentamento da crise sanitária, ao longo de suas várias fases.


Captura de tela da capa do livro “Políticas e sistemas de saúde em tempos de pandemia: nove países, muitas lições”.
A série "Informação para Ação na Covid-19", coedição da Editora Fiocruz e do Observatório Covid-19 da Fiocruz, foi lançada com o objetivo de reunir e divulgar para a sociedade pesquisas que vinham sendo realizadas no âmbito das diversas frentes de atuação da instituição. O primeiro título, "Diplomacia da Saúde e Covid-19: reflexões a meio caminho", foi lançado em 2020 e analisou os desafios representados pelo novo coronavírus ao multilateralismo e à diplomacia em saúde. Em 2021, seria lançado o segundo volume, "Os Impactos Sociais da Covid-19 no Brasil: populações vulnerabilizadas e respostas à pandemia", abordando o tema das desigualdades e das várias dimensões sociais da emergência. O terceiro volume, "Covid-19 no Brasil: cenários epidemiológicos e vigilância em saúde", também lançado em 2021, reuniu análises sobre a evolução da pandemia, os sistemas de monitoramento e as estratégias de vigilância em saúde. O quarto título, "COVID-19: desafios para a organização e repercussões nos sistemas e serviços de saúde", foi lançado em 2022, reunindo análises sobre os serviços de saúde e a atenção primária. Em 2023, a obra foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria Ciências. O quinto e último volume da série, "Políticas e sistemas de saúde em tempos de pandemia: nove países, muitas lições", lançado em 2022, apresentou análises comparativas sobre as respostas de diferentes países à pandemia e os desafios enfrentados pelos sistemas de saúde. Todas as obras foram publicadas exclusivamente em formato digital e em acesso aberto na SciELO Books, com download gratuito. A iniciativa expressou o compromisso da Fiocruz em produzir informações, análises e reflexões relevantes para orientar a sociedade brasileira no enfrentamento da crise sanitária, ao longo de suas várias fases.


Jair Bolsonaro em cerimônia de apresentação do Plano de Contingência para a Pessoa Idosa. Brasília (DF), 02 set. 2020. Foto: Marcos Corrêa/PR/Agência Brasil.
Dois dias depois do lançamento, pelo Ministério da Saúde, do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro lançou dúvidas sobre a eficácia e a segurança das vacinas, apesar dos resultados positivos dos ensaios clínicos então divulgados para imunizantes como os da Oxford/AstraZeneca e da Pfizer/BioNTech. Declarando que não iria se vacinar, ele ironizou: “Se você virar um jacaré, é problema seu”. A fala ocorreu um dia após o Supremo Tribunal Federal decidir que estados e municípios tinham autonomia para adotar a vacinação obrigatória, não mediante aplicação forçada, mas por meio de medidas indiretas, como multas ou restrições de acesso a serviços e espaços públicos em caso de recusa à imunização. Na decisão, o ministro Luís Roberto Barroso destacou que, em situações de risco coletivo, o direito da sociedade à saúde se sobrepunha a escolhas individuais que ameaçassem terceiros. Estudos científicos conduzidos a partir do início da vacinação confirmaram que os imunizantes eram eficazes na prevenção de hospitalizações e mortes, salvando milhões de vidas no mundo.


Jair Bolsonaro em cerimônia de apresentação do Plano de Contingência para a Pessoa Idosa. Brasília (DF), 02 set. 2020. Foto: Marcos Corrêa/PR/Agência Brasil.
Dois dias depois do lançamento, pelo Ministério da Saúde, do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro lançou dúvidas sobre a eficácia e a segurança das vacinas, apesar dos resultados positivos dos ensaios clínicos então divulgados para imunizantes como os da Oxford/AstraZeneca e da Pfizer/BioNTech. Declarando que não iria se vacinar, ele ironizou: “Se você virar um jacaré, é problema seu”. A fala ocorreu um dia após o Supremo Tribunal Federal decidir que estados e municípios tinham autonomia para adotar a vacinação obrigatória, não mediante aplicação forçada, mas por meio de medidas indiretas, como multas ou restrições de acesso a serviços e espaços públicos em caso de recusa à imunização. Na decisão, o ministro Luís Roberto Barroso destacou que, em situações de risco coletivo, o direito da sociedade à saúde se sobrepunha a escolhas individuais que ameaçassem terceiros. Estudos científicos conduzidos a partir do início da vacinação confirmaram que os imunizantes eram eficazes na prevenção de hospitalizações e mortes, salvando milhões de vidas no mundo.


Equipe da Anvisa no primeiro dia de inspeção das Boas Práticas de Fabricação (BPF) do insumo ativo biológico da vacina da AstraZeneca/Oxford/ Fiocruz, na Wuxi Biologics Co. Ltd. Wuxi (CH), 07 dez. 2020. Foto: Anvisa
Depois de visitas à China, entre 7 e 11 de dezembro, para inspeção das instalações da empresa WuXi Biologics, responsável pela produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina Oxford/AstraZeneca, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu ao imunizante o certificado de boas práticas de fabricação. Essa foi uma etapa importante no cumprimento das exigências técnicas para que o uso emergencial da vacina no Brasil pudesse ser autorizado. Os técnicos da Anvisa inspecionaram desde máquinas e testes de qualidade até regras de segurança e limpeza. O documento contendo o resultado da avaliação atestou que os processos de produção atendiam aos padrões internacionais e às normas brasileiras de qualidade e segurança. Com essa aprovação, o imunizante avançou mais um passo para ser disponibilizado no Brasil, o que seria feito por intermédio da Fiocruz. Nesse mesmo período, a agência brasileira também certificou as instalações da Sinovac Life Sciences em Pequim, empresa responsável pela produção do ingrediente da vacina CoronaVac, cuja distribuição e posterior fabricação no Brasil ficariam a cargo do Instituto Butantan.


Vacina Oxford/AstraZeneca. Foto: Gencat/Wikimedia Commons.
A agência reguladora britânica MHRA (Medicines and Healthcare products Regulatory Agency) autorizou o uso da vacina de Oxford/AstraZeneca, a mesma prevista para fabricação pela Fiocruz no Brasil. A decisão confirmou a segurança, a qualidade e a eficácia do imunizante e aumentou a expectativa de que o processo de autorização pela Anvisa pudesse avançar mais rapidamente. Na ocasião, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, declarou: “é um dia histórico: podemos dizer que temos vacina. A notícia do registro no Reino Unido renova a esperança, uma esperança que vem da ciência e da saúde pública”.


Vacina Oxford/AstraZeneca. Foto: Gencat/Wikimedia Commons.
A agência reguladora britânica MHRA (Medicines and Healthcare products Regulatory Agency) autorizou o uso da vacina de Oxford/AstraZeneca, a mesma prevista para fabricação pela Fiocruz no Brasil. A decisão confirmou a segurança, a qualidade e a eficácia do imunizante e aumentou a expectativa de que o processo de autorização pela Anvisa pudesse avançar mais rapidamente. Na ocasião, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, declarou: “é um dia histórico: podemos dizer que temos vacina. A notícia do registro no Reino Unido renova a esperança, uma esperança que vem da ciência e da saúde pública”.


Morro do Telégrafo. Rio de Janeiro (RJ), 13 dez. 2010. Foto: Patano/Wikimedia Commons.
Em abril de 2020, lideranças comunitárias de favelas do estado do Rio de Janeiro, organizações da sociedade civil, pesquisadores de universidades fluminenses e equipes da Fiocruz iniciaram a construção do Plano de Enfrentamento da Covid-19 nas Favelas. A articulação respondeu à ausência de políticas públicas específicas no início da pandemia, que atingiu esses territórios de forma desigual e aprofundou vulnerabilidades históricas. O processo foi fortalecido com a aprovação, em agosto daquele ano, da Lei n. 8.972, de autoria da deputada estadual Renata Souza, que estabeleceu o repasse de R$ 20 milhões do Fundo Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) à Fiocruz, viabilizando, por meio da instituição, a implementação das ações previstas. O financiamento permitiu o lançamento, em 24 de março de 2021, de uma Chamada Pública estruturada em sete áreas de interesse — apoio social; comunicação e informação; saúde mental; proteção individual e coletiva; apoio à testagem, rastreamento e isolamento; educação; e promoção de territórios saudáveis e sustentáveis. Entre 2021 e 2023, a iniciativa se desdobrou em quatro convocações, apoiando projetos comunitários em diversas favelas do estado.


Vacina da AstraZeneca, versão indiana, produzida no Instituto Sérum (Covishield), jan.2021. Foto: Agência Brasília.
Em meio à expectativa pelo início da vacinação contra a Covid-19, a Fiocruz solicitou à Anvisa autorização para importar 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, ainda sem registro no Brasil, para uso emergencial. As doses, produzidas pelo Instituto Serum, na Índia, seriam submetidas a análises e controle de qualidade pela Fiocruz e à certificação da Anvisa antes de sua aplicação no Brasil.


Sepultamento no Cemitério Municipal de Duque de Caxias (RJ). Foto: Carlos Erbs Junior/Memorial digital da pandemia de Covid-19.
O número de vidas perdidas no Brasil chegou a 200.163, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o que manteve o país na segunda posição entre as nações com mais mortes registradas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Nessa data, foram registrados 1.120 óbitos em um dia. O presidente do Conass publicou carta ressaltando a importância da manutenção das medidas de prevenção e da aquisição de vacinas pelo Ministério da Saúde em quantidade suficiente para garantir o início da imunização da população.


Sepultamento no Cemitério Municipal de Duque de Caxias (RJ). Foto: Carlos Erbs Junior/Memorial digital da pandemia de Covid-19.
O número de vidas perdidas no Brasil chegou a 200.163, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o que manteve o país na segunda posição entre as nações com mais mortes registradas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Nessa data, foram registrados 1.120 óbitos em um dia. O presidente do Conass publicou carta ressaltando a importância da manutenção das medidas de prevenção e da aquisição de vacinas pelo Ministério da Saúde em quantidade suficiente para garantir o início da imunização da população.


Vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Foto: Governo do Estado de São Paulo.
O Instituto Butantan divulgou os resultados finais dos ensaios clínicos de fase 3 da vacina Coronavac no Brasil, etapa de testes em larga escala, com milhares de voluntários, destinada a avaliar a eficácia e a segurança do imunizante, conduzida no país em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech. O estudo apontou eficácia global de 50,38% na prevenção de casos sintomáticos de Covid-19, isto é, considerando todos os níveis de gravidade da doença, atendendo desse modo ao critério mínimo de eficácia de 50% estabelecido pela Organização Mundial da Saúde para vacinas contra a Covid-19. Os dados indicaram ainda níveis elevados de proteção contra casos moderados e graves da doença, incluindo a prevenção de hospitalizações. A divulgação ocorreu após apresentações parciais dos dados nos dias anteriores, o que gerou questionamentos na imprensa sobre a comunicação dos resultados, em meio aos debates sobre o início da vacinação no país. A conclusão dos estudos levou o Butantan a formalizar o pedido de uso emergencial da CoronaVac à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autorizou a aplicação do imunizante após exame dos resultados.


Vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Foto: Governo do Estado de São Paulo.
O Instituto Butantan divulgou os resultados finais dos ensaios clínicos de fase 3 da vacina Coronavac no Brasil, etapa de testes em larga escala, com milhares de voluntários, destinada a avaliar a eficácia e a segurança do imunizante, conduzida no país em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech. O estudo apontou eficácia global de 50,38% na prevenção de casos sintomáticos de Covid-19, isto é, considerando todos os níveis de gravidade da doença, atendendo desse modo ao critério mínimo de eficácia de 50% estabelecido pela Organização Mundial da Saúde para vacinas contra a Covid-19. Os dados indicaram ainda níveis elevados de proteção contra casos moderados e graves da doença, incluindo a prevenção de hospitalizações. A divulgação ocorreu após apresentações parciais dos dados nos dias anteriores, o que gerou questionamentos na imprensa sobre a comunicação dos resultados, em meio aos debates sobre o início da vacinação no país. A conclusão dos estudos levou o Butantan a formalizar o pedido de uso emergencial da CoronaVac à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autorizou a aplicação do imunizante após exame dos resultados.


Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia). Manaus (AM), mai. 2023. Foto: Rodrigo Méxas.
Pesquisadores do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), liderados pelo virologista Felipe Naveca, confirmaram a identificação da nova variante da linhagem SARS-CoV-2 B.1.1.28, mais tarde denominada P.1 (Gama), em circulação no Amazonas. A nota técnica publicada pelo grupo apontou múltiplas mutações na proteína spike do vírus e destacou a necessidade de estudos sobre sua transmissibilidade e possíveis impactos no cenário epidemiológico. Posteriormente, estudo realizado pelo grupo de Naveca em colaboração com pesquisadores no Amazonas e em outras regiões do país, publicado em maio de 2021 na revista científica Nature Medicine, apontou que a escalada da Covid-19 na região, a partir de janeiro daquele ano, podia ser compreendida como resultado do afrouxamento do isolamento social e do aparecimento da variante P.1, mais contagiosa.


Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia). Manaus (AM), mai. 2023. Foto: Rodrigo Méxas.
Pesquisadores do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), liderados pelo virologista Felipe Naveca, confirmaram a identificação da nova variante da linhagem SARS-CoV-2 B.1.1.28, mais tarde denominada P.1 (Gama), em circulação no Amazonas. A nota técnica publicada pelo grupo apontou múltiplas mutações na proteína spike do vírus e destacou a necessidade de estudos sobre sua transmissibilidade e possíveis impactos no cenário epidemiológico. Posteriormente, estudo realizado pelo grupo de Naveca em colaboração com pesquisadores no Amazonas e em outras regiões do país, publicado em maio de 2021 na revista científica Nature Medicine, apontou que a escalada da Covid-19 na região, a partir de janeiro daquele ano, podia ser compreendida como resultado do afrouxamento do isolamento social e do aparecimento da variante P.1, mais contagiosa.


Transferência de pacientes de Manaus (AM) para Teresina (PI). Manaus, 15 jan. 2021. Foto: Thiago Amaral/Amazônia Real.
Com o aumento das internações, o sistema de saúde de Manaus (AM) atingiu o limite de sua capacidade. Houve lotação nos hospitais, falta de oxigênio e mortes por asfixia, além do colapso do setor funerário. No dia 14 de janeiro, o Amazonas registrou 3.816 novos casos, o maior número desde o início da pandemia. Especialistas apontaram que a explosão de casos esteve associada a fatores como a flexibilização das medidas de contenção, as limitações estruturais do sistema de saúde na região e as desigualdades no acesso a serviços básicos. Posteriormente, verificou-se que a circulação da variante P.1 do vírus (ou variante Gama, como veio a ser conhecida), mais transmissível, contribuiu para o agravamento desse quadro complexo, marcado pela falta de coordenação federal na resposta à pandemia e pela promoção de medicamentos comprovadamente ineficazes pelo Ministério da Saúde.


Aplicativo TrateCov, lançado pelo Ministério da Saúde, 2021. Foto: Banco de Imagem da Casa Civil
Em 14 de janeiro, o Ministério da Saúde anunciou o lançamento do aplicativo TrateCov, apresentado como ferramenta de apoio a profissionais de saúde para o diagnóstico e a prescrição de medicamentos para a Covid-19. A plataforma permitia o registro de sintomas dos pacientes e fornecia orientações para o início do chamado “tratamento precoce”, com a indicação de substâncias, como a cloroquina e seu derivado, a hidroxicloroquina, que diferentes estudos reconhecidos pela comunidade científica internacional já apontavam como ineficazes. A iniciativa, que começou a ser implantada em Manaus em razão do agravamento da crise sanitária no Amazonas, integrou a estratégia da pasta para difundir o protocolo na atenção básica. A ação foi coordenada pela secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, que, em ofício de 11 de janeiro à secretaria municipal de saúde, recomendou a adoção do tratamento precoce como “forma de diminuir o número de internações e óbitos”. Poucos dias depois, após repercussão negativa na imprensa, o TrateCov foi retirado do ar. O aplicativo, bem como a promoção de medicamentos sem eficácia comprovada pelo Ministério da Saúde no período, viriam a ser objeto de investigação pelo Senado. Em seu relatório final, a CPI da pandemia concluiu que a promoção do “tratamento precoce” era uma das evidências a justificar o indiciamento de membros do governo federal, incluindo Bolsonaro, por crimes contra a saúde pública.


Aplicativo TrateCov, lançado pelo Ministério da Saúde, 2021. Foto: Banco de Imagem da Casa Civil
Em 14 de janeiro, o Ministério da Saúde anunciou o lançamento do aplicativo TrateCov, apresentado como ferramenta de apoio a profissionais de saúde para o diagnóstico e a prescrição de medicamentos para a Covid-19. A plataforma permitia o registro de sintomas dos pacientes e fornecia orientações para o início do chamado “tratamento precoce”, com a indicação de substâncias, como a cloroquina e seu derivado, a hidroxicloroquina, que diferentes estudos reconhecidos pela comunidade científica internacional já apontavam como ineficazes. A iniciativa, que começou a ser implantada em Manaus em razão do agravamento da crise sanitária no Amazonas, integrou a estratégia da pasta para difundir o protocolo na atenção básica. A ação foi coordenada pela secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, que, em ofício de 11 de janeiro à secretaria municipal de saúde, recomendou a adoção do tratamento precoce como “forma de diminuir o número de internações e óbitos”. Poucos dias depois, após repercussão negativa na imprensa, o TrateCov foi retirado do ar. O aplicativo, bem como a promoção de medicamentos sem eficácia comprovada pelo Ministério da Saúde no período, viriam a ser objeto de investigação pelo Senado. Em seu relatório final, a CPI da pandemia concluiu que a promoção do “tratamento precoce” era uma das evidências a justificar o indiciamento de membros do governo federal, incluindo Bolsonaro, por crimes contra a saúde pública.


Reunião dos diretores da Anvisa. Brasília (DF), 17 jan. 2021. Foto: Anvisa.
Em decisão unânime de sua diretoria colegiada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial das vacinas AstraZeneca/Oxford, que viria a ser produzida no Brasil pela Fiocruz, e CoronaVac, incorporada pelo Instituto Butantã. A autorização marcou um momento decisivo no enfrentamento da pandemia no Brasil, ao permitir o início da vacinação em caráter emergencial. A sessão foi transmitida ao vivo e acompanhada com grande expectativa por autoridades de saúde, especialistas e pela população.


O governador do Estado de São Paulo, João Doria, acompanha o início da campanha de vacinação contra a Covid-19, com a aplicação da primeira dose na enfermeira Mônica Calazans, do Hospital Emílio Ribas. São Paulo (SP), 17 jan. 2021. Foto: Governo do Estado de São Paulo
Em um evento simbólico que marcou o início da vacinação no Brasil, a enfermeira Mônica Calazans, mulher negra e profissional de saúde da zona leste de São Paulo (SP), foi a primeira pessoa no Brasil a receber a vacina, com uma dose do imunizante CoronaVac, em cerimônia no Instituto Butantan. Importada da fábrica da Sinovac, na China, a vacina foi aplicada minutos após a autorização emergencial do seu uso pela Anvisa. Ao antecipar-se ao início oficial do programa nacional de imunização, a ação do governador João Doria expressou a urgência na aplicação das vacinas e também as disputas políticas por protagonismo na corrida pela vacinação, gerando reações do Ministério da Saúde e do Governo Federal.


Daiane Ferreira, fundadora do Ballet Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 2018. Foto: Ana Maria Silva.

Daiane Ferreira, fundadora do Ballet Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 2018. Foto: Ana Maria Silva.
Aos 32 anos, Daiana Ferreira, criadora do projeto social Ballet Manguinhos, faleceu em decorrência da Covid-19. Fundado em 2012, o projeto oferecia aulas de balé clássico e atividades culturais a crianças e jovens do complexo de favelas de Manguinhos, bairro em que se situa a sede da Fiocruz no Rio de Janeiro. Suas atividades buscavam promover cidadania a partir da valorização da cultura e do combate às desigualdades de oportunidades. Parceira próxima da Fiocruz, Ferreira articulou campanhas de vacinação, ações de cooperação social e apoiou a implementação do projeto Conexão Saúde: de Olho na Covid. Sua morte expôs o peso desproporcional da crise sanitária sobre populações em situação de vulnerabilidade e representou uma perda significativa para as iniciativas comunitárias de saúde e cultura no território.


Daiane Ferreira, fundadora do Ballet Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 2018. Foto: Ana Maria Silva.

Daiane Ferreira, fundadora do Ballet Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 2018. Foto: Ana Maria Silva.
Aos 32 anos, Daiana Ferreira, criadora do projeto social Ballet Manguinhos, faleceu em decorrência da Covid-19. Fundado em 2012, o projeto oferecia aulas de balé clássico e atividades culturais a crianças e jovens do complexo de favelas de Manguinhos, bairro em que se situa a sede da Fiocruz no Rio de Janeiro. Suas atividades buscavam promover cidadania a partir da valorização da cultura e do combate às desigualdades de oportunidades. Parceira próxima da Fiocruz, Ferreira articulou campanhas de vacinação, ações de cooperação social e apoiou a implementação do projeto Conexão Saúde: de Olho na Covid. Sua morte expôs o peso desproporcional da crise sanitária sobre populações em situação de vulnerabilidade e representou uma perda significativa para as iniciativas comunitárias de saúde e cultura no território.


Cerimônia que deu início à vacinação no estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro (RJ), 18 jan. 2021. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.
O estado do Rio de Janeiro iniciou sua campanha de imunização contra a Covid-19 em uma cerimônia simbólica aos pés do Cristo Redentor. As primeiras pessoas vacinadas foram a técnica de enfermagem Dulcinéia da Silva Lopes e a idosa Teresinha da Conceição. O ato, de forte apelo visual, marcou o início da vacinação na cidade e reforçou sua importância como gesto coletivo de proteção e esperança em meio à crise sanitária.


Cerimônia que deu início à vacinação no estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro (RJ), 18 jan. 2021. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.
O estado do Rio de Janeiro iniciou sua campanha de imunização contra a Covid-19 em uma cerimônia simbólica aos pés do Cristo Redentor. As primeiras pessoas vacinadas foram a técnica de enfermagem Dulcinéia da Silva Lopes e a idosa Teresinha da Conceição. O ato, de forte apelo visual, marcou o início da vacinação na cidade e reforçou sua importância como gesto coletivo de proteção e esperança em meio à crise sanitária.


Usina de produção de oxigênio doada pela Fiocruz ao estado do Amazonas. 09 mar. 2021. Foto: Fiocruz.
Em meio ao colapso do sistema de saúde do Amazonas, o programa Unidos contra a Covid-19, da Fiocruz, distribuiu cinco usinas de produção de oxigênio para o estado. A iniciativa foi viabilizada com recursos doados por diversas empresas e instituições, como Todos pela Saúde, B3, MRS Logística, Unitedhealth Group Brasil, Ambev, BRF, Coca-Cola Brasil, Fundação BNP Paribas, Gruppo + Unidos, Magalu, Mercado Livre, Nestlé Brasil, Petrobras, Sesc, SulAmérica, WEG, Whirlpool, XP Inc. e Yamaha. Cada usina tinha capacidade de produzir cerca de 25 metros cúbicos de oxigênio por hora, o suficiente para abastecer uma unidade hospitalar com 12 leitos de UTI e 80 leitos de internação e pronto atendimento. Os equipamentos foram entregues à Secretaria de Saúde do Amazonas para distribuição entre hospitais da capital e do interior.


Usina de produção de oxigênio doada pela Fiocruz ao estado do Amazonas. 09 mar. 2021. Foto: Fiocruz.
Em meio ao colapso do sistema de saúde do Amazonas, o programa Unidos contra a Covid-19, da Fiocruz, distribuiu cinco usinas de produção de oxigênio para o estado. A iniciativa foi viabilizada com recursos doados por diversas empresas e instituições, como Todos pela Saúde, B3, MRS Logística, Unitedhealth Group Brasil, Ambev, BRF, Coca-Cola Brasil, Fundação BNP Paribas, Gruppo + Unidos, Magalu, Mercado Livre, Nestlé Brasil, Petrobras, Sesc, SulAmérica, WEG, Whirlpool, XP Inc. e Yamaha. Cada usina tinha capacidade de produzir cerca de 25 metros cúbicos de oxigênio por hora, o suficiente para abastecer uma unidade hospitalar com 12 leitos de UTI e 80 leitos de internação e pronto atendimento. Os equipamentos foram entregues à Secretaria de Saúde do Amazonas para distribuição entre hospitais da capital e do interior.


A auxiliar de serviços gerais Mara de Souza Silva, do Centro Hospitalar Covid-19 do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), foi a primeira trabalhadora da Fiocruz imunizada, com a vacina CoronaVac. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A auxiliar de serviços gerais Mara de Souza Silva, do Centro Hospitalar Covid-19 do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), uma das primeiras trabalhadoras da Fiocruz a receber a vacina contra a covid-19, aplicada por Ananza Tainá, coordenadora do Centro de Imunobiológicos Especiais do INI. À esquerda, Valdiléa Veloso, diretora do INI, e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A auxiliar de serviços gerais Mara de Souza Silva, do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, foi uma das primeiras trabalhadoras da Fiocruz a receber a vacina contra a covid-19. Ao seu lado direito, Valdiléa Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. Ao seu lado esquerdo, Ananza Tainá, coordenadora do Centro de Imunobiológicos Especiais do INI, e o enfermeiro Flávio de Carvalho, que aplicaram as vacinas naquele dia. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A auxiliar de serviços gerais Mara de Souza Silva, do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz, foi uma das primeiras trabalhadoras da Fiocruz a receber a vacina contra a covid-19. Ao seu lado direito, Valdiléa Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. Ao seu lado esquerdo, Ananza Tainá, coordenadora do Centro de Imunobiológicos Especiais do INI, e o enfermeiro Flávio de Carvalho, que aplicaram as vacinas naquele dia. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A auxiliar de serviços gerais Mara de Souza Silva, do Centro Hospitalar Covid-19 do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), foi uma das primeiras trabalhadoras da Fiocruz a receber a vacina contra a covid-19. Ao fundo, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A médica Celina Borga, a primeira profissional da Fiocruz a receber a vacina da covid-19 no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/Ensp). Ao seu lado, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e Hermano Castro, diretor da Escola Nacional de Saúde Sergio Arouca (ENSP)/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A médica Celina Borga, a primeira profissional a receber a vacina da Covid-19 no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/Ensp), cumprimenta a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. Ao fundo, Hermano Castro, diretor da Escola Nacional de Saúde Sergio Arouca (Ensp)/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Andréa da Luz Carvalho, coordenadora-geral de Gestão de Pessoas da Fiocruz (à esquerda), e Hermano Castro, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), com a médica Celina Borga (de óculos escuros) – a primeira profissional da Fiocruz a receber a vacina contra a covid-19 no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/Ensp). Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, dá entrevista ao Canal Saúde no dia em que teve início a vacinação de trabalhadores da fundação contra a covid-19, no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/Ensp). Ao seu lado, a médica Celina Borga, a primeira a receber a vacina, e Hermano Castro, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública. Próximo à porta, segundo uma sacola, Marco Menezes, Vice-Presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Profissional do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/Ensp) foi uma das primeiras trabalhadoras da Fiocruz a receber a vacina contra a covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Profissional do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/Ensp) foi uma das primeiras trabalhadoras da Fiocruz a receber a vacina contra a covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A médica Celina Borga, a primeira trabalhadora da Fiocruz a receber a vacina contra a covid-19, fala ao Canal Saúde, no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/Ensp). Ao seu lado esquerdo, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e Hermano Castro, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A médica Celina Borga, a primeira trabalhadora da Fiocruz a receber a vacina contra a covid-19 no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/Ensp), fala ao Canal Saúde. Ao seu lado esquerdo, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e Hermano Castro, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

O auxiliar de enfermagem José Luis Silva Santos foi um dos primeiros trabalhadores da Fiocruz a receber a vacina contra a covid-19, aplicada pelo enfermeiro Flávio de Carvalho. À esquerda, Valdiléa Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Ananza Tainá, coordenadora do Centro de Imunobiológicos Especiais do INI, e o enfermeiro Flávio de Carvalho, que aplicaram as vacinas nos primeiros trabalhadores da Fiocruz a serem imunizados. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Profissional de saúde do Centro Hospitalar Covid-19 da Fiocruz é vacinada por Ananza Tainá, coordenadora do Centro de Imunobiológicos Especiais do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Vacinação de profissionais do Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Valdilea Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, acompanha a atividade de vacinação dos primeiros trabalhadores da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 20 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz começou a imunizar seus profissionais contra a Covid-19, priorizando aqueles que atuavam diretamente no atendimento a pacientes. As primeiras doses da vacina CoronaVac foram aplicadas em Mara de Souza Silva, auxiliar de serviços gerais, e José Luís Silva Santos, auxiliar de enfermagem, do Centro Hospitalar Covid-19, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fiocruz. No mesmo dia, foram vacinados também trabalhadores do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca/Fiocruz. A presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima, acompanhou a aplicação das primeiras doses em um evento que simbolizou a proteção dos trabalhadores da linha de frente e reafirmou o papel da ciência e do SUS no enfrentamento da pandemia.


Chegada, na Base Aérea do Galeão, de duas milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca importadas do Instituto Sérum, da Índia, para uso emergencial no Brasil. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, durante pronunciamento oficial na Base Aérea do Galeão. Na imagem estão os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, e o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Aeronave que transportou as duas milhões de doses da vacina importadas do Instituto Sérum, da Índia, para uso emergencial no Brasil, na Base Aérea do Galeão. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Chegada na Base Aérea do Galeão de duas milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, importadas do Instituto Sérum, da Índia, para uso emergencial no Brasil. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Pronunciamento da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, na chegada das primeiras doses da vacina de Oxford/AstraZeneca na Base Aérea do Galeão, importadas do Instituto Sérum, da Índia, para uso emergencial no Brasil. Ao fundo, da esquerda para a direita: Eduardo Pazuello, ministro da Saúde; Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores; e Suresh K. Reddy, embaixador da Índia no Brasil.Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Chegada das primeiras doses da vacina na Base Aérea do Galeão, importadas da fábrica da AstraZeneca da Índia para uso emergencial no Brasil. Da esquerda para a direita: Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Eduardo Pazuello, ministro da Saúde; Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, e Suresh K. Reddy, embaixador da Índia no Brasil. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Caminhão responsável pelo transporte das vacinas saindo da Base Aérea do Galeão, com o apoio da Polícia Federal. Nesta imagem, é possível identificar três militares. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Escolta da polícia federal durante o transporte, para a Fiocruz, das primeiras doses da vacina importadas da fábrica da AstraZeneca da Índia para uso emergencial no Brasil. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Chegada, na Fiocruz, do caminhão transportando as primeiras doses da vacina importadas do Instituto Sérum, fábrica da AstraZeneca na Índia, para uso emergencial no Brasil. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
Após uma semana de atraso e intensa pressão diplomática sobre a Índia, o Brasil recebeu 2 milhões de doses prontas da vacina AstraZeneca/Oxford, produzidas pelo Instituto Serum, para uso emergencial. A entrega, prevista para meados de janeiro, foi viabilizada por articulações da Fiocruz com apoio do Itamaraty e da Embaixada do Brasil em Nova Délhi. O atraso gerou críticas à diplomacia do Governo Federal, acusada de fragilizar relações com parceiros estratégicos, como Índia e China, em plena pandemia. Vindas do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, as doses foram recebidas na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e pelos ministros Eduardo Pazuello e Ernesto Araújo, além do embaixador da Índia no Brasil, do Suresh K. Reddy. Em seguida, as vacinas foram levadas à sede da Fiocruz, onde passaram por procedimentos de análise, controle de qualidade e etiquetagem, sendo posteriormente enviadas ao Ministério da Saúde para distribuição pelo Programa Nacional de Imunizações.


Chegada, na Base Aérea do Galeão, de duas milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca importadas do Instituto Sérum, da Índia, para uso emergencial no Brasil. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, durante pronunciamento oficial na Base Aérea do Galeão. Na imagem estão os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, e o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Aeronave que transportou as duas milhões de doses da vacina importadas do Instituto Sérum, da Índia, para uso emergencial no Brasil, na Base Aérea do Galeão. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Chegada na Base Aérea do Galeão de duas milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, importadas do Instituto Sérum, da Índia, para uso emergencial no Brasil. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Pronunciamento da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, na chegada das primeiras doses da vacina de Oxford/AstraZeneca na Base Aérea do Galeão, importadas do Instituto Sérum, da Índia, para uso emergencial no Brasil. Ao fundo, da esquerda para a direita: Eduardo Pazuello, ministro da Saúde; Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores; e Suresh K. Reddy, embaixador da Índia no Brasil.Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Chegada das primeiras doses da vacina na Base Aérea do Galeão, importadas da fábrica da AstraZeneca da Índia para uso emergencial no Brasil. Da esquerda para a direita: Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Eduardo Pazuello, ministro da Saúde; Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, e Suresh K. Reddy, embaixador da Índia no Brasil. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Caminhão responsável pelo transporte das vacinas saindo da Base Aérea do Galeão, com o apoio da Polícia Federal. Nesta imagem, é possível identificar três militares. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Escolta da polícia federal durante o transporte, para a Fiocruz, das primeiras doses da vacina importadas da fábrica da AstraZeneca da Índia para uso emergencial no Brasil. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Chegada, na Fiocruz, do caminhão transportando as primeiras doses da vacina importadas do Instituto Sérum, fábrica da AstraZeneca na Índia, para uso emergencial no Brasil. Rio de Janeiro (RJ), 22 jan. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
Após uma semana de atraso e intensa pressão diplomática sobre a Índia, o Brasil recebeu 2 milhões de doses prontas da vacina AstraZeneca/Oxford, produzidas pelo Instituto Serum, para uso emergencial. A entrega, prevista para meados de janeiro, foi viabilizada por articulações da Fiocruz com apoio do Itamaraty e da Embaixada do Brasil em Nova Délhi. O atraso gerou críticas à diplomacia do Governo Federal, acusada de fragilizar relações com parceiros estratégicos, como Índia e China, em plena pandemia. Vindas do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, as doses foram recebidas na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e pelos ministros Eduardo Pazuello e Ernesto Araújo, além do embaixador da Índia no Brasil, do Suresh K. Reddy. Em seguida, as vacinas foram levadas à sede da Fiocruz, onde passaram por procedimentos de análise, controle de qualidade e etiquetagem, sendo posteriormente enviadas ao Ministério da Saúde para distribuição pelo Programa Nacional de Imunizações.


O médico Estevão Portela, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, foi a primeira pessoa a receber a vacina Oxford/AstraZeneca no Brasil, durante cerimônia na Fiocruz (campus de Manguinhos). Da direita para a esquerda, Valdiléa Veloso, diretora do INI, e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Chegada, na Fiocruz (campus de Manguinhos), de caminhão com doses da vacina Oxford/AstraZeneca importadas da Índia para distribuição ao Ministério da Saúde. Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Pronunciamento de Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, na cerimônia que marcou a chegada e a liberação das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca na Fiocruz, importadas da Índia, para o Ministério da Saúde. Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

O médico Estevão Portela, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz, recebe dose da vacina Oxford/AstraZeneca. Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Profissional de saúde recebe dose da vacina Oxford/AstraZeneca, na Fiocruz (campus de Manguinhos). Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Profissional de saúde recebe dose da vacina Oxford/AstraZeneca. Da direita para a esquerda: Valdiléa Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/INI/Fiocruz, e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz (campus de Manguinhos). Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Profissional de saúde recebe dose da vacina Oxford/AstraZeneca, na Fiocruz (campus de Manguinhos). Da direita para a esquerda: Valdiléa Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/INI/Fiocruz, e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A médica pneumologista Margareth Dalcolmo (Centro de Referência Professor Helio Fraga/Fiocruz) recebe dose da vacina Oxford/AstraZeneca, na Fiocruz (campus de Manguinhos). Da direita para a esquerda, Valdiléa Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/INI/Fiocruz, e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz (campus de Manguinhos). Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A médica Sarah Ananda Gomes, coordenadora da equipe de Cuidados Paliativos no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte (MG), onde participou das comissões de crise de Covid-19, também foi vacinada durante a cerimônia. Nesta imagem, a médica apresenta seu cartão de vacinação. Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, discursa na cerimônia de liberação das primeiras doses da vacina de Oxford/AstraZEeneca, importadas da Índia, ao Ministério da Saúde. Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, discursa na cerimônia de liberação das primeiras doses da vacina de Oxford/AstraZEeneca, importadas da Índia, ao Ministério da Saúde. Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz (ao centro); Sue Ann Clemens, pesquisadora de Oxford que coordenou os ensaios clínicos da vacina no Brasil; e Mauricio Zuma Medeiros, diretor de Bio-Manguinhos (fábrica de vacinas da Fiocruz), na cerimônia de liberação das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Ministério da Saúde, realizada na Fiocruz (campus de Manguinhos). Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 2021. Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Mauricio Zuma Medeiros, diretor de Bio-Manguinhos (fábrica de vacinas da Fiocruz), na cerimônia de liberação das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Ministério da Saúde, realizada na Fiocruz (campus de Manguinhos). Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Cardeal Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro, na cerimônia de liberação das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Ministério da Saúde, realizada na Fiocruz (campus de Manguinhos). Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, na cerimônia de liberação das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Ministério da Saúde, realizada na Fiocruz (campus de Manguinhos). Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Carlos Alberto Chaves, secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, na cerimônia de liberação das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Ministério da Saúde, realizada na Fiocruz (campus de Manguinhos). Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Deputado Federal Doutor Luizinho, presidente da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara dos Deputados, na cerimônia de liberação das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Ministério da Saúde, realizada na Fiocruz (campus de Manguinhos). Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Cônsul-geral da Índia, Leonardo Ananda, na cerimônia de liberação das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Ministério da Saúde, realizada na Fiocruz (campus de Manguinhos). Rio de Janeiro (RJ), 23 de janeiro de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
Após chegarem à Fiocruz no dia 22 de janeiro, as 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, provenientes do Instituto Serum na Índia,passaram por checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português. Em cerimônia que marcou a entrega da primeira remessa de imunizantes ao Ministério da Saúde, profissionais de saúde e pesquisadores da Fundação foram vacinados, entre eles a médica pneumologista Margareth Dalcolmo. O primeiro a receber a dose foi o médico Estevão Portela, pesquisador do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) e coordenador do estudo Solidariedade, da OMS, no Brasil. Ainda no dia 23, as primeiras doses foram enviadas ao Ministério da Saúde para distribuição aos estados por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI).


Chegada do primeiro lote de IFA da vacina AstraZeneca, vindo de Wuxi (China), à Base Aérea do Galeão. Rio de Janeiro (RJ), 06 fev. 2021. Foto: Rio Galeão.
A Fiocruz recebeu da fábrica da AstraZeneca de Wuxi, na China, o primeiro lote do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) - componente principal da vacina, contendo o material genético do vírus - para processamento final no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz. Esse processamento se dá em várias fases: formulação/preparo para envase, envase (em frascos, bisnagas e seringas), inspeção (checagem dos frascos envasados, avaliando volume, aspecto, integridade do frasco e das tampas), rotulagem e embalagem, controle de qualidade do produto final e distribuição ao Ministério da Saúde. O lote continha cerca de 90 litros de IFA (armazenados a -55 °C de temperatura), quantidade suficiente para a produção de 2,8 milhões de doses. A partir de junho, a Fiocruz iria produzir o próprio IFA, marcando o início do processo de transferência da tecnologia, de modo que a vacina pudesse ser produzida em todas as suas fases no país.


Chegada do primeiro lote de IFA da vacina AstraZeneca, vindo de Wuxi (China), à Base Aérea do Galeão. Rio de Janeiro (RJ), 06 fev. 2021. Foto: Rio Galeão.
A Fiocruz recebeu da fábrica da AstraZeneca de Wuxi, na China, o primeiro lote do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) - componente principal da vacina, contendo o material genético do vírus - para processamento final no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz. Esse processamento se dá em várias fases: formulação/preparo para envase, envase (em frascos, bisnagas e seringas), inspeção (checagem dos frascos envasados, avaliando volume, aspecto, integridade do frasco e das tampas), rotulagem e embalagem, controle de qualidade do produto final e distribuição ao Ministério da Saúde. O lote continha cerca de 90 litros de IFA (armazenados a -55 °C de temperatura), quantidade suficiente para a produção de 2,8 milhões de doses. A partir de junho, a Fiocruz iria produzir o próprio IFA, marcando o início do processo de transferência da tecnologia, de modo que a vacina pudesse ser produzida em todas as suas fases no país.


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No Dia Estadual de Mobilização pelo Enfrentamento da Pandemia nas Favelas, no Rio de Janeiro, a campanha Se liga no Corona! lançou novos materiais sobre a vacinação contra a Covid-19. Disponibilizados em diversos formatos, como áudios e radionovelas, os conteúdos abordaram dúvidas frequentes sobre as vacinas e integraram a segunda fase da iniciativa, intitulada “Ainda não acabou!”, que reforçou a importância de manter as medidas de prevenção mesmo com o início da imunização. Em um segundo momento, em julho de 2021, a campanha voltaria a divulgar conteúdos sonoros e visuais para redes sociais e aplicativos de mensagens enfatizando a importância da conclusão do ciclo vacinal, da continuidade do uso de máscaras e da prevenção mesmo após a vacinação. As peças também esclareceram dúvidas sobre eficácia, possíveis reações aos imunizantes e casos assintomáticos da doença, além de apresentarem informações sobre as diferentes vacinas utilizadas no país. Em 09 de setembro de 2021, diante do aumento na ocupação de leitos e da subida de óbitos e internações entre os mais jovens, mesmo após o início da vacinação, a campanha organizou uma mobilização para distribuir máscaras em quatro favelas do Rio de Janeiro.


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No Dia Estadual de Mobilização pelo Enfrentamento da Pandemia nas Favelas, no Rio de Janeiro, a campanha Se liga no Corona! lançou novos materiais sobre a vacinação contra a Covid-19. Disponibilizados em diversos formatos, como áudios e radionovelas, os conteúdos abordaram dúvidas frequentes sobre as vacinas e integraram a segunda fase da iniciativa, intitulada “Ainda não acabou!”, que reforçou a importância de manter as medidas de prevenção mesmo com o início da imunização. Em um segundo momento, em julho de 2021, a campanha voltaria a divulgar conteúdos sonoros e visuais para redes sociais e aplicativos de mensagens enfatizando a importância da conclusão do ciclo vacinal, da continuidade do uso de máscaras e da prevenção mesmo após a vacinação. As peças também esclareceram dúvidas sobre eficácia, possíveis reações aos imunizantes e casos assintomáticos da doença, além de apresentarem informações sobre as diferentes vacinas utilizadas no país. Em 09 de setembro de 2021, diante do aumento na ocupação de leitos e da subida de óbitos e internações entre os mais jovens, mesmo após o início da vacinação, a campanha organizou uma mobilização para distribuir máscaras em quatro favelas do Rio de Janeiro.
Vacinação de idosos no Centro de Convivência do Idoso da Cidade Nova, Padre Vignola. Manaus (AM), 1 mar. 2021. Foto: Raphael Alves/Amazônia Real.
Cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Cuiabá interromperam a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19 devido à escassez de estoques, enquanto outros municípios enfrentavam desabastecimento. Em nota, a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) cobrou do Ministério da Saúde um cronograma de entrega dos imunizantes e apontou “sucessivos equívocos do Governo Federal na coordenação do enfrentamento à Covid-19”.
Vacinação de idosos no Centro de Convivência do Idoso da Cidade Nova, Padre Vignola. Manaus (AM), 1 mar. 2021. Foto: Raphael Alves/Amazônia Real.
Cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Cuiabá interromperam a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19 devido à escassez de estoques, enquanto outros municípios enfrentavam desabastecimento. Em nota, a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) cobrou do Ministério da Saúde um cronograma de entrega dos imunizantes e apontou “sucessivos equívocos do Governo Federal na coordenação do enfrentamento à Covid-19”.


Governadores Renato Casagrande (ES), Flávio Dino (MA), Eduardo Leite (RS) e João Dória (SP), em audiência pública remota da comissão de acompanhamento das medidas contra a Covid-19. Reprodução/TV Senado.
Em reunião virtual com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, governadores de diferentes estados cobraram um cronograma detalhado de entrega das vacinas, diante da interrupção da campanha de imunização em várias cidades. O governador do Piauí, Wellington Dias, destacou que, após um mês do início da vacinação, apenas cerca de 3% da população brasileira havia sido imunizada. A pressão refletiu a crescente insatisfação com a lentidão na distribuição dos imunizantes pelo Governo Federal.


Governadores Renato Casagrande (ES), Flávio Dino (MA), Eduardo Leite (RS) e João Dória (SP), em audiência pública remota da comissão de acompanhamento das medidas contra a Covid-19. Reprodução/TV Senado.
Em reunião virtual com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, governadores de diferentes estados cobraram um cronograma detalhado de entrega das vacinas, diante da interrupção da campanha de imunização em várias cidades. O governador do Piauí, Wellington Dias, destacou que, após um mês do início da vacinação, apenas cerca de 3% da população brasileira havia sido imunizada. A pressão refletiu a crescente insatisfação com a lentidão na distribuição dos imunizantes pelo Governo Federal.


Frascos das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, fev. 2021. Foto: Arne Müseler /Wikimedia Commons.
Estudo realizado na Escócia, envolvendo 99% da população do país e publicado na revista The Lancet em formato preprint, apontou que uma única dose das vacinas Pfizer ou AstraZeneca reduzia significativamente o risco de hospitalização por Covid-19 — em 85% e 94%, respectivamente. Os estudos sobre efetividade de vacinas têm por objetivo avaliar o desempenho dos imunizantes “no mundo real”, depois de iniciada sua aplicação em massa, diferentemente dos estudos de eficácia, realizados a partir de ensaios clínicos controlados. Especialistas da Fiocruz destacaram que os resultados do estudo escocês reforçavam a capacidade das vacinas de oferecer proteção contra a Covid-19, reduzindo principalmente as chances de casos graves e hospitalizações.


Foto: Itamar Crispim/Fiocruz.
Pesquisadores do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) desenvolveram um novo protocolo de RT-PCR que, ao confirmar a infecção pelo SARS-CoV-2, indica se a pessoa foi contaminada por uma das três variantes de preocupação em circulação no país. A técnica, que poderia ser usada nos laboratórios de saúde pública do país, ampliaria a capacidade de vigilância genômica no Brasil, permitindo a triagem rápida das variantes de maior importância e o aumento do número de amostras analisadas diariamente.


Foto: Itamar Crispim/Fiocruz.
Pesquisadores do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) desenvolveram um novo protocolo de RT-PCR que, ao confirmar a infecção pelo SARS-CoV-2, indica se a pessoa foi contaminada por uma das três variantes de preocupação em circulação no país. A técnica, que poderia ser usada nos laboratórios de saúde pública do país, ampliaria a capacidade de vigilância genômica no Brasil, permitindo a triagem rápida das variantes de maior importância e o aumento do número de amostras analisadas diariamente.


Divulgação do curso sobre cuidado domiciliar de pessoas idosas. 25 fev. 2021.
A Fiocruz lançou o Curso de Atualização sobre o Cuidado Domiciliar de Pessoas Idosas na Pandemia de Covid-19, iniciativa on-line e gratuita voltada a cuidadores remunerados e familiares. O curso integrou o projeto “Cuidando de quem cuida”, desenvolvido pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) em parceria com a Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o objetivo de qualificar o cuidado e fortalecer as redes de apoio a pessoas idosas durante a crise sanitária.


Divulgação do curso sobre cuidado domiciliar de pessoas idosas. 25 fev. 2021.
A Fiocruz lançou o Curso de Atualização sobre o Cuidado Domiciliar de Pessoas Idosas na Pandemia de Covid-19, iniciativa on-line e gratuita voltada a cuidadores remunerados e familiares. O curso integrou o projeto “Cuidando de quem cuida”, desenvolvido pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) em parceria com a Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o objetivo de qualificar o cuidado e fortalecer as redes de apoio a pessoas idosas durante a crise sanitária.


UTI no Hospital Geral de Itapecerica da Serra (SP), 12 mar. 2021. Foto: Gustavo Basso / Wikimedia Commons.
Em carta aberta divulgada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), os secretários estaduais alertaram que o Brasil vivia o pior momento da pandemia, com risco iminente de colapso simultâneo das redes pública e privada de saúde em todo o país. O documento cobrava medidas nacionais urgentes mais rígidas em todo o país, como toque de recolher, fechamento de bares e praias, suspensão de atividades presenciais não essenciais e aceleração da vacinação. A nota evidenciou a saturação dos leitos de UTI em diversos estados e a falta de coordenação federal no enfrentamento da crise sanitária. Os dados sobre esse aumento na taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 vinham sendo produzidos pelo Observatório Covid-19 da Fiocruz, mediante coleta semanais junto às secretarias estaduais de saúde, e tiveram ampla divulgação pública.


UTI no Hospital Geral de Itapecerica da Serra (SP), 12 mar. 2021. Foto: Gustavo Basso / Wikimedia Commons.
Em carta aberta divulgada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), os secretários estaduais alertaram que o Brasil vivia o pior momento da pandemia, com risco iminente de colapso simultâneo das redes pública e privada de saúde em todo o país. O documento cobrava medidas nacionais urgentes mais rígidas em todo o país, como toque de recolher, fechamento de bares e praias, suspensão de atividades presenciais não essenciais e aceleração da vacinação. A nota evidenciou a saturação dos leitos de UTI em diversos estados e a falta de coordenação federal no enfrentamento da crise sanitária. Os dados sobre esse aumento na taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 vinham sendo produzidos pelo Observatório Covid-19 da Fiocruz, mediante coleta semanais junto às secretarias estaduais de saúde, e tiveram ampla divulgação pública.


Sede da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, Suíça. Foto: Yann Forget
A Organização Mundial da Saúde lançou recomendação a países e profissionais de saúde contra o uso da hidroxicloroquina, variante da cloroquina, como medida preventiva para a Covid-19. Publicada na revista The BMJ, a orientação baseou-se em seis estudos clínicos, que reuniram mais de 6 mil participantes e demonstraram ausência de benefício na redução de infecções, hospitalizações ou mortes. As evidências também apontaram para maior probabilidade de efeitos adversos, o que levou à interrupção do uso do medicamento nos testes. A OMS recomendou ainda que os cientistas concentrassem esforços no estudo de outras formas de intervenção terapêutica, consideradas efetivamente promissoras, indicando que a hidroxicloroquina deixasse de ser prioridade nas pesquisas. Apesar das evidências reunidas pela comunidade científica internacional, a droga seguiu sendo defendida publicamente no Brasil pelo então presidente da República como parte do chamado “tratamento precoce”.


Corte da capa do Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, relativo à semana de 21 de fevereiro a 6 de março de 2021.
O Observatório Covid-19 da Fiocruz chamou atenção para o avanço das variantes de preocupação em várias regiões do Brasil, principalmente da variante P.1 (Gama) nos estados do Sul, Sudeste e Nordeste. O informe destacou que a disseminação de variantes mais transmissíveis, somada à alta circulação de pessoas, favorecia o aumento acelerado de novos casos de Covid-19 no país. Na ocasião, a médica da Fiocruz Margareth Dalcolmo alertou para a gravidade da situação e declarou: “teremos o março mais triste de nossas vidas”.


Corte da capa do Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, relativo à semana de 21 de fevereiro a 6 de março de 2021.
O Observatório Covid-19 da Fiocruz chamou atenção para o avanço das variantes de preocupação em várias regiões do Brasil, principalmente da variante P.1 (Gama) nos estados do Sul, Sudeste e Nordeste. O informe destacou que a disseminação de variantes mais transmissíveis, somada à alta circulação de pessoas, favorecia o aumento acelerado de novos casos de Covid-19 no país. Na ocasião, a médica da Fiocruz Margareth Dalcolmo alertou para a gravidade da situação e declarou: “teremos o março mais triste de nossas vidas”.


Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de lançamento das autorizações ferroviárias – Setembro Ferroviário. Brasília (DF), 02 set. 2021. Foto: Alan Santos/PR/Wikimedia Commons.
Durante visita ao interior de Goiás, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar as medidas de contenção da Covid-19 adotadas por governadores e a minimizar a gravidade da pandemia, reiterando que restrições à circulação de pessoas comprometeriam a atividade econômica: “chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”. Bolsonaro ainda sugeriu que decisões quanto a medidas sanitárias como o lockdown deveriam caber a ele, e não a prefeitos e governadores. As declarações ocorreram em discurso durante a inauguração de um trecho ferroviário, no mesmo dia em que o Brasil superou a marca de 1.700 mortes registradas em 24 horas — um dos piores índices desde o início da pandemia.


Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de lançamento das autorizações ferroviárias – Setembro Ferroviário. Brasília (DF), 02 set. 2021. Foto: Alan Santos/PR/Wikimedia Commons.
Durante visita ao interior de Goiás, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar as medidas de contenção da Covid-19 adotadas por governadores e a minimizar a gravidade da pandemia, reiterando que restrições à circulação de pessoas comprometeriam a atividade econômica: “chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”. Bolsonaro ainda sugeriu que decisões quanto a medidas sanitárias como o lockdown deveriam caber a ele, e não a prefeitos e governadores. As declarações ocorreram em discurso durante a inauguração de um trecho ferroviário, no mesmo dia em que o Brasil superou a marca de 1.700 mortes registradas em 24 horas — um dos piores índices desde o início da pandemia.


Reunião com Embaixador do Reino Unido no Brasil para discutir questões relacionadas à transferência de tecnologia para produção, pela Fiocruz, da vacina Oxford/AstraZeneca. Da esquerda para a direita: Sue Ann Clemens, diretora do Grupo de Vacinas Oxford-Brasil; Maurício Zuma, diretor de Bio-Manguinhos; Liz Davidson, vice-chefe de Missão da Embaixada; Embaixador do Reino Unido no Brasil. Peter Wilson; e Simon Wood, Cônsul Geral do Reino Unido no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 05 mar. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.

Reunião com Embaixador do Reino Unido no Brasil para discutir questões relacionadas à transferência de tecnologia para produção, pela Fiocruz, da vacina Oxford/AstraZeneca. Da esquerda para a direita: Liz Davidson, vice-chefe de Missão da Embaixada; o embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson; Maria Inês Fernandes, assessora da presidência da Fiocruz; Ilka Vilardo, assessora de Cooperação Internacional do Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS) da Fiocruz; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Sue Ann Clemens, diretora do Grupo de Vacinas Oxford-Brasil; Valber Frutuoso, assessor para Relações Institucionais da Presidência da Fiocruz; Simon Wood, Consul Geral do Reino Unido no Rio de Janeiro; Mauricio Zuma, diretor de Bio-Manguinhos; e Luana Bermudez, do Centro de Relações Internacionais da Fiocruz. Rio de Janeiro, 05 mar. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.

Reunião com Embaixador do Reino Unido no Brasil para discutir questões relacionadas à transferência de tecnologia para produção, pela Fiocruz, da vacina Oxford/AstraZeneca. Ao centro, a presidente da Fiocruz Nísia Trindade Lima assina contrato para recebimento de 3,8 milhões de doses prontas da vacina Oxford-AstraZeneca pela Iniciativa Covax. Da esquerda para a direita: Luana Bermudez, do Centro de Relações Internacionais da Fiocruz; Maria Inês Fernandes (de preto), assessora da presidência; Simon Wood, Consul Geral do Reino Unido no Rio de Janeiro; Marco Aurelio Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz; Mario Moreira, vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz; Ilka Vilardo, assessora de Cooperação Internacional do Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS) da Fiocruz; Valber Frutuoso, assessor para Relações Institucionais da Presidência; Sue Ann Clemens, diretora do Grupo de Vacinas Oxford-Brasil; Mauricio Zuma, diretor de Bio-Manguinhos; Liz Davidson, vice-chefe de Missão da Embaixada; e o embaixador do Reino Unido no Brasil. Peter Wilson. Rio de Janeiro, 05 mar. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.

Reunião com Embaixador do Reino Unido no Brasil para discutir questões relacionadas à transferência de tecnologia para produção, pela Fiocruz, da vacina Oxford/AstraZeneca. À cabeceira da mesa, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. Ao seu lado esquerdo, o embaixador do Reino Unido no Brasil Peter Wilson. Rio de Janeiro (rj), 05 mar. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz recebeu o embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson, para uma reunião com a presidente Nísia Trindade Lima e visita à fábrica de Bio-Manguinhos, onde era produzida a vacina contra a Covid-19. O encontro reafirmou a parceria entre a instituição, a Universidade de Oxford e a AstraZeneca, apoiada pela Embaixada Britânica desde o início do processo de prospecção que levaria à escolha, pela Fiocruz, do imunizante desenvolvido por aquela universidade. Na ocasião, também foi assinado o contrato para o recebimento de 3,8 milhões de doses prontas da vacina Oxford/AstraZeneca por meio da Iniciativa Covax, coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), consórcio ao qual o governo brasileiro havia aderido em setembro de 2020, confiando à Fiocruz a responsabilidade técnica pela verificação da integridade e da qualidade dos lotes. Apesar do processo então em curso de preparação para a incorporação da tecnologia de produção da vacina Oxford/AstraZeneca, o contrato, garantido uma maior quantidade de doses imediatamente disponíveis, buscava atender à demanda urgente pelo avanço rápido da vacinação no país.


Reunião com Embaixador do Reino Unido no Brasil para discutir questões relacionadas à transferência de tecnologia para produção, pela Fiocruz, da vacina Oxford/AstraZeneca. Da esquerda para a direita: Sue Ann Clemens, diretora do Grupo de Vacinas Oxford-Brasil; Maurício Zuma, diretor de Bio-Manguinhos; Liz Davidson, vice-chefe de Missão da Embaixada; Embaixador do Reino Unido no Brasil. Peter Wilson; e Simon Wood, Cônsul Geral do Reino Unido no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 05 mar. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.

Reunião com Embaixador do Reino Unido no Brasil para discutir questões relacionadas à transferência de tecnologia para produção, pela Fiocruz, da vacina Oxford/AstraZeneca. Da esquerda para a direita: Liz Davidson, vice-chefe de Missão da Embaixada; o embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson; Maria Inês Fernandes, assessora da presidência da Fiocruz; Ilka Vilardo, assessora de Cooperação Internacional do Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS) da Fiocruz; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Sue Ann Clemens, diretora do Grupo de Vacinas Oxford-Brasil; Valber Frutuoso, assessor para Relações Institucionais da Presidência da Fiocruz; Simon Wood, Consul Geral do Reino Unido no Rio de Janeiro; Mauricio Zuma, diretor de Bio-Manguinhos; e Luana Bermudez, do Centro de Relações Internacionais da Fiocruz. Rio de Janeiro, 05 mar. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.

Reunião com Embaixador do Reino Unido no Brasil para discutir questões relacionadas à transferência de tecnologia para produção, pela Fiocruz, da vacina Oxford/AstraZeneca. Ao centro, a presidente da Fiocruz Nísia Trindade Lima assina contrato para recebimento de 3,8 milhões de doses prontas da vacina Oxford-AstraZeneca pela Iniciativa Covax. Da esquerda para a direita: Luana Bermudez, do Centro de Relações Internacionais da Fiocruz; Maria Inês Fernandes (de preto), assessora da presidência; Simon Wood, Consul Geral do Reino Unido no Rio de Janeiro; Marco Aurelio Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz; Mario Moreira, vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz; Ilka Vilardo, assessora de Cooperação Internacional do Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS) da Fiocruz; Valber Frutuoso, assessor para Relações Institucionais da Presidência; Sue Ann Clemens, diretora do Grupo de Vacinas Oxford-Brasil; Mauricio Zuma, diretor de Bio-Manguinhos; Liz Davidson, vice-chefe de Missão da Embaixada; e o embaixador do Reino Unido no Brasil. Peter Wilson. Rio de Janeiro, 05 mar. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.

Reunião com Embaixador do Reino Unido no Brasil para discutir questões relacionadas à transferência de tecnologia para produção, pela Fiocruz, da vacina Oxford/AstraZeneca. À cabeceira da mesa, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. Ao seu lado esquerdo, o embaixador do Reino Unido no Brasil Peter Wilson. Rio de Janeiro (rj), 05 mar. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz recebeu o embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson, para uma reunião com a presidente Nísia Trindade Lima e visita à fábrica de Bio-Manguinhos, onde era produzida a vacina contra a Covid-19. O encontro reafirmou a parceria entre a instituição, a Universidade de Oxford e a AstraZeneca, apoiada pela Embaixada Britânica desde o início do processo de prospecção que levaria à escolha, pela Fiocruz, do imunizante desenvolvido por aquela universidade. Na ocasião, também foi assinado o contrato para o recebimento de 3,8 milhões de doses prontas da vacina Oxford/AstraZeneca por meio da Iniciativa Covax, coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), consórcio ao qual o governo brasileiro havia aderido em setembro de 2020, confiando à Fiocruz a responsabilidade técnica pela verificação da integridade e da qualidade dos lotes. Apesar do processo então em curso de preparação para a incorporação da tecnologia de produção da vacina Oxford/AstraZeneca, o contrato, garantido uma maior quantidade de doses imediatamente disponíveis, buscava atender à demanda urgente pelo avanço rápido da vacinação no país.


Senadores da Comissão da Covid-19 ouviram os governadores em reunião remota. 11 mar. 2021. Foto: Reprodução TV Senado.
Diante da escalada de casos e mortes por Covid-19 e do colapso de redes hospitalares em diversos estados, governadores de 23 unidades da federação e do Distrito Federal iniciaram uma articulação conjunta no âmbito do Fórum Nacional de Governadores para definir medidas coordenadas de enfrentamento. Sem coordenação federal, o grupo buscou construir um pacto nacional para a adoção de restrições entre 8 e 14 de março de 2021, incluindo a suspensão de eventos públicos, além de defender a aceleração da vacinação em todo o país.


Senadores da Comissão da Covid-19 ouviram os governadores em reunião remota. 11 mar. 2021. Foto: Reprodução TV Senado.
Diante da escalada de casos e mortes por Covid-19 e do colapso de redes hospitalares em diversos estados, governadores de 23 unidades da federação e do Distrito Federal iniciaram uma articulação conjunta no âmbito do Fórum Nacional de Governadores para definir medidas coordenadas de enfrentamento. Sem coordenação federal, o grupo buscou construir um pacto nacional para a adoção de restrições entre 8 e 14 de março de 2021, incluindo a suspensão de eventos públicos, além de defender a aceleração da vacinação em todo o país.


Produção de vacinas em Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ). Foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz
Após breve paralisação provocada por problema técnico no processo de lacre de um dos lotes, os dirigentes da Fiocruz anunciaram que o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) daria início à produção em larga escala da vacina Oxford/AstraZeneca, com previsão de até 1 milhão de doses por dia, utilizando Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) importado. O anúncio foi feito durante visita do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que se reuniu com dirigentes da Fiocruz e o governador do Piauí, Wellington Dias, representante do Fórum Nacional de Governadores. O início da produção local representou um passo importante rumo à posterior incorporação plena da tecnologia, que permitiria à Fiocruz realizar todas as etapas de fabricação no país, inclusive a fabricação do IFA.


Cemitério de Manaus (AM) na véspera do Dia das Mães. 08 mai. 2021. Fotos: Valdo Leão / Semcom. Fotos Públicas.
Pela primeira vez desde o início da pandemia, o Brasil registrou mais de 2 mil mortes por covid-19 em 24 horas, atingindo, neste dia, 2.349 óbitos, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa reunidos junto às secretarias estaduais de saúde. O número representou um aumento de cerca de 20% em relação ao recorde do dia anterior e consolidou o país como o segundo com mais mortes diárias no mundo. O aumento foi observado em um momento de superlotação das UTIs, escassez de insumos hospitalares e propagação de variantes mais transmissíveis do vírus. Quinze dias depois, em 25 de março, o país alcançaria a marca assombrosa de 300 mil mortos pela doença.


Cemitério de Manaus (AM) na véspera do Dia das Mães. 08 mai. 2021. Fotos: Valdo Leão / Semcom. Fotos Públicas.
Pela primeira vez desde o início da pandemia, o Brasil registrou mais de 2 mil mortes por covid-19 em 24 horas, atingindo, neste dia, 2.349 óbitos, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa reunidos junto às secretarias estaduais de saúde. O número representou um aumento de cerca de 20% em relação ao recorde do dia anterior e consolidou o país como o segundo com mais mortes diárias no mundo. O aumento foi observado em um momento de superlotação das UTIs, escassez de insumos hospitalares e propagação de variantes mais transmissíveis do vírus. Quinze dias depois, em 25 de março, o país alcançaria a marca assombrosa de 300 mil mortos pela doença.


Vacina Oxford/AstraZeneca produzida em Bio-Manguinhos. Foto: Rodrigo Pereira.
A Anvisa concedeu o registro definitivo à vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19, autorizando sua produção em Bio-Manguinhos/Fiocruz. A partir do dia 17 de março, a Fiocruz passou a entregar ao Ministério da Saúde não mais as doses prontas importadas da Índia, mas vacinas produzidas em sua fábrica, ainda que com base na utilização de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado. O registro representou uma etapa decisiva na consolidação da vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz no Programa Nacional de Imunizações, abrindo caminho para a posterior produção do imunizante no Brasil em todas as suas fases, incluindo a fabricação do próprio IFA, o que aconteceria a partir de julho de 2021.


Vacina Oxford/AstraZeneca produzida em Bio-Manguinhos. Foto: Rodrigo Pereira.
A Anvisa concedeu o registro definitivo à vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19, autorizando sua produção em Bio-Manguinhos/Fiocruz. A partir do dia 17 de março, a Fiocruz passou a entregar ao Ministério da Saúde não mais as doses prontas importadas da Índia, mas vacinas produzidas em sua fábrica, ainda que com base na utilização de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado. O registro representou uma etapa decisiva na consolidação da vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz no Programa Nacional de Imunizações, abrindo caminho para a posterior produção do imunizante no Brasil em todas as suas fases, incluindo a fabricação do próprio IFA, o que aconteceria a partir de julho de 2021.


Evolução das taxas de ocupação de leitos de UTI de covid-19 para adultos no Brasil no período de 17/07/2020 a 15/03/2021, produzida pelo Observatório Covid-19 da Fiocruz. 17 mar. 2021.
O Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 da Fiocruz apontou uma situação de colapso sanitário e hospitalar sem precedentes no Brasil. Dados oficiais indicaram que 24 estados e o Distrito Federal apresentavam ocupação de leitos de UTI para adultos com Covid-19 igual ou superior a 80%, e que 15 dessas unidades ultrapassavam os 90%. Nas capitais, 25 das 27 cidades registravam ocupação acima de 80%, e 19 delas superavam 90%. Pesquisadores classificaram o cenário como o mais crítico já registrado no país, em meio a um novo recorde diário de mortes pela doença. Esses dados, apresentados em uma sequência de mapas com gradações crescentes de vermelho, indicando níveis cada vez maiores de alerta, foram amplamente veiculados na imprensa como evidência do agravamento da pandemia.


Vacina Oxford/AstraZeneca produzida em Bio-Manguinhos/Fiocruz. Foto: Rodrigo Pereira.
A Fiocruz entregou o primeiro lote de vacinas Oxford/AstraZeneca formuladas e envasadas no Brasil, na fábrica de vacinas da instituição (Bio-Manguinhos), ainda a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado da China. Cerca de 500 mil doses foram enviadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), inaugurando um cronograma de entregas semanais. A cerimônia, realizada no campus da instituição, no Rio de Janeiro, marcou o início da produção nacional em larga escala e consolidou a Fiocruz como parceira estratégica do PNI. Participaram do evento a presidente da instituição, Nísia Trindade Lima, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o cardiologista Marcelo Queiroga — que assumiria o ministério dias depois — e o cardeal Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, que abençoou as vacinas.


Presidente Bolsonaro em audiência com o presidente da Pfizer. Brasília (DF), 14 jun. 2021. Foto: Isac Nóbrega/PR / Fotos Públicas.
Em negociações consideradas tardias, o Ministério da Saúde assinou contratos com as farmacêuticas Pfizer/BioNTech e Janssen (Johnson & Johnson) para aquisição de 138 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 — sendo 100 milhões da Pfizer e 38 milhões da Janssen. As entregas estavam previstas para ocorrer ao longo de 2021, concentradas no segundo semestre. O investimento total foi estimado em quase R$ 8 bilhões, sendo R$ 5,63 bilhões destinados à Pfizer e R$ 2,139 bilhões à Janssen, em contratos firmados sem licitação devido à urgência sanitária. O anúncio ocorreu sob forte pressão social e política diante da escalada de casos, recordes de óbitos diários e da iminente troca de comando no Ministério da Saúde. Como revelou posteriormente a CPI da Covid, farmacêuticas como a Pfizer fizeram inúmeras tentativas de contato com o governo Bolsonaro em 2020 para a oferta de vacinas que ficaram sem resposta na ocasião.


Presidente Bolsonaro em audiência com o presidente da Pfizer. Brasília (DF), 14 jun. 2021. Foto: Isac Nóbrega/PR / Fotos Públicas.
Em negociações consideradas tardias, o Ministério da Saúde assinou contratos com as farmacêuticas Pfizer/BioNTech e Janssen (Johnson & Johnson) para aquisição de 138 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 — sendo 100 milhões da Pfizer e 38 milhões da Janssen. As entregas estavam previstas para ocorrer ao longo de 2021, concentradas no segundo semestre. O investimento total foi estimado em quase R$ 8 bilhões, sendo R$ 5,63 bilhões destinados à Pfizer e R$ 2,139 bilhões à Janssen, em contratos firmados sem licitação devido à urgência sanitária. O anúncio ocorreu sob forte pressão social e política diante da escalada de casos, recordes de óbitos diários e da iminente troca de comando no Ministério da Saúde. Como revelou posteriormente a CPI da Covid, farmacêuticas como a Pfizer fizeram inúmeras tentativas de contato com o governo Bolsonaro em 2020 para a oferta de vacinas que ficaram sem resposta na ocasião.


Ilustração da estrutura do SARS-CoV-2. Imagem: Center for Disease Control’s Public Health Image Library. Fonte: Pexels.
A Rede Genômica da Fiocruz detectou, por meio de análises genéticas do SARS-CoV-2, novas alterações na proteína spike — estrutura responsável pela ligação do vírus às células humanas. Essas mutações, identificadas em amostras de sete estados brasileiros, chamaram atenção por se assemelharem às observadas em variantes mais transmissíveis. Embora as mudanças não configurassem, naquele momento, uma nova variante, o estudo reforçou a importância da vigilância genômica contínua para acompanhar a evolução do vírus e orientar ações de saúde pública.


Ilustração da estrutura do SARS-CoV-2. Imagem: Center for Disease Control’s Public Health Image Library. Fonte: Pexels.
A Rede Genômica da Fiocruz detectou, por meio de análises genéticas do SARS-CoV-2, novas alterações na proteína spike — estrutura responsável pela ligação do vírus às células humanas. Essas mutações, identificadas em amostras de sete estados brasileiros, chamaram atenção por se assemelharem às observadas em variantes mais transmissíveis. Embora as mudanças não configurassem, naquele momento, uma nova variante, o estudo reforçou a importância da vigilância genômica contínua para acompanhar a evolução do vírus e orientar ações de saúde pública.


O indicado ao Ministério da Saúde, o médico Marcelo Queiroga, e o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. 16 mar. 2021. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / Fotos Públicas.
O cardiologista Marcelo Queiroga tomou posse como ministro da Saúde em cerimônia reservada no Palácio do Planalto, substituindo Eduardo Pazuello. A mudança buscou conferir maior legitimidade técnica à pasta e responder às críticas sobre a gestão do governo federal durante a pandemia. Ao assumir o cargo, Queiroga defendeu a ampliação da vacinação, mas, em conformidade com as posições de Jair Bolsonaro, descartou a adoção de medidas rígidas como o lockdown. O relatório final da CPI da Covid, de outubro de 2021, pediu indiciamento dos dois ex-ocupantes da pasta, além do então presidente, por crimes relacionados à má gestão da crise sanitária.


Captura de tela da live de lançamento da Chamada Pública para Apoio a Ações Emergenciais de Enfrentamento à Covid-19 nas favelas do Rio de Janeiro. 24 mar. 2021.
A Chamada Pública de Apoio a Ações Emergenciais de Enfrentamento à Covid-19 nas Favelas do Rio de Janeiro contou com cerca de R$ 20 milhões, repassados pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) à Fiocruz. A iniciativa foi o resultado de um esforço interinstitucional envolvendo universidades (UFRJ, UERJ, PUC-Rio), associações científicas (SBPC, ABRASCO), sindicatos, profissionais da área da saúde e organizações baseadas em favelas, que em abril de 2020 iniciaram a construção do Plano de Enfrentamento da Covid-19 nas Favelas. O repasse dos recursos, provenientes de fundo especial da Alerj, foi garantido pela Lei n. 8.972, de autoria da deputada estadual Renata Souza. A chamada previu a seleção de até 140 projetos, com foco em sete áreas de interesse (Apoio social; Comunicação e Informação; Saúde mental; Proteção individual e coletiva; Apoio à testagem, rastreamentos e isolamento; Educação; e Promoção de Territórios Saudáveis e Sustentáveis), e buscou fortalecer a participação social mediante ações territoriais voltadas à mitigação dos impactos sanitários, sociais e econômicos da pandemia.


Captura de tela da live de lançamento da Chamada Pública para Apoio a Ações Emergenciais de Enfrentamento à Covid-19 nas favelas do Rio de Janeiro. 24 mar. 2021.
A Chamada Pública de Apoio a Ações Emergenciais de Enfrentamento à Covid-19 nas Favelas do Rio de Janeiro contou com cerca de R$ 20 milhões, repassados pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) à Fiocruz. A iniciativa foi o resultado de um esforço interinstitucional envolvendo universidades (UFRJ, UERJ, PUC-Rio), associações científicas (SBPC, ABRASCO), sindicatos, profissionais da área da saúde e organizações baseadas em favelas, que em abril de 2020 iniciaram a construção do Plano de Enfrentamento da Covid-19 nas Favelas. O repasse dos recursos, provenientes de fundo especial da Alerj, foi garantido pela Lei n. 8.972, de autoria da deputada estadual Renata Souza. A chamada previu a seleção de até 140 projetos, com foco em sete áreas de interesse (Apoio social; Comunicação e Informação; Saúde mental; Proteção individual e coletiva; Apoio à testagem, rastreamentos e isolamento; Educação; e Promoção de Territórios Saudáveis e Sustentáveis), e buscou fortalecer a participação social mediante ações territoriais voltadas à mitigação dos impactos sanitários, sociais e econômicos da pandemia.


Da esquerda para a direita: ex-ministro de Estado da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; senador Omar Aziz (PSD-AM), senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e senador Renan Calheiros (MDB-AL), respectivamente presidente, vice-presidente e relator da CPI da pandemia. Brasília (DF), 04 mai. 2021. Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons.
O Senado Federal instaurou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 para apurar ações e omissões do governo federal durante a pandemia, incluindo a crise do oxigênio de Manaus, a disseminação de notícias falsas, a demora na compra de vacinas e a promoção de tratamentos ineficazes. O estabelecimento da CPI foi resultado da articulação de parlamentares de oposição e partidos independentes e atendeu a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), dando início ao processo formal de investigação. Em seu relatório final, a CPI pediu o indiciamento de 78 pessoas e duas empresas, incluindo o presidente Jair Bolsonaro e os ministros da Saúde Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga, por crimes ligados à gestão irregular e a omissões na resposta à crise sanitária.


Manifestação contra o governo de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão na cidade de Blumenau (SC), 29 mai. 2021. Foto: Alebasi24 / Wikimedia Commons.
Centrais sindicais e movimentos populares ligados à Frente Brasil Popular, à Frente Povo Sem Medo, ao MST e a outros grupos promoveram o Dia Nacional de Luta e Conscientização com o slogan “Vacina no braço, comida no prato”. As manifestações, que ganharam força em maio e junho, reivindicaram vacinas para toda a população pelo SUS e o restabelecimento do auxílio emergencial de R$ 600,00 até o fim da pandemia. Com adesão em diversas cidades, as ações incluíram colagem de cartazes, vigílias públicas e mobilizações nas redes sociais.


Manifestação contra o governo de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão na cidade de Blumenau (SC), 29 mai. 2021. Foto: Alebasi24 / Wikimedia Commons.
Centrais sindicais e movimentos populares ligados à Frente Brasil Popular, à Frente Povo Sem Medo, ao MST e a outros grupos promoveram o Dia Nacional de Luta e Conscientização com o slogan “Vacina no braço, comida no prato”. As manifestações, que ganharam força em maio e junho, reivindicaram vacinas para toda a população pelo SUS e o restabelecimento do auxílio emergencial de R$ 600,00 até o fim da pandemia. Com adesão em diversas cidades, as ações incluíram colagem de cartazes, vigílias públicas e mobilizações nas redes sociais.


Homens usam máscaras de proteção facial em ônibus na cidade de Udupi, Karnakata, na Índia. Foto: Arjun Kulal / Pexels.
A Índia enfrentou, em abril de 2021, um agravamento abrupto da pandemia e o colapso sanitário com a explosão de casos de Covid-19 provocada pela variante Delta (B.1.617.2). Em 23 de abril, o país bateu recordes mundiais de infecções pelo segundo dia consecutivo, registrando 332.730 novos casos em 24 horas. A escassez de oxigênio e leitos levou hospitais ao colapso e crematórios a funcionarem sem interrupção. A tragédia provocou mobilização internacional, com diversos países enviando ajuda emergencial.


Homens usam máscaras de proteção facial em ônibus na cidade de Udupi, Karnakata, na Índia. Foto: Arjun Kulal / Pexels.
A Índia enfrentou, em abril de 2021, um agravamento abrupto da pandemia e o colapso sanitário com a explosão de casos de Covid-19 provocada pela variante Delta (B.1.617.2). Em 23 de abril, o país bateu recordes mundiais de infecções pelo segundo dia consecutivo, registrando 332.730 novos casos em 24 horas. A escassez de oxigênio e leitos levou hospitais ao colapso e crematórios a funcionarem sem interrupção. A tragédia provocou mobilização internacional, com diversos países enviando ajuda emergencial.


Caixas da vacina Oxford/AstraZeneca produzidas em Bio-Manguinhos/Fiocruz. Foto: Rodrigo Pereira.
A Fiocruz entregou cerca de 5,2 milhões de vacinas Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), atingindo o acumulado de quase 20 milhões de doses fornecidas desde o início das remessas. O marco refletiu o fortalecimento da capacidade produtiva da instituição no terceiro mês de operação em larga escala.


Centro Henrique Penna, Bio-Manguinhos/Fiocruz. Foto: Talita Wodtke.
Representantes da Anvisa realizaram uma semana de inspeções no Centro Henrique Penna, unidade do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), para verificar as condições técnico-operacionais da planta onde seria produzido o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina contra a Covid-19. A visita fez parte do processo de incorporação tecnológica que permitiria a produção totalmente nacionalizada do imunizante, a partir de janeiro de 2022.


Centro Henrique Penna, Bio-Manguinhos/Fiocruz. Foto: Talita Wodtke.
Representantes da Anvisa realizaram uma semana de inspeções no Centro Henrique Penna, unidade do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), para verificar as condições técnico-operacionais da planta onde seria produzido o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina contra a Covid-19. A visita fez parte do processo de incorporação tecnológica que permitiria a produção totalmente nacionalizada do imunizante, a partir de janeiro de 2022.


Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida em Manaus (AM). Foto: Fotos Públicas.
O Brasil ultrapassou a marca de 400 mil mortes pela Covid-19, somando 401.417 óbitos desde o início da pandemia. Foram registradas 3.074 mortes em 24 horas, com média móvel de 2.523 por dia, além de 69.079 novos casos. No mesmo dia, pesquisadores do Observatório Covid-19 Fiocruz alertaram, em entrevista ao Jornal Nacional, para a gravidade da situação e o risco de aumento exponencial de casos, reforçando a urgência de medidas de contenção. Segundo as análises do período, o número de óbitos no Brasil dobrava em média a cada cinco dias, aproximando-se do ritmo de progressão da doença nos EUA, no topo entre os países com a maior quantidade de vidas perdidas.


Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida em Manaus (AM). Foto: Fotos Públicas.
O Brasil ultrapassou a marca de 400 mil mortes pela Covid-19, somando 401.417 óbitos desde o início da pandemia. Foram registradas 3.074 mortes em 24 horas, com média móvel de 2.523 por dia, além de 69.079 novos casos. No mesmo dia, pesquisadores do Observatório Covid-19 Fiocruz alertaram, em entrevista ao Jornal Nacional, para a gravidade da situação e o risco de aumento exponencial de casos, reforçando a urgência de medidas de contenção. Segundo as análises do período, o número de óbitos no Brasil dobrava em média a cada cinco dias, aproximando-se do ritmo de progressão da doença nos EUA, no topo entre os países com a maior quantidade de vidas perdidas.


Presidente da República, Jair Bolsonaro na rampa do Palácio do Planalto. Brasília (DF), 14 mai. 2020. Foto: Alan Santos/PR Wikimedia commons.
Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar governadores e prefeitos pelas medidas de restrição implementadas para conter o avanço da Covid-19. As declarações ocorreram no mesmo dia em que o país ultrapassou 400 mil mortes registradas pela doença. Bolsonaro ironizou a adoção de lockdowns e sugeriu que os estados financiassem seus próprios auxílios emergenciais.


Presidente da República, Jair Bolsonaro na rampa do Palácio do Planalto. Brasília (DF), 14 mai. 2020. Foto: Alan Santos/PR Wikimedia commons.
Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar governadores e prefeitos pelas medidas de restrição implementadas para conter o avanço da Covid-19. As declarações ocorreram no mesmo dia em que o país ultrapassou 400 mil mortes registradas pela doença. Bolsonaro ironizou a adoção de lockdowns e sugeriu que os estados financiassem seus próprios auxílios emergenciais.


Ator Paulo Gustavo no programa 220 Volts. 09 nov. 2019. Foto:Humor Multishow/Wikimedia Commons.
Após mais de 50 dias de internação, o ator Paulo Gustavo morreu aos 42 anos, vítima da Covid-19. Ícone do humor nacional, sua morte gerou grande comoção e simbolizou a dimensão humana das perdas em um momento de agravamento da crise sanitária. A Fiocruz e diversas figuras públicas manifestaram pesar.


Ator Paulo Gustavo no programa 220 Volts. 09 nov. 2019. Foto:Humor Multishow/Wikimedia Commons.
Após mais de 50 dias de internação, o ator Paulo Gustavo morreu aos 42 anos, vítima da Covid-19. Ícone do humor nacional, sua morte gerou grande comoção e simbolizou a dimensão humana das perdas em um momento de agravamento da crise sanitária. A Fiocruz e diversas figuras públicas manifestaram pesar.


Representação de partículas do vírus SARS-CoV-2. Crédito: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIH), 2020 / Flickr.
A Organização Mundial da Saúde declarou que a variante Delta (B.1.617.2), identificada pela primeira vez na Índia, passou a ser considerada uma “variante de preocupação” (variant of concern - VOC). A decisão se baseou em evidências de que ela se espalhava com muito mais facilidade, podia reduzir a proteção do sistema imunológico e estava associada a quadros mais graves, aumentando o risco de hospitalizações. Essas características fizeram da Delta uma ameaça significativa à saúde pública global.


Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, aplicando a vacina AstraZeneca. Botucatu (SP), 17 mai. 2021. Foto: Ministério da Saúde.
Mais de 63 mil moradores de Botucatu, em São Paulo, foram vacinados em um único dia como parte de um estudo inovador sobre a efetividade da vacina Oxford/AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fiocruz. Além da vacinação em massa, o estudo incluiu a testagem da população e o sequenciamento genético das amostras, permitindo analisar o desempenho da vacina frente às diferentes variantes do coronavírus. A pesquisa contou com a colaboração da Prefeitura de Botucatu, Universidade de Oxford, AstraZeneca, Fundação Gates e Universidade Estadual Paulista (Unesp). Na ocasião, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibilizou cerca de 80 mil doses do imunizante fabricado pela Fiocruz.


Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, aplicando a vacina AstraZeneca. Botucatu (SP), 17 mai. 2021. Foto: Ministério da Saúde.
Mais de 63 mil moradores de Botucatu, em São Paulo, foram vacinados em um único dia como parte de um estudo inovador sobre a efetividade da vacina Oxford/AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fiocruz. Além da vacinação em massa, o estudo incluiu a testagem da população e o sequenciamento genético das amostras, permitindo analisar o desempenho da vacina frente às diferentes variantes do coronavírus. A pesquisa contou com a colaboração da Prefeitura de Botucatu, Universidade de Oxford, AstraZeneca, Fundação Gates e Universidade Estadual Paulista (Unesp). Na ocasião, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibilizou cerca de 80 mil doses do imunizante fabricado pela Fiocruz.


A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima (ao centro), recebe a visita do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (a seu lado direito); do Presidente da Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (à direita deste); e do Presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira (à esquerda de Lima). Também estiveram presentes ao encontro, pelo Ministério da Saúde, a nova secretária de Enfrentamento à Covid-19, Luana Araújo; o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Sérgio Okane; e o superintendente do órgão no Rio de Janeiro, George da Silva Divério. Pelo Ministério da Economia, o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura, Gustavo Ene, e o secretário Especial de Produtividade, Carlos Alexandre Costa. Pela Fiocruz também participaram o Vice-Presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mário Moreira; o Vice-Presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger; o Diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Maurício Zuma; a Diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Valdiléa Veloso; e o Chefe de Gabinete da Presidência da Fiocruz, Juliano Lima. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita à Fiocruz do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; do Presidente da Federação de Industrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf; e do Presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira (à esquerda de Lima). Também estiveram presentes ao encontro, pelo Ministério da Saúde, a nova secretária de Enfrentamento à Covid-19, Luana Araújo; e o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Sergio Okane; e o superintende do órgão no Rio de Janeiro, George da Silva Divério. Pelo Ministério da Economia, o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura, Gustavo Ene, e o secretário Especial de Produtividade, Carlos Alexandre Costa. Pela Fiocruz também participaram o Vice-Presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira; o Vice-Presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger; o Diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Maurício Zuma; a Diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Valdiléa Veloso; e o Chefe de Gabinete da Presidência da Fiocruz, Juliano Lima. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.Foto: Peter Ilicciev. Acervo CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e a nova secretária de enfrentamento à covid-19 do Ministério da Saúde, Luana Araújo, na Casa de Chá, na Fiocruz. Ao centro da imagem. O ministro da Saúde Marcelo Queiroga e, à sua esquerda, o Presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz recebeu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e os presidentes da Fiesp, Paulo Skaf, e da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, para uma reunião sobre as ações de enfrentamento à Covid-19 e visita a Bio-Manguinhos, onde era produzida a vacina da instituição. O encontro discutiu possibilidades de cooperação com o setor industrial e reconheceu o papel da Fiocruz na produção de vacinas e em outras frentes da pandemia. Diante da escassez mundial de insumos, os representantes da indústria se colocaram à disposição da Fundação, caso isso se fizesse necessário, para fornecer apoio nas articulações internacionais tendo em vista a obtenção de recursos para a fabricação dos imunizantes, como o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). Na ocasião, a presidente Nísia Trindade Lima apresentou os principais eixos da atuação da instituição e ressaltou a importância de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde como base estratégica para o desenvolvimento nacional.


A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima (ao centro), recebe a visita do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (a seu lado direito); do Presidente da Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (à direita deste); e do Presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira (à esquerda de Lima). Também estiveram presentes ao encontro, pelo Ministério da Saúde, a nova secretária de Enfrentamento à Covid-19, Luana Araújo; o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Sérgio Okane; e o superintendente do órgão no Rio de Janeiro, George da Silva Divério. Pelo Ministério da Economia, o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura, Gustavo Ene, e o secretário Especial de Produtividade, Carlos Alexandre Costa. Pela Fiocruz também participaram o Vice-Presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mário Moreira; o Vice-Presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger; o Diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Maurício Zuma; a Diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Valdiléa Veloso; e o Chefe de Gabinete da Presidência da Fiocruz, Juliano Lima. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita à Fiocruz do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; do Presidente da Federação de Industrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf; e do Presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira (à esquerda de Lima). Também estiveram presentes ao encontro, pelo Ministério da Saúde, a nova secretária de Enfrentamento à Covid-19, Luana Araújo; e o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Sergio Okane; e o superintende do órgão no Rio de Janeiro, George da Silva Divério. Pelo Ministério da Economia, o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura, Gustavo Ene, e o secretário Especial de Produtividade, Carlos Alexandre Costa. Pela Fiocruz também participaram o Vice-Presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira; o Vice-Presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger; o Diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Maurício Zuma; a Diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Valdiléa Veloso; e o Chefe de Gabinete da Presidência da Fiocruz, Juliano Lima. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.Foto: Peter Ilicciev. Acervo CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e a nova secretária de enfrentamento à covid-19 do Ministério da Saúde, Luana Araújo, na Casa de Chá, na Fiocruz. Ao centro da imagem. O ministro da Saúde Marcelo Queiroga e, à sua esquerda, o Presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira. Rio de Janeiro (RJ), 17 mai. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz recebeu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e os presidentes da Fiesp, Paulo Skaf, e da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, para uma reunião sobre as ações de enfrentamento à Covid-19 e visita a Bio-Manguinhos, onde era produzida a vacina da instituição. O encontro discutiu possibilidades de cooperação com o setor industrial e reconheceu o papel da Fiocruz na produção de vacinas e em outras frentes da pandemia. Diante da escassez mundial de insumos, os representantes da indústria se colocaram à disposição da Fundação, caso isso se fizesse necessário, para fornecer apoio nas articulações internacionais tendo em vista a obtenção de recursos para a fabricação dos imunizantes, como o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). Na ocasião, a presidente Nísia Trindade Lima apresentou os principais eixos da atuação da instituição e ressaltou a importância de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde como base estratégica para o desenvolvimento nacional.


Vacinação no Parque da Cidade Sarah Kubitschek. Brasília (DF), 23 mar. 2021. Foto: Roque de Sá/Agência Senado/Flickr.
O Ministério da Saúde anunciou que o país havia alcançado a marca de 90 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 distribuídas a estados e municípios desde o início da campanha nacional de imunização, em janeiro de 2021. O número refletia o avanço gradual da logística de entrega, ainda em meio a pressões por maior regularidade no fornecimento e aceleração da vacinação.


Vacinação no Parque da Cidade Sarah Kubitschek. Brasília (DF), 23 mar. 2021. Foto: Roque de Sá/Agência Senado/Flickr.
O Ministério da Saúde anunciou que o país havia alcançado a marca de 90 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 distribuídas a estados e municípios desde o início da campanha nacional de imunização, em janeiro de 2021. O número refletia o avanço gradual da logística de entrega, ainda em meio a pressões por maior regularidade no fornecimento e aceleração da vacinação.


Aplicativo TikTok em smartphone. Foto: Solen Feyissa/Flickr, licença CC BY-SA 2.0.
A plataforma TikTok lançou uma iniciativa voltada ao combate à desinformação sobre a Covid-19, em parceria com a Fiocruz, a ONU Brasil, o Instituto Butantan, o movimento Todos pelas Vacinas e outras instituições de saúde. A ação reuniu conteúdos verificados, orientações sobre vacinas e medidas preventivas, com o objetivo de ampliar o alcance de informações confiáveis nas redes sociais. Especialistas da Fiocruz ficaram à disposição da plataforma para apoiar a elaboração do material informativo.


Aplicativo TikTok em smartphone. Foto: Solen Feyissa/Flickr, licença CC BY-SA 2.0.
A plataforma TikTok lançou uma iniciativa voltada ao combate à desinformação sobre a Covid-19, em parceria com a Fiocruz, a ONU Brasil, o Instituto Butantan, o movimento Todos pelas Vacinas e outras instituições de saúde. A ação reuniu conteúdos verificados, orientações sobre vacinas e medidas preventivas, com o objetivo de ampliar o alcance de informações confiáveis nas redes sociais. Especialistas da Fiocruz ficaram à disposição da plataforma para apoiar a elaboração do material informativo.


Envase da Vacina Astrazeneca/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ). Foto: Bernardo Portella
A Fiocruz anunciou a interrupção temporária do envase da vacina Oxford/AstraZeneca devido à escassez do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), importado da China. Poucos dias antes, o Instituto Butantan também havia suspendido a fabricação da CoronaVac pela mesma razão. A demora na chegada do IFA foi atribuída a alta demanda global, entraves burocráticos nas licenças de exportação e desgastes diplomáticos do governo Bolsonaro com a China. O envase foi retomado pela Fiocruz em 25 de maio após a chegada de um novo lote de insumos.


Envase da Vacina Astrazeneca/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ). Foto: Bernardo Portella
A Fiocruz anunciou a interrupção temporária do envase da vacina Oxford/AstraZeneca devido à escassez do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), importado da China. Poucos dias antes, o Instituto Butantan também havia suspendido a fabricação da CoronaVac pela mesma razão. A demora na chegada do IFA foi atribuída a alta demanda global, entraves burocráticos nas licenças de exportação e desgastes diplomáticos do governo Bolsonaro com a China. O envase foi retomado pela Fiocruz em 25 de maio após a chegada de um novo lote de insumos.


Captura de tela do canal oficial da Câmara dos Deputados no Youtube da reunião técnica da comissão de enfrentamento à Covid-19. 20 mai. 2021.
O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, participou de audiência pública da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara dos Deputados. O encontro reuniu representantes do Instituto Butantan, do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para discutir os impactos do atraso na liberação do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) pela China, essencial para a produção de vacinas no país. Segundo representantes do Ministério da Saúde, a demora estava relacionada à alta demanda mundial pela matéria-prima. O atraso interrompeu temporariamente a produção das vacinas Oxford/AstraZeneca e CoronaVac no país e gerou incertezas quanto ao cronograma de recebimento dos insumos pelo Butantan, que indicou na ocasião a falta de previsão para a chegada de parte substantiva do IFA encomendado. O episódio provocou tensões entre o governo federal e o governo de São Paulo e reascendeu debates públicos sobre suas causas, como os possíveis efeitos dos atritos diplomáticos com a China durante o governo Bolsonaro. Enquanto o Butantan e integrantes do governo paulista associaram a demora na liberação do IFA ao desgaste nas relações entre os dois países, representantes do governo federal negaram conflito diplomático e atribuíram o problema a gargalos burocráticos e à elevada demanda internacional pelos insumos.


Captura de tela do canal oficial da Câmara dos Deputados no Youtube da reunião técnica da comissão de enfrentamento à Covid-19. 20 mai. 2021.
O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, participou de audiência pública da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara dos Deputados. O encontro reuniu representantes do Instituto Butantan, do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para discutir os impactos do atraso na liberação do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) pela China, essencial para a produção de vacinas no país. Segundo representantes do Ministério da Saúde, a demora estava relacionada à alta demanda mundial pela matéria-prima. O atraso interrompeu temporariamente a produção das vacinas Oxford/AstraZeneca e CoronaVac no país e gerou incertezas quanto ao cronograma de recebimento dos insumos pelo Butantan, que indicou na ocasião a falta de previsão para a chegada de parte substantiva do IFA encomendado. O episódio provocou tensões entre o governo federal e o governo de São Paulo e reascendeu debates públicos sobre suas causas, como os possíveis efeitos dos atritos diplomáticos com a China durante o governo Bolsonaro. Enquanto o Butantan e integrantes do governo paulista associaram a demora na liberação do IFA ao desgaste nas relações entre os dois países, representantes do governo federal negaram conflito diplomático e atribuíram o problema a gargalos burocráticos e à elevada demanda internacional pelos insumos.


Vacinação em Olinda, abr. 2021. Foto: Arquimedes Santos/Prefeitura de Olinda/Wikimedia commons.
Quatro meses após o início da campanha nacional, o Brasil atingiu 42.539.769 de pessoas vacinadas com a primeira dose: o equivalente a pouco mais de 20% da população. Além disso, já contávamos com quase 21 milhões de pessoas totalmente imunizadas com duas doses: quase 10% dos brasileiros. O avanço ocorreu em um momento marcado por atrasos na produção, causados pela falta do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nas principais plantas produtivas do país, da Fiocruz e do Instituto Butantan. A situação começou a se normalizar na última semana de maio, com a chegada de novas remessas de IFA vindas da China, permitindo a retomada gradual da produção.


Recorte da capa do Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, relativo à semana de 16 a 29 de maio de 2021.
Pesquisa da Rede Genômica Fiocruz e instituições parceiras, publicada na revista Nature Medicine, mostrou que o aumento de casos de Covid-19 no Amazonas e as sucessivas substituições de linhagens do vírus foram impulsionados pela combinação entre o relaxamento das medidas de distanciamento e o surgimento da variante P.1, mais transmissível. O estudo reforçou a importância de combinar vacinação em massa e medidas restritivas para conter a circulação do SARS-CoV-2.


Recorte da capa do Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, relativo à semana de 16 a 29 de maio de 2021.
Pesquisa da Rede Genômica Fiocruz e instituições parceiras, publicada na revista Nature Medicine, mostrou que o aumento de casos de Covid-19 no Amazonas e as sucessivas substituições de linhagens do vírus foram impulsionados pela combinação entre o relaxamento das medidas de distanciamento e o surgimento da variante P.1, mais transmissível. O estudo reforçou a importância de combinar vacinação em massa e medidas restritivas para conter a circulação do SARS-CoV-2.


Cerimônia de assinatura do contrato de transferência de tecnologia para fabricação da vacina 100% nacional, com a presença da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e do presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Ailton de Freitas / Ministério da Saúde.
A Fiocruz firmou com a AstraZeneca o contrato de transferência de tecnologia que permitiu fabricar no Brasil o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina contra a Covid-19, até então importado da China. O acordo formalizou o início do caminho rumo à fabricação totalmente nacional do imunizante, ou seja, em todas as suas fases, desde a produção da matéria-prima principal até o envase para distribuição ao Programa Nacional de Imunização. Com isso, o país passava a ter autossuficiência para vacinar sua população. A cerimônia contou com a presença da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e do presidente Jair Bolsonaro.


Chegada dos bancos de células e de vírus necessários à produção do IFA da vacina Oxford/AstraZeneca em Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 02 jun. 2021. Foto: ASCOM/Bio-Manguinhos.
A Fiocruz recebeu os bancos de células e de vírus necessários à produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina Oxford/AstraZeneca em Bio-Manguinhos. Considerados o coração do processo produtivo, esses bancos permitiram iniciar a fabricação de lotes de pré-validação, isto é, pequenos lotes fabricados em escala piloto, com o objetivo de testar e demonstrar que o processo produtivo funciona conforme o planejado, antes da produção em larga escala e do registro formal junto à Anvisa. Essa foi uma etapa decisiva no processo de transferência tecnológica previsto no acordo com a AstraZeneca, visando garantir a produção 100% nacional da vacina. Em cerimônia em frente ao Centro Henrique Penna, onde o IFA seria produzido, em Bio-Manguinhos, o cônsul do Reino Unido parabenizou a Fiocruz e destacou a importância da parceria entre os dois países.


Ação de distribuição de máscaras promovida pelo movimento Rio pela Vida com apoio da Fiocruz e de outras instituições na estação Botafogo do MetrôRio. Rio de Janeiro (RJ), 14 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz participou do lançamento de campanha em prol do uso de máscaras em locais públicos, iniciada na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em um trabalho coordenado pelo movimento Rio pela Vida e diferentes organizações da sociedade civil. As ações, que resultaram na distribuição de um total de cerca de 100 mil unidades, tiveram continuidade em outros espaços de grande circulação de pessoas, como a estação de metrô Botafogo, na capital fluminense. A iniciativa, que contou com o apoio do sindicato dos trabalhadores da Fiocruz, buscou reforçar o uso de máscaras de alta filtragem (em conformidade com os modelos PFF2 e N95, recomendadas pelas autoridades de saúde) em um momento de circulação de variantes e grande exposição de trabalhadores que dependiam do transporte coletivo para seus deslocamentos diários. As atividades incluíram ainda orientações aos passageiros sobre medidas não farmacológicas de proteção. O movimento Rio pela Vida, lançado em 30 de março, reuniu lideranças comunitárias, religiosas, culturais, sindicais e científicas, além de profissionais de saúde, em um esforço coordenado para o enfrentamento da pandemia.


Ação de distribuição de máscaras promovida pelo movimento Rio pela Vida com apoio da Fiocruz e de outras instituições na estação Botafogo do MetrôRio. Rio de Janeiro (RJ), 14 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz participou do lançamento de campanha em prol do uso de máscaras em locais públicos, iniciada na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em um trabalho coordenado pelo movimento Rio pela Vida e diferentes organizações da sociedade civil. As ações, que resultaram na distribuição de um total de cerca de 100 mil unidades, tiveram continuidade em outros espaços de grande circulação de pessoas, como a estação de metrô Botafogo, na capital fluminense. A iniciativa, que contou com o apoio do sindicato dos trabalhadores da Fiocruz, buscou reforçar o uso de máscaras de alta filtragem (em conformidade com os modelos PFF2 e N95, recomendadas pelas autoridades de saúde) em um momento de circulação de variantes e grande exposição de trabalhadores que dependiam do transporte coletivo para seus deslocamentos diários. As atividades incluíram ainda orientações aos passageiros sobre medidas não farmacológicas de proteção. O movimento Rio pela Vida, lançado em 30 de março, reuniu lideranças comunitárias, religiosas, culturais, sindicais e científicas, além de profissionais de saúde, em um esforço coordenado para o enfrentamento da pandemia.


Cláudio Maierovitch (à esquerda) e Natália Pasternak, diretora-presidente do Instituto Questão de Ciência, em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado. Brasília (DF), 11 jun. 2021. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.
A CPI da Pandemia, instalada no Senado Federal para “apurar ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da covid‑19 no Brasil”, ouviu, no dia 11 de junho, a microbiologista Natália Pasternak, do Instituto Questão de Ciência, e o sanitarista Cláudio Maierovitch, pesquisador da Fiocruz Brasília e ex-presidente da Anvisa. Maierovitch afirmou que até metade das mortes por Covid-19 poderia ter sido evitada se o governo federal tivesse adotado medidas de contenção e conduzido uma política de comunicação baseada em evidências científicas. Ele criticou a ausência de coordenação nacional — dizendo que “não existe controle de pandemia sem o Estado” — e alertou para os riscos do uso de medicamentos sem eficácia comprovada, a exemplo do “kit covid”, que continha, entre outras substâncias, a cloroquina. Dias depois, em depoimento realizado em 24 de junho, o epidemiologista Pedro Hallal, ao comparar o desempenho brasileiro à média mundial de mortalidade pela doença, afirmou que “quatro de cada cinco mortes” por covid‑19 no país teriam sido evitadas se o Brasil tivesse adotado as devidas medidas sanitárias e adquirido vacinas mais rapidamente. O relatório final da CPI, aprovado em 26 de outubro, pediria o indiciamento de 78 pessoas físicas e 2 jurídicas, incluindo o presidente Bolsonaro, ministros, ex-ministros, parlamentares e empresários, por crimes ligados à omissão, ao negacionismo e a irregularidades na gestão da pandemia.


Cláudio Maierovitch (à esquerda) e Natália Pasternak, diretora-presidente do Instituto Questão de Ciência, em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado. Brasília (DF), 11 jun. 2021. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.
A CPI da Pandemia, instalada no Senado Federal para “apurar ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da covid‑19 no Brasil”, ouviu, no dia 11 de junho, a microbiologista Natália Pasternak, do Instituto Questão de Ciência, e o sanitarista Cláudio Maierovitch, pesquisador da Fiocruz Brasília e ex-presidente da Anvisa. Maierovitch afirmou que até metade das mortes por Covid-19 poderia ter sido evitada se o governo federal tivesse adotado medidas de contenção e conduzido uma política de comunicação baseada em evidências científicas. Ele criticou a ausência de coordenação nacional — dizendo que “não existe controle de pandemia sem o Estado” — e alertou para os riscos do uso de medicamentos sem eficácia comprovada, a exemplo do “kit covid”, que continha, entre outras substâncias, a cloroquina. Dias depois, em depoimento realizado em 24 de junho, o epidemiologista Pedro Hallal, ao comparar o desempenho brasileiro à média mundial de mortalidade pela doença, afirmou que “quatro de cada cinco mortes” por covid‑19 no país teriam sido evitadas se o Brasil tivesse adotado as devidas medidas sanitárias e adquirido vacinas mais rapidamente. O relatório final da CPI, aprovado em 26 de outubro, pediria o indiciamento de 78 pessoas físicas e 2 jurídicas, incluindo o presidente Bolsonaro, ministros, ex-ministros, parlamentares e empresários, por crimes ligados à omissão, ao negacionismo e a irregularidades na gestão da pandemia.


Sepultamento no cemitério Nossa Senhora Aparecida. Manaus (AM), 15 mai. 2020. Foto: Fotos Públicas.
O Brasil atingiu a marca trágica de 500 mil mortes por Covid-19. O dia foi marcado por manifestações em diversas cidades e por declarações de pesar e indignação de diferentes setores da sociedade civil. Dias depois, a Fiocruz, por meio do Observatório Covid-19, publicaria boletim técnico classificando o cenário como “extremamente crítico” e reiterando a necessidade de medidas coordenadas, ampliação da vacinação e fortalecimento do Sistema Único de Saúde.


Campanha de vacinação na Ilha de Paquetá. Rio de Janeiro (RJ), 20 jun. 2021. Foto: Marina Pagno/MS.
A Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, iniciou a vacinação em massa de toda a população adulta com a vacina AstraZeneca, em ação da Prefeitura com apoio da Fiocruz. Batizada de PaqueTá Vacinada, a iniciativa teve caráter de estudo epidemiológico para avaliar os efeitos da imunização em larga escala em uma comunidade isolada, acessível apenas por barco. No primeiro dia, cerca de 1,6 mil moradores foram vacinados, somando-se aos que já haviam recebido doses anteriormente. O estudo buscou gerar evidências sobre a efetividade da vacina e orientar estratégias de vigilância em saúde.


Campanha de vacinação na Ilha de Paquetá. Rio de Janeiro (RJ), 20 jun. 2021. Foto: Marina Pagno/MS.
A Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, iniciou a vacinação em massa de toda a população adulta com a vacina AstraZeneca, em ação da Prefeitura com apoio da Fiocruz. Batizada de PaqueTá Vacinada, a iniciativa teve caráter de estudo epidemiológico para avaliar os efeitos da imunização em larga escala em uma comunidade isolada, acessível apenas por barco. No primeiro dia, cerca de 1,6 mil moradores foram vacinados, somando-se aos que já haviam recebido doses anteriormente. O estudo buscou gerar evidências sobre a efetividade da vacina e orientar estratégias de vigilância em saúde.


Unidade de Apoio ao Diagnóstico instalada no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), no Parque Tecnológico da Saúde do Tecpar. Curitiba (PR), 24 abr. 2020. Foto: Fotos Públicas.
As quatro centrais automatizadas de testes moleculares (RT-PCR) para a covid-19, coordenadas pelo Ministério da Saúde com apoio da Fiocruz, atingiram a marca de 7 milhões de amostras processadas — o equivalente a 40% da testagem da rede pública. As unidades, localizadas no Rio de Janeiro, Ceará, São Paulo e Paraná, ampliaram a capacidade de vigilância do Sistema Único de Saúde e forneceram estrutura essencial para o enfrentamento da emergência sanitária.


Unidade de Apoio ao Diagnóstico instalada no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), no Parque Tecnológico da Saúde do Tecpar. Curitiba (PR), 24 abr. 2020. Foto: Fotos Públicas.
As quatro centrais automatizadas de testes moleculares (RT-PCR) para a covid-19, coordenadas pelo Ministério da Saúde com apoio da Fiocruz, atingiram a marca de 7 milhões de amostras processadas — o equivalente a 40% da testagem da rede pública. As unidades, localizadas no Rio de Janeiro, Ceará, São Paulo e Paraná, ampliaram a capacidade de vigilância do Sistema Único de Saúde e forneceram estrutura essencial para o enfrentamento da emergência sanitária.


Modelo tridimensional do SARS-CoV-2. Fonte: NIH.
O Ministério da Saúde confirmou o primeiro óbito causado pela variante Delta do novo coronavírus no país: uma gestante de 42 anos, moradora de Apucarana (PR), falecida em 18 de abril de 2021. A confirmação ocorreu após exame genômico identificar a cepa, originalmente detectada na Índia, considerada mais transmissível. O caso acendeu o alerta para a disseminação da variante no Brasil, onde até então haviam sido registrados 11 casos em diferentes estados.


Modelo tridimensional do SARS-CoV-2. Fonte: NIH.
O Ministério da Saúde confirmou o primeiro óbito causado pela variante Delta do novo coronavírus no país: uma gestante de 42 anos, moradora de Apucarana (PR), falecida em 18 de abril de 2021. A confirmação ocorreu após exame genômico identificar a cepa, originalmente detectada na Índia, considerada mais transmissível. O caso acendeu o alerta para a disseminação da variante no Brasil, onde até então haviam sido registrados 11 casos em diferentes estados.


Nísia Trindade, Presidente da Fiocruz, Valdiléa Veloso, Diretora do INI, e o Cadu Havengar, artista responsável pelo mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar. Rio de Janeiro (RJ), 30 jun. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalvez/CCS/FIOCRUZ

Confecção do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 17 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Confecção do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 17 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Confecção do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 17 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Confecção do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 17 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Confecção do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 17 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Grafite no Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 18 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Inauguração do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Da direita para a esquerda: Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Valdiléa Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz; e Cadu Havengar, autor do mural (feito em parceria com Pas Schaefer). Rio de Janeiro (RJ), 30 jun. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.
No primeiro ano de operações do Centro Hospitalar para Pandemia de Covid-19 do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz), foi inaugurado um mural em homenagem aos profissionais que atuavam no enfrentamento da doença. A obra foi criada pelos artistas Cadu Havengar e Pas Schaefer, com a colaboração dos próprios trabalhadores, e representava um profissional de saúde rodeado por borboletas, símbolo de transformação e esperança. A iniciativa integrou as comemorações dos 121 anos da Fiocruz e o Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde e Cuidadores, instituído pela OMS. Durante a cerimônia, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, entregou o mural à diretora do INI, Valdiléa Veloso, destacando a arte como forma de reconhecimento à dedicação das equipes que vinham atuando na linha de frente da pandemia.


Nísia Trindade, Presidente da Fiocruz, Valdiléa Veloso, Diretora do INI, e o Cadu Havengar, artista responsável pelo mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar. Rio de Janeiro (RJ), 30 jun. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalvez/CCS/FIOCRUZ

Confecção do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 17 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Confecção do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 17 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Confecção do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 17 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Confecção do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 17 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Confecção do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 17 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Grafite no Centro Hospitalar Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 18 jun. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Inauguração do mural em homenagem aos trabalhadores do Centro Hospitalar Covid-19. Da direita para a esquerda: Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Valdiléa Veloso, diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)/Fiocruz; e Cadu Havengar, autor do mural (feito em parceria com Pas Schaefer). Rio de Janeiro (RJ), 30 jun. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.
No primeiro ano de operações do Centro Hospitalar para Pandemia de Covid-19 do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz), foi inaugurado um mural em homenagem aos profissionais que atuavam no enfrentamento da doença. A obra foi criada pelos artistas Cadu Havengar e Pas Schaefer, com a colaboração dos próprios trabalhadores, e representava um profissional de saúde rodeado por borboletas, símbolo de transformação e esperança. A iniciativa integrou as comemorações dos 121 anos da Fiocruz e o Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde e Cuidadores, instituído pela OMS. Durante a cerimônia, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, entregou o mural à diretora do INI, Valdiléa Veloso, destacando a arte como forma de reconhecimento à dedicação das equipes que vinham atuando na linha de frente da pandemia.


Vacinação na Maré. Rio de Janeiro (RJ), out. 2021. Foto: Douglas Lopes/Redes da Maré/Flickr.
Em julho de 2021, onze estados brasileiros já haviam vacinado mais da metade da população adulta com a primeira dose contra a Covid-19. Mato Grosso do Sul liderava o ranking, com 59,4% do público acima de 18 anos imunizado, seguido por Amazonas e São Paulo. As vacinas disponíveis — CoronaVac, Oxford/AstraZeneca/Fiocruz e Pfizer — exigiam duas aplicações, enquanto a Janssen era de dose única. O avanço refletia o esforço dos estados e a ampliação da distribuição de doses pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Segundo dados do governo federal, a previsão era que o país ultrapassasse 90 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose em 18 de julho.


Senadores Randolfe Rodrigues (Rede), vice-presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD), presidente, e Renan Calheiros (MDB), relator, durante entrevista após a instalação da CPI da Pandemia, no Senado Federal. Brasília (DF), 27 abr. 2021. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
O Senado prorrogou por 90 dias o funcionamento da CPI da Pandemia, criada em abril de 2021 para investigar ações e omissões do governo federal no enfrentamento da Covid-19. O pedido, apresentado pelo vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (REDE), apontou suspeitas de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin como uma das razões para estender as investigações. A prorrogação permitiu aprofundar as apurações e manteve a pressão política sobre o Planalto. Em seu relatório final, a CPI concluiu que o governo prosseguiu com a compra da Covaxin mesmo após alertas sobre suspeitas de irregularidades e possível superfaturamento no contrato, negociado por meio da empresa Precisa Medicamentos. A comissão também investigou contratos do Ministério da Saúde com a empresa de logística VTCLog, suspeitos de favorecer pagamentos irregulares. A CPI recomendou o indiciamento de executivos das empresas e do então presidente Jair Bolsonaro, acusado de não agir após ser informado das suspeitas (prevaricação).


Senadores Randolfe Rodrigues (Rede), vice-presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD), presidente, e Renan Calheiros (MDB), relator, durante entrevista após a instalação da CPI da Pandemia, no Senado Federal. Brasília (DF), 27 abr. 2021. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
O Senado prorrogou por 90 dias o funcionamento da CPI da Pandemia, criada em abril de 2021 para investigar ações e omissões do governo federal no enfrentamento da Covid-19. O pedido, apresentado pelo vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (REDE), apontou suspeitas de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin como uma das razões para estender as investigações. A prorrogação permitiu aprofundar as apurações e manteve a pressão política sobre o Planalto. Em seu relatório final, a CPI concluiu que o governo prosseguiu com a compra da Covaxin mesmo após alertas sobre suspeitas de irregularidades e possível superfaturamento no contrato, negociado por meio da empresa Precisa Medicamentos. A comissão também investigou contratos do Ministério da Saúde com a empresa de logística VTCLog, suspeitos de favorecer pagamentos irregulares. A CPI recomendou o indiciamento de executivos das empresas e do então presidente Jair Bolsonaro, acusado de não agir após ser informado das suspeitas (prevaricação).


Trabalhadores manipulando o CryoVault, recipiente onde o IFA fica armazenado. Centro Henrique Penna, em Bio-Manguinhos/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2021. Foto: Rodrigo Mexas.

Trabalhadores manipulando o CryoVault, recipiente onde o IFA fica armazenado. Centro Henrique Penna, em Bio-Manguinhos/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2021. Foto: Rodrigo Mexas.

Trabalhadores manipulando o CryoVault, recipiente onde o IFA fica armazenado. Centro Henrique Penna, em Bio-Manguinhos/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2021. Foto: Rodrigo Mexas.

Trabalhadores manipulando o CryoVault, recipiente onde o IFA fica armazenado. Centro Henrique Penna, em Bio-Manguinhos/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 2021. Foto: Rodrigo Mexas.
A Fiocruz iniciou, para fins de testagem e controle de qualidade, a produção dos primeiros lotes da vacina contra a Covid-19 com o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) fabricado em Bio-Manguinhos/Fiocruz. Concluídos em 27 de setembro, os lotes, chamados de “pré-validação”, seriam submetidos a análises conduzidas pela AstraZeneca no exterior para que se verificasse se a vacina produzida no Brasil seguia os mesmos padrões de qualidade e fabricação do imunizante originalmente desenvolvido pela farmacêutica. Essa etapa era necessária para que a Fiocruz obtivesse a autorização da Anvisa para incorporar o IFA nacional à produção da vacina. Ela representou um passo importante no processo de transferência da tecnologia tendo em vista a fabricação 100% nacional do imunizante e a redução da dependência de insumos importados. Na mesma época, em fins de junho de 2021, a Fiocruz entregou 2,2 milhões de doses do imunizante (ainda utilizando IFA importado) ao Programa Nacional de Imunizações, alcançando a marca de 80,4 milhões de doses distribuídas desde o início da campanha de vacinação.


Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e o diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres, em visita à instituição. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita do diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres, à Fiocruz. Da esquerda para a direita: Daniel Godoy e Rosane Cuber, representando Bio-Manguinhos; Barra Torres; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Valber Frutuoso; Célia Romão, da diretoria do Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQS)/Fiocruz; Rivaldo Venâncio da Cunha, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência/Fiocruz; e Maria Inês Rodrigues, assessora da presidência. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

O Diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres (ao centro), em visita a Bio-Manguinhos, acompanhado de Luiz Lima e Rosane Cuber, da diretoria de Bio-Manguinhos; Daniel Godoy (à direita), chefe de gabinete de Bio-Manguinhos; e Maria Inês Rodrigues (à esquerda), do Gabinete da Presidência da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

O Diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres, em visita a Bio-Manguinhos, fábrica de vacinas da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres, e a Vice-Diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos, Rosane Cuber, durante visita a Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Luiz Lima, Vice-Diretor de Produção, e Rosane Cuber, Vice-Diretora de Qualidade, mostram as instalações de Bio-Manguinhos ao diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

O diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres (gravata vermelha) em sua visita a Bio-Manguinhos, acompanhado de Luiz Lima, Vice-Diretor de Produção de Bio-Manguinhos; Rosane Cuber, Vice-Diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos; e Nísia Trindade Lima (à esquerda), presidente da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e o Almirante Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, em sua visita a Bio-Manguinhos/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e o Almirante Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, em sua visita a Bio-Manguinhos/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 de julho de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz recebeu o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, em visita destinada a reforçar a cooperação entre as instituições no enfrentamento da Covid-19. O encontro abordou temas como a regulação da vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, o desenvolvimento de autotestes, a validação de kits diagnósticos pelo Instituto Nacional de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) e outros desafios da vigilância e da produção de insumos. Barra Torres reconheceu o papel estratégico da Fiocruz e solicitou um levantamento das principais dificuldades enfrentadas para manter a produção e aprovação de vacinas e testes, a fim de que a Anvisa pudesse apoiar a busca de soluções.


Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e o diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres, em visita à instituição. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita do diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres, à Fiocruz. Da esquerda para a direita: Daniel Godoy e Rosane Cuber, representando Bio-Manguinhos; Barra Torres; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Valber Frutuoso; Célia Romão, da diretoria do Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQS)/Fiocruz; Rivaldo Venâncio da Cunha, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência/Fiocruz; e Maria Inês Rodrigues, assessora da presidência. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

O Diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres (ao centro), em visita a Bio-Manguinhos, acompanhado de Luiz Lima e Rosane Cuber, da diretoria de Bio-Manguinhos; Daniel Godoy (à direita), chefe de gabinete de Bio-Manguinhos; e Maria Inês Rodrigues (à esquerda), do Gabinete da Presidência da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

O Diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres, em visita a Bio-Manguinhos, fábrica de vacinas da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres, e a Vice-Diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos, Rosane Cuber, durante visita a Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Luiz Lima, Vice-Diretor de Produção, e Rosane Cuber, Vice-Diretora de Qualidade, mostram as instalações de Bio-Manguinhos ao diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

O diretor-presidente da Anvisa, almirante Antonio Barra Torres (gravata vermelha) em sua visita a Bio-Manguinhos, acompanhado de Luiz Lima, Vice-Diretor de Produção de Bio-Manguinhos; Rosane Cuber, Vice-Diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos; e Nísia Trindade Lima (à esquerda), presidente da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e o Almirante Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, em sua visita a Bio-Manguinhos/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 jul. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e o Almirante Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, em sua visita a Bio-Manguinhos/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 de julho de 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz recebeu o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, em visita destinada a reforçar a cooperação entre as instituições no enfrentamento da Covid-19. O encontro abordou temas como a regulação da vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, o desenvolvimento de autotestes, a validação de kits diagnósticos pelo Instituto Nacional de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) e outros desafios da vigilância e da produção de insumos. Barra Torres reconheceu o papel estratégico da Fiocruz e solicitou um levantamento das principais dificuldades enfrentadas para manter a produção e aprovação de vacinas e testes, a fim de que a Anvisa pudesse apoiar a busca de soluções.


Mobilização para vacinação em massa no conjunto de favelas da Maré. Rio de Janeiro (RJ), 13 out. 2021. Foto: Douglas Lopes / Redes da Maré / Flickr.
Com apoio da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, a Fiocruz e a organização não-governamental Redes da Maré realizaram uma campanha de vacinação em massa contra a Covid-19 em 145 pontos de vacinação do conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, imunizando cerca de 36 mil moradores com a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz. A campanha Vacina Maré contou com a participação de mais de 1,6 mil voluntários, 500 funcionários da prefeitura e a mobilização de coletivos atuantes nas comunidades. Em um amplo esforço concentrado, a campanha procurou engajar os próprios moradores por meio de estratégias de comunicação atentas às especificidades dos territórios e envolveu diversas instituições no nível local, como unidades de saúde da família e escolas, muitas delas utilizadas como pontos de vacinação. Em articulação com a iniciativa, a Fiocruz conduziu um estudo para avaliar a efetividade da vacina, a circulação de variantes e a dinâmica de transmissão da doença em um território de cerca de 140 mil habitantes. Por reunir população maior que a de 96% dos municípios brasileiros, a Maré ofereceu condições para a análise em larga escala dos efeitos da vacinação em um contexto de alta vulnerabilidade social. Entre 14 e 16 de outubro, seria realizada a segunda fase da campanha, para aplicação da segunda dose da vacina.


Diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom. 17 ago. 2021. Foto: © Elma Okic/Nações Unidas
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu que países ricos adiassem a aplicação da terceira dose contra a Covid-19 até que ao menos 10% da população em todos os países tivesse recebido a primeira. O apelo foi feito em meio à disseminação da variante Delta e à concentração de vacinas em nações de alta renda. Tedros destacou que mais de 80% das 4 bilhões de doses aplicadas até então estavam em países ricos, que abrigavam menos da metade da população mundial. Posteriormente, em setembro, ele reforçaria a crítica, afirmando que oferecer doses de reforço enquanto outras nações permaneciam sem vacinas era “como jogar uma segunda boia para alguns enquanto outros se afogam ao lado”. No Brasil, até o dia 11 de agosto, 157,6 milhões de doses de vacinas haviam sido aplicadas. Cerca de 51,7% da população já havia recebido ao menos uma dose, enquanto aproximadamente 22,2% estava totalmente imunizada.


Diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom. 17 ago. 2021. Foto: © Elma Okic/Nações Unidas
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu que países ricos adiassem a aplicação da terceira dose contra a Covid-19 até que ao menos 10% da população em todos os países tivesse recebido a primeira. O apelo foi feito em meio à disseminação da variante Delta e à concentração de vacinas em nações de alta renda. Tedros destacou que mais de 80% das 4 bilhões de doses aplicadas até então estavam em países ricos, que abrigavam menos da metade da população mundial. Posteriormente, em setembro, ele reforçaria a crítica, afirmando que oferecer doses de reforço enquanto outras nações permaneciam sem vacinas era “como jogar uma segunda boia para alguns enquanto outros se afogam ao lado”. No Brasil, até o dia 11 de agosto, 157,6 milhões de doses de vacinas haviam sido aplicadas. Cerca de 51,7% da população já havia recebido ao menos uma dose, enquanto aproximadamente 22,2% estava totalmente imunizada.


Dia D da vacinação contra a Covid-19. Brasília (DF), 20 nov. 2021. Foto: Renato Alves/Agência Brasília/Fotos Públicas.
O Ministério da Saúde anunciou que o Brasil iniciaria a aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 em 15 de setembro. A medida contemplava inicialmente pessoas com 70 anos ou mais e indivíduos imunossuprimidos, após intervalo mínimo de seis meses da conclusão do esquema primário (duas doses ou dose única, conforme o tipo de vacina). O anúncio marcou a incorporação formal das doses adicionais à estratégia nacional de imunização, em um contexto de circulação da variante Delta e de evidências sobre a redução da proteção ao longo do tempo. Em 16 de novembro, a recomendação foi ampliada para todas as pessoas com 18 anos ou mais, consolidando uma nova etapa da campanha de vacinação no país.


Dia D da vacinação contra a Covid-19. Brasília (DF), 20 nov. 2021. Foto: Renato Alves/Agência Brasília/Fotos Públicas.
O Ministério da Saúde anunciou que o Brasil iniciaria a aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 em 15 de setembro. A medida contemplava inicialmente pessoas com 70 anos ou mais e indivíduos imunossuprimidos, após intervalo mínimo de seis meses da conclusão do esquema primário (duas doses ou dose única, conforme o tipo de vacina). O anúncio marcou a incorporação formal das doses adicionais à estratégia nacional de imunização, em um contexto de circulação da variante Delta e de evidências sobre a redução da proteção ao longo do tempo. Em 16 de novembro, a recomendação foi ampliada para todas as pessoas com 18 anos ou mais, consolidando uma nova etapa da campanha de vacinação no país.


Vacinação contra a Covid-19. São Paulo (SP), 23 jul. 2021. Foto: Governo de São Paulo/Fotos Públicas.
Um estudo com dados de mais de 60 milhões de brasileiros vacinados entre janeiro e junho de 2021 confirmou que as vacinas AstraZeneca e CoronaVac foram efetivas na prevenção de casos graves, hospitalizações e mortes por Covid-19. A pesquisa apontou, porém, que a proteção foi menor entre pessoas com mais de 90 anos, indicando a necessidade de doses de reforço para esse grupo. O trabalho, intitulado Influência da idade na efetividade e duração da proteção nas vacinas Oxford/AstraZeneca e CoronaVac, foi realizado no âmbito do projeto VigiVac. Desenvolvido pela Fiocruz Bahia em parceria com instituições nacionais e estrangeiras, o projeto, coordenado pelo pesquisador Manoel Barral Netto, tinha como objetivo monitorar a efetividade das vacinas aplicadas no Brasil a fim de apoiar as estratégias de vacinação e reforço vacinal. Os resultados do estudo foram publicados inicialmente em formato preprint no MedRxiv e, posteriormente, em artigo científico na revista Lancet. Em dezembro de 2021, estudo do VigiVac indicaria a efetividade de todas as vacinas utilizadas no Brasil.


Presidente da Fiocruz Nísia Trindade Lima em sua participação no evento. Foto: Javier Abi-Saab/Agência Fiocruz de Notícias.
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, representou o Brasil em painel da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que lançou uma plataforma colaborativa entre setores público e privado para ampliar a capacidade regional de produção de vacinas e insumos de saúde na América Latina e no Caribe. A iniciativa buscou fortalecer a cooperação científica e tecnológica entre os países, em meio às discussões sobre a dependência externa da região quanto aos insumos. A presidente destacou a importância de políticas contínuas e sustentáveis em ciência, tecnologia e saúde para garantir acesso equitativo, apontando a plataforma como um instrumento estratégico de colaboração regional.


Presidente da Fiocruz Nísia Trindade Lima em sua participação no evento. Foto: Javier Abi-Saab/Agência Fiocruz de Notícias.
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, representou o Brasil em painel da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que lançou uma plataforma colaborativa entre setores público e privado para ampliar a capacidade regional de produção de vacinas e insumos de saúde na América Latina e no Caribe. A iniciativa buscou fortalecer a cooperação científica e tecnológica entre os países, em meio às discussões sobre a dependência externa da região quanto aos insumos. A presidente destacou a importância de políticas contínuas e sustentáveis em ciência, tecnologia e saúde para garantir acesso equitativo, apontando a plataforma como um instrumento estratégico de colaboração regional.


A Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, em seu discurso de agradecimento, após ter sido condecorada com o grau de Cavaleira da Ordem Nacional da Legião de Honra da França (Ordre National de la Légion d’Honneur). Rio de Janeiro (RJ), 01 set. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, foi condecorada com o grau de Cavaleira da Ordem Nacional da Legião de Honra da França, em reconhecimento à sua trajetória na ciência e na saúde e às ações da Fiocruz no enfrentamento da pandemia de Covid-19. A cerimônia ocorreu na Praça Pasteur, no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, com entrega da insígnia pela embaixadora da França no Brasil, Brigitte Collet, e participação virtual do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A honraria simbolizou o destaque internacional alcançado pela instituição em um momento decisivo da crise sanitária.


A Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, em seu discurso de agradecimento, após ter sido condecorada com o grau de Cavaleira da Ordem Nacional da Legião de Honra da França (Ordre National de la Légion d’Honneur). Rio de Janeiro (RJ), 01 set. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, foi condecorada com o grau de Cavaleira da Ordem Nacional da Legião de Honra da França, em reconhecimento à sua trajetória na ciência e na saúde e às ações da Fiocruz no enfrentamento da pandemia de Covid-19. A cerimônia ocorreu na Praça Pasteur, no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, com entrega da insígnia pela embaixadora da França no Brasil, Brigitte Collet, e participação virtual do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A honraria simbolizou o destaque internacional alcançado pela instituição em um momento decisivo da crise sanitária.


Zé Gotinha na Campanha Nacional de Multivacinação do Ministério da Saúde. Brasília (DF), 17 ago. 2023. Foto: José Cruz/Agência Brasil.
O Brasil atingiu a marca de 201.032.845 doses de vacinas aplicadas contra a Covid-19. Cerca de 134 milhões de pessoas, o equivalente a 62,9% da população, haviam recebido ao menos a primeira dose e 31,3% estavam com o esquema vacinal completo. O marco refletiu o avanço da campanha nacional de imunização, após os atrasos iniciais na aquisição e distribuição dos imunizantes.


Lançamento da CEPI em 2017 no Fórum Econômico Mundial de Davos, Suíça, 17 jan. 2017. Foto: Ciaran McCrickard/Wikimedia commons. .
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, foi convidada a ocupar uma das duas cadeiras da América Latina no conselho da Coalizão para Promoção de Inovações em prol da Preparação para Epidemias (em inglês Coalition for Epidemic Preparedness Innovations/Cepi). Criada em 2017 após a crise do ebola, a coalizão reúne governos, setor privado e sociedade civil para acelerar o desenvolvimento e ampliar o acesso equitativo a vacinas contra doenças emergentes. Durante a pandemia de Covid-19, a Cepi investiu mais de US$ 1 bilhão em pesquisas sobre vacinas. A nomeação reforçou o reconhecimento internacional da Fiocruz como instituição estratégica na resposta à crise sanitária a partir da América Latina. Em 2024, o Brasil sediaria a 2ª Cúpula Global de Preparação para Pandemias (Global Pandemic Preparedness Summit - GPPS 2024), promovida pelo Ministério da Saúde, Fiocruz e Cepi, a primeira da América Latina.


Lançamento da CEPI em 2017 no Fórum Econômico Mundial de Davos, Suíça, 17 jan. 2017. Foto: Ciaran McCrickard/Wikimedia commons. .
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, foi convidada a ocupar uma das duas cadeiras da América Latina no conselho da Coalizão para Promoção de Inovações em prol da Preparação para Epidemias (em inglês Coalition for Epidemic Preparedness Innovations/Cepi). Criada em 2017 após a crise do ebola, a coalizão reúne governos, setor privado e sociedade civil para acelerar o desenvolvimento e ampliar o acesso equitativo a vacinas contra doenças emergentes. Durante a pandemia de Covid-19, a Cepi investiu mais de US$ 1 bilhão em pesquisas sobre vacinas. A nomeação reforçou o reconhecimento internacional da Fiocruz como instituição estratégica na resposta à crise sanitária a partir da América Latina. Em 2024, o Brasil sediaria a 2ª Cúpula Global de Preparação para Pandemias (Global Pandemic Preparedness Summit - GPPS 2024), promovida pelo Ministério da Saúde, Fiocruz e Cepi, a primeira da América Latina.


Vista aérea de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Foto: Ascom/Bio-Manguinhos.
O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) foi selecionado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como hub regional para o desenvolvimento e a produção de vacinas de RNA mensageiro (mRNA), plataforma tecnológica de última geração, usada nas vacinas da Pfizer e da Moderna. Com isso, a instituição assumiria o compromisso de capacitar outros países da América Latina no uso da plataforma. A escolha da Fiocruz decorreu do reconhecimento de sua tradição e expertise como instituição de ciência, tecnologia e inovação em saúde, especialmente na produção de vacinas e no desenvolvimento de pesquisas com RNA mensageiro iniciadas ainda antes da pandemia. A iniciativa reforçou o posicionamento da instituição como ator estratégico nos esforços para ampliar a autonomia tecnológica da América Latina, reduzindo a dependência externa da região na área da saúde.


Ato em homenagem às mais de 600 mil vítimas do novo coronavírus, organizado pela Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas de Covid-19 (Avico Brasil). Brasília (DF), 15 out. 2021. Roque de Sá/Agência Senado/Wikimedia Commons.
O Brasil alcançou a marca de 600.077 mortes e 21.533.752 casos acumulados de Covid-19, permanecendo como o segundo país com mais óbitos registrados no mundo. Em 2021, o país também foi o que registrou o maior número de mortes por Covid-19 Embora esses números simbolizassem a dimensão trágica da pandemia, o período apresentava sinais de desaceleração: a média diária de óbitos havia caído para 438, o menor patamar desde novembro de 2020, em um cenário de avanço da vacinação em todo o país. A melhora desses indicadores alimentou debates sobre a flexibilização das medidas de contenção e a retomada das atividades presenciais.


Mobilização para a aplicação da segunda dose da vacina Oxford/ AstraZeneca no conjunto de favelas da Maré durante a segunda fase da campanha de vacinação. Rio de Janeiro (RJ), 10 out. 2021. Foto: Patrick Marinho/Flickr
A Fiocruz, em parceria com a ONG Redes da Maré e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, organizou um mutirão para aplicar a segunda dose da vacina AstraZeneca/Fiocruz nos moradores adultos do complexo de favelas da Maré, entre os dias 14 e 16 de outubro. Integrada a um estudo sobre efetividade vacinal, desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz, a campanha Vacina Maré, realizada graças à ampla mobilização das comunidades, buscou avaliar o impacto da imunização entre essas populações e fortalecer a vigilância epidemiológica. Segundo Eliana Sousa Silva, diretora da Redes da Maré, a experiência mostrou que, apesar das dificuldades históricas desses territórios, a taxa de letalidade na Maré era menor do que a do município: “conseguimos, com um projeto pioneiro, dar um tratamento adequado e com base científica para os moradores da favela”, disse ela.


Mobilização para a aplicação da segunda dose da vacina Oxford/ AstraZeneca no conjunto de favelas da Maré durante a segunda fase da campanha de vacinação. Rio de Janeiro (RJ), 10 out. 2021. Foto: Patrick Marinho/Flickr
A Fiocruz, em parceria com a ONG Redes da Maré e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, organizou um mutirão para aplicar a segunda dose da vacina AstraZeneca/Fiocruz nos moradores adultos do complexo de favelas da Maré, entre os dias 14 e 16 de outubro. Integrada a um estudo sobre efetividade vacinal, desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz, a campanha Vacina Maré, realizada graças à ampla mobilização das comunidades, buscou avaliar o impacto da imunização entre essas populações e fortalecer a vigilância epidemiológica. Segundo Eliana Sousa Silva, diretora da Redes da Maré, a experiência mostrou que, apesar das dificuldades históricas desses territórios, a taxa de letalidade na Maré era menor do que a do município: “conseguimos, com um projeto pioneiro, dar um tratamento adequado e com base científica para os moradores da favela”, disse ela.


Campanha de vacinação no complexo de favelas da Maré. Rio de Janeiro, 16 out. 2021. Foto: Douglas Lopes/Redes da Maré/Flickr.
O Brasil superou a marca de 50% da população completamente imunizada contra a Covid-19, segundo dados do DataSUS. O avanço da vacinação refletiu-se na redução de novos casos, internações e mortes em todo o país. Na mesma semana, mais de 150 milhões de pessoas já haviam recebido a primeira dose, o que correspondia a mais de 70% da população brasileira.


Equipe de visita domiciliar da pesquisa Vacina Maré em reunião no Galpão Ritma. Rio de Janeiro (RJ), 11 fev. 2022. Foto: Douglas Lopes / Redes da Maré.
A Fiocruz divulgou os primeiros resultados do estudo Vacina Maré, realizado no complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, para avaliar a efetividade da vacina AstraZeneca/Fiocruz. Os dados, publicados em formato preprint em 20 de outubro e posteriormente apresentados em artigo científico na revista Clinical Microbiology and Infection, mostraram que a primeira dose conferia 42,4% de proteção contra casos sintomáticos de Covid-19 após 21 dias. A pesquisa, desenvolvida em articulação com a campanha de vacinação em massa na região, indicou variações conforme faixa etária e intervalo entre doses, reforçando a importância da segunda aplicação para garantir maior imunidade. Segundo o coordenador do estudo, o pesquisador Fernando Bozza, tratou-se do primeiro trabalho a estimar a proteção da vacina em uma comunidade vulnerável fortemente afetada pela pandemia. A mobilização e o engajamento da comunidade foram fundamentais para viabilizar tanto a vacinação quanto a pesquisa.


Equipe de visita domiciliar da pesquisa Vacina Maré em reunião no Galpão Ritma. Rio de Janeiro (RJ), 11 fev. 2022. Foto: Douglas Lopes / Redes da Maré.
A Fiocruz divulgou os primeiros resultados do estudo Vacina Maré, realizado no complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, para avaliar a efetividade da vacina AstraZeneca/Fiocruz. Os dados, publicados em formato preprint em 20 de outubro e posteriormente apresentados em artigo científico na revista Clinical Microbiology and Infection, mostraram que a primeira dose conferia 42,4% de proteção contra casos sintomáticos de Covid-19 após 21 dias. A pesquisa, desenvolvida em articulação com a campanha de vacinação em massa na região, indicou variações conforme faixa etária e intervalo entre doses, reforçando a importância da segunda aplicação para garantir maior imunidade. Segundo o coordenador do estudo, o pesquisador Fernando Bozza, tratou-se do primeiro trabalho a estimar a proteção da vacina em uma comunidade vulnerável fortemente afetada pela pandemia. A mobilização e o engajamento da comunidade foram fundamentais para viabilizar tanto a vacinação quanto a pesquisa.


Sessão da CPI da Covid-19 no Senado Federal. Brasília (DF), 26 out. 2021. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Após seis meses de funcionamento, a CPI da Pandemia aprovou seu relatório final por sete votos a quatro. O documento pediu o indiciamento de duas empresas e 78 pessoas, entre elas ex-ministros da saúde do governo Bolsonaro e o próprio presidente, acusado de crimes como “epidemia com resultado de morte”, “charlatanismo”, “infração de medidas sanitárias preventivas”, “incitação ao crime”, “falsificação de documentos” e “crimes contra a humanidade”. O relatório também apontou indícios de corrupção em contratos de vacinas, como os da Precisa Medicamentos e da VTCLog. A conclusão teve forte repercussão nacional e internacional. Organizações como a Human Rights Watch destacaram que as evidências reforçavam a necessidade de responsabilização por violações de direitos humanos na condução da pandemia. Em agosto de 2021, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) já havia encaminhado ao Tribunal Penal Internacional denúncia contra Jair Bolsonaro pelo crime de genocídio e ecocídio.


Centro de Pesquisa, Inovação e Vigilância em Covid-19 e Emergências Sanitárias da Fiocruz. Foto: Peter Ilicciev.
A partir de recursos do Ministério da Saúde estimados em R$207 milhões, a Fiocruz iniciou as obras do Centro de Pesquisa, Inovação e Vigilância em Covid-19 e Emergências Sanitárias no Campus Manguinhos-Maré, no Rio de Janeiro. Concebido durante a pandemia, o projeto buscou fortalecer a capacidade institucional de resposta a futuras emergências sanitárias por meio da integração entre pesquisa, inovação e vigilância em saúde. A estrutura foi planejada para abrigar laboratórios da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), incluindo ambientes de biossegurança níveis 2 e 3, necessários para o manejo laboratorial de vírus e outros agentes infecciosos que exigem protocolos rigorosos de segurança, como o SARS-CoV-2. Com a conclusão das obras dos três blocos que compõem o conjunto arquitetônico em novembro de 2022, iniciou-se a transferência gradual dos laboratórios, que se estendeu até agosto de 2023. Implantado no então chamado Campus Maré (antiga “Expansão”), o centro impulsionou o projeto de integração da sede da Fiocruz no Rio de Janeiro, até então dividida entre Manguinhos e a Expansão, sob a designação de Campus Manguinhos-Maré. O centro recebeu o nome de Pavilhão Luiz Fernando Ferreira, em homenagem ao médico sanitarista e ex-presidente da Fiocruz.


Centro de Pesquisa, Inovação e Vigilância em Covid-19 e Emergências Sanitárias da Fiocruz. Foto: Peter Ilicciev.
A partir de recursos do Ministério da Saúde estimados em R$207 milhões, a Fiocruz iniciou as obras do Centro de Pesquisa, Inovação e Vigilância em Covid-19 e Emergências Sanitárias no Campus Manguinhos-Maré, no Rio de Janeiro. Concebido durante a pandemia, o projeto buscou fortalecer a capacidade institucional de resposta a futuras emergências sanitárias por meio da integração entre pesquisa, inovação e vigilância em saúde. A estrutura foi planejada para abrigar laboratórios da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), incluindo ambientes de biossegurança níveis 2 e 3, necessários para o manejo laboratorial de vírus e outros agentes infecciosos que exigem protocolos rigorosos de segurança, como o SARS-CoV-2. Com a conclusão das obras dos três blocos que compõem o conjunto arquitetônico em novembro de 2022, iniciou-se a transferência gradual dos laboratórios, que se estendeu até agosto de 2023. Implantado no então chamado Campus Maré (antiga “Expansão”), o centro impulsionou o projeto de integração da sede da Fiocruz no Rio de Janeiro, até então dividida entre Manguinhos e a Expansão, sob a designação de Campus Manguinhos-Maré. O centro recebeu o nome de Pavilhão Luiz Fernando Ferreira, em homenagem ao médico sanitarista e ex-presidente da Fiocruz.


Adele Schwartz Benzaken e Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda. Fonte: Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.
Por decreto presidencial, o governo federal tornou sem efeito a concessão da Ordem Nacional do Mérito Científico aos pesquisadores Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda e Adele Schwartz Benzaken, da Fiocruz Amazônia, menos de 48 horas após a publicação da honraria. Coordenador do estudo CloroCovid-19, Lacerda sofreu ataques de setores da extrema direita em abril de 2020 depois que a pesquisa alertou para os riscos do uso da cloroquina no tratamento da Covid-19. Adele, especialista em doenças sexualmente transmissíveis, foi desligada do Ministério da Saúde em 2019 após a divulgação de uma cartilha de prevenção voltada para homens trans. A revogação das honrarias gerou indignação da comunidade científica, que denunciou o episódio como expressão do avanço do negacionismo e do autoritarismo do governo federal. Em protesto, 21 pesquisadores condecorados renunciaram ao prêmio. Em carta aberta, mais de 200 cientistas e personalidades repudiaram a decisão, dizendo que “a ação de censura” e o “expurgo” dos dois colegas faziam “recordar tempos sombrios”. Além disso, segundo eles o “ato de exclusão” era “o ápice de um processo de desvalorização e negacionismo em relação à ciência”. Em julho de 2023, já sob o governo Lula, as condecorações foram formalmente restituídas aos dois pesquisadores.


Adele Schwartz Benzaken e Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda. Fonte: Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.
Por decreto presidencial, o governo federal tornou sem efeito a concessão da Ordem Nacional do Mérito Científico aos pesquisadores Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda e Adele Schwartz Benzaken, da Fiocruz Amazônia, menos de 48 horas após a publicação da honraria. Coordenador do estudo CloroCovid-19, Lacerda sofreu ataques de setores da extrema direita em abril de 2020 depois que a pesquisa alertou para os riscos do uso da cloroquina no tratamento da Covid-19. Adele, especialista em doenças sexualmente transmissíveis, foi desligada do Ministério da Saúde em 2019 após a divulgação de uma cartilha de prevenção voltada para homens trans. A revogação das honrarias gerou indignação da comunidade científica, que denunciou o episódio como expressão do avanço do negacionismo e do autoritarismo do governo federal. Em protesto, 21 pesquisadores condecorados renunciaram ao prêmio. Em carta aberta, mais de 200 cientistas e personalidades repudiaram a decisão, dizendo que “a ação de censura” e o “expurgo” dos dois colegas faziam “recordar tempos sombrios”. Além disso, segundo eles o “ato de exclusão” era “o ápice de um processo de desvalorização e negacionismo em relação à ciência”. Em julho de 2023, já sob o governo Lula, as condecorações foram formalmente restituídas aos dois pesquisadores.


Seminário reuniu representantes de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ) 09 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos) sediou o “Seminário Técnico sobre Acesso a Vacinas Covid-19: Estratégias Nacionais e Possibilidades de Expansão da Capacidade Produtiva Regional”, promovido pelo governo brasileiro no âmbito do Mercosul. Participaram representantes do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia para discutir formas de ampliar a produção de vacinas e reduzir a dependência externa da região. Os delegados visitaram as instalações de Bio-Manguinhos e o encontro reforçou o papel do Brasil como polo estratégico para o fortalecimento da autonomia regional no acesso a imunizantes.


Seminário reuniu representantes de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ) 09 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos) sediou o “Seminário Técnico sobre Acesso a Vacinas Covid-19: Estratégias Nacionais e Possibilidades de Expansão da Capacidade Produtiva Regional”, promovido pelo governo brasileiro no âmbito do Mercosul. Participaram representantes do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia para discutir formas de ampliar a produção de vacinas e reduzir a dependência externa da região. Os delegados visitaram as instalações de Bio-Manguinhos e o encontro reforçou o papel do Brasil como polo estratégico para o fortalecimento da autonomia regional no acesso a imunizantes.


Projeto Conexão Saúde – De Olho na Covid. Rio de Janeiro (RJ), 15 out. 2020 Foto: Douglas Lopes / Redes da Maré.
O projeto Conexão Saúde – De Olho na Covid foi premiado no 1º Congresso Virtual de Vigilância em Saúde (Convivs), promovido pelo Ministério da Saúde. A iniciativa criou um modelo integrado e participativo de atenção e vigilância voltado ao enfrentamento da pandemia em favelas do Rio de Janeiro. Contando com ampla mobilização dos moradores e coletivos locais, o projeto promoveu teleatendimento, testagem, isolamento domiciliar seguro e ações de comunicação nas favelas da Maré e de Manguinhos, além de apoiar a campanha Vacina Maré. Fruto da articulação entre Fiocruz, Redes da Maré, Dados do Bem, SAS Brasil, Conselho Comunitário de Manguinhos e União Rio, com financiamento da iniciativa Todos pela Saúde, o Conexão Saúde tornou-se referência nacional em ações colaborativas de vigilância em territórios populares.


Projeto Conexão Saúde – De Olho na Covid. Rio de Janeiro (RJ), 15 out. 2020 Foto: Douglas Lopes / Redes da Maré.
O projeto Conexão Saúde – De Olho na Covid foi premiado no 1º Congresso Virtual de Vigilância em Saúde (Convivs), promovido pelo Ministério da Saúde. A iniciativa criou um modelo integrado e participativo de atenção e vigilância voltado ao enfrentamento da pandemia em favelas do Rio de Janeiro. Contando com ampla mobilização dos moradores e coletivos locais, o projeto promoveu teleatendimento, testagem, isolamento domiciliar seguro e ações de comunicação nas favelas da Maré e de Manguinhos, além de apoiar a campanha Vacina Maré. Fruto da articulação entre Fiocruz, Redes da Maré, Dados do Bem, SAS Brasil, Conselho Comunitário de Manguinhos e União Rio, com financiamento da iniciativa Todos pela Saúde, o Conexão Saúde tornou-se referência nacional em ações colaborativas de vigilância em territórios populares.


Visita de senadores da Frente Parlamentar Observatório da Pandemia de Covid-19, criada para acompanhar os desdobramentos da CPI da Covid. Da esquerda para a direita: Maria Fabiana Damasio, diretora da Fiocruz Brasília; os senadores Humberto Costa e Omar Aziz; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; senador Randolfe Rodrigues; e Juliano Lima, chefe de gabinete da presidência da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 11 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, recebe os senadores Humberto Costa, Omar Aziz e Randolfe Rodrigues. Rio de Janeiro (RJ), 11 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, recebe os senadores Humberto Costa, Omar Aziz e Randolfe Rodrigues. Rio de Janeiro (RJ), 11 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, recebeu os senadores Omar Aziz (PSD), Randolfe Rodrigues (REDE) e Humberto Costa (PT) em visita institucional ao campus de Manguinhos. Os parlamentares integravam a Frente Parlamentar Observatório da Pandemia de Covid-19, criada para fiscalizar os desdobramentos jurídicos, legislativos e sociais da CPI da Pandemia e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o encontro, foram discutidos projetos de pesquisa sobre a Covid-19 e o planejamento da produção de imunizantes para 2022, em um momento em que a Fiocruz concluía os processos de validação necessários à fabricação 100% nacional da vacina AstraZeneca em Bio-Manguinhos.


Visita de senadores da Frente Parlamentar Observatório da Pandemia de Covid-19, criada para acompanhar os desdobramentos da CPI da Covid. Da esquerda para a direita: Maria Fabiana Damasio, diretora da Fiocruz Brasília; os senadores Humberto Costa e Omar Aziz; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; senador Randolfe Rodrigues; e Juliano Lima, chefe de gabinete da presidência da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 11 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, recebe os senadores Humberto Costa, Omar Aziz e Randolfe Rodrigues. Rio de Janeiro (RJ), 11 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, recebe os senadores Humberto Costa, Omar Aziz e Randolfe Rodrigues. Rio de Janeiro (RJ), 11 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, recebeu os senadores Omar Aziz (PSD), Randolfe Rodrigues (REDE) e Humberto Costa (PT) em visita institucional ao campus de Manguinhos. Os parlamentares integravam a Frente Parlamentar Observatório da Pandemia de Covid-19, criada para fiscalizar os desdobramentos jurídicos, legislativos e sociais da CPI da Pandemia e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o encontro, foram discutidos projetos de pesquisa sobre a Covid-19 e o planejamento da produção de imunizantes para 2022, em um momento em que a Fiocruz concluía os processos de validação necessários à fabricação 100% nacional da vacina AstraZeneca em Bio-Manguinhos.


Inauguração do Laboratório de Análises Físico-Químicas de Bio-Manguinhos, para atender ao aumento na demanda por análises de controle de qualidade gerado pela incorporação da produção da vacina Covid-19. Da esquerda para a direita: Marco Krieger, Vice-Presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz; Rosane Cuber, vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Mauricio Zuma, diretor de Bio-Manguinhos, e Akira Homma, assessor científico sênior de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021.

Inauguração do Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq) de Bio-Manguinhos, para atender ao aumento na demanda por análises de controle de qualidade gerado pela incorporação da produção da vacina Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e Rosane Cuber, vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos, na inauguração do Laboratório de Análises Físico-Químicas de Bio-Manguinhos, na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz .

Visita ao então inaugurado Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq) de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Akira Homma conduz visita ao então inaugurado Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq) de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Akira Homma conduz visita ao então inaugurado Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq) de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, em visita ao então inaugurado Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq) de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Luis Fernando Gonzaga Donadio, do Escritório de Captação de Recursos da Fiocruz e coordenador do Programa Unidos contra a Covid, e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, na inauguração do Laboratório de Análises Físico-Químicas de Bio-Manguinhos, construído com recursos doados ao Programa. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

O diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Mauricio Zuma, conduz representantes de instituições doadoras ao Programa Unidos Contra a Covid em visita a Bio-Manguinhos, por ocasião da inauguração do Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq). Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz inaugurou, em Bio-Manguinhos, o novo Laboratório Físico-Químico (Lafiq), criado para atender à crescente demanda por análises de controle de qualidade gerada pela produção da vacina contra a Covid-19 e de outros imunobiológicos. A nova estrutura ampliou em 50% a capacidade de controle de qualidade do instituto, consolidando a etapa final da incorporação da tecnologia de produção da vacina Oxford/AstraZeneca, que passaria a ser fabricada integralmente pela Fiocruz. Construído com recursos do programa Unidos contra a Covid-19 provenientes de doações de empresas, o Lafiq integrou um conjunto de ações estruturantes que deixaram legados duradouros para o Sistema Único de Saúde após a emergência sanitária.


Inauguração do Laboratório de Análises Físico-Químicas de Bio-Manguinhos, para atender ao aumento na demanda por análises de controle de qualidade gerado pela incorporação da produção da vacina Covid-19. Da esquerda para a direita: Marco Krieger, Vice-Presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz; Rosane Cuber, vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Mauricio Zuma, diretor de Bio-Manguinhos, e Akira Homma, assessor científico sênior de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021.

Inauguração do Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq) de Bio-Manguinhos, para atender ao aumento na demanda por análises de controle de qualidade gerado pela incorporação da produção da vacina Covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, e Rosane Cuber, vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos, na inauguração do Laboratório de Análises Físico-Químicas de Bio-Manguinhos, na Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz .

Visita ao então inaugurado Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq) de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Akira Homma conduz visita ao então inaugurado Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq) de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Akira Homma conduz visita ao então inaugurado Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq) de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, em visita ao então inaugurado Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq) de Bio-Manguinhos. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Luis Fernando Gonzaga Donadio, do Escritório de Captação de Recursos da Fiocruz e coordenador do Programa Unidos contra a Covid, e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, na inauguração do Laboratório de Análises Físico-Químicas de Bio-Manguinhos, construído com recursos doados ao Programa. Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

O diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Mauricio Zuma, conduz representantes de instituições doadoras ao Programa Unidos Contra a Covid em visita a Bio-Manguinhos, por ocasião da inauguração do Laboratório de Análises Físico-Químicas (Lafiq). Rio de Janeiro (RJ), 23 nov. 2021. Foto Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz inaugurou, em Bio-Manguinhos, o novo Laboratório Físico-Químico (Lafiq), criado para atender à crescente demanda por análises de controle de qualidade gerada pela produção da vacina contra a Covid-19 e de outros imunobiológicos. A nova estrutura ampliou em 50% a capacidade de controle de qualidade do instituto, consolidando a etapa final da incorporação da tecnologia de produção da vacina Oxford/AstraZeneca, que passaria a ser fabricada integralmente pela Fiocruz. Construído com recursos do programa Unidos contra a Covid-19 provenientes de doações de empresas, o Lafiq integrou um conjunto de ações estruturantes que deixaram legados duradouros para o Sistema Único de Saúde após a emergência sanitária.


Imagem laboratorial da variante Ômicron do coronavírus SARS-CoV-2 (em laranja) infectando uma célula humana (em roxo), obtida por microscopia eletrônica. As cores foram adicionadas artificialmente para facilitar a visualização. Imagem: Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID/NIH)/Flickr.
O Brasil confirmou os primeiros casos da variante Ômicron do SARS-CoV-2. Primeiramente, a Secretaria de Saúde de São Paulo identificou a variante em um homem de 41 anos e uma mulher de 37 anos que haviam desembarcado no país em 23 de novembro, vindos da África do Sul. Poucos dias depois, o Instituto Adolfo Lutz confirmou um terceiro caso, de um homem de 29 anos procedente da Etiópia. As notificações marcaram a entrada da nova variante no país e mobilizaram laboratórios de referência, como o Adolfo Lutz e a Rede Genômica Fiocruz, para o monitoramento de sua disseminação. Identificada inicialmente no sul da África e classificada pela OMS como “variante de preocupação” em 26 de novembro, a Ômicron despertou atenção global por apresentar elevado número de mutações e maior potencial de transmissão que as cepas anteriores.


Imagem laboratorial da variante Ômicron do coronavírus SARS-CoV-2 (em laranja) infectando uma célula humana (em roxo), obtida por microscopia eletrônica. As cores foram adicionadas artificialmente para facilitar a visualização. Imagem: Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID/NIH)/Flickr.
O Brasil confirmou os primeiros casos da variante Ômicron do SARS-CoV-2. Primeiramente, a Secretaria de Saúde de São Paulo identificou a variante em um homem de 41 anos e uma mulher de 37 anos que haviam desembarcado no país em 23 de novembro, vindos da África do Sul. Poucos dias depois, o Instituto Adolfo Lutz confirmou um terceiro caso, de um homem de 29 anos procedente da Etiópia. As notificações marcaram a entrada da nova variante no país e mobilizaram laboratórios de referência, como o Adolfo Lutz e a Rede Genômica Fiocruz, para o monitoramento de sua disseminação. Identificada inicialmente no sul da África e classificada pela OMS como “variante de preocupação” em 26 de novembro, a Ômicron despertou atenção global por apresentar elevado número de mutações e maior potencial de transmissão que as cepas anteriores.


Vacinas contra a Covid-19. Foto: Myke Sena/MS/fLICKR.
Pesquisadores do projeto VigiVac analisaram a proteção conferida pelas vacinas Pfizer, AstraZeneca/Fiocruz, CoronaVac e Janssen contra infecções leves, casos graves e óbitos por Covid-19, a partir de dados anônimos do DataSUS. Os resultados, divulgados em boletim, mostraram alta efetividade, especialmente na prevenção de mortes: cerca de 99% para a AstraZeneca/Fiocruz, acima de 96% para a Pfizer, até 95% para a Coronavac e entre 78% e 94% para a Janssen. Desenvolvido no Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) em parceria com instituições nacionais e internacionais, o VigiVac reforçou o uso de grandes bases de dados para orientar políticas públicas e aprimorar o acompanhamento da efetividade vacinal no país. Parte dos resultados desses estudos, como aqueles analisando a efetividade da CoronaVac, foram publicados em revistas científicas de renome, como a Nature.


Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, durante reunião na sede da OMS em Genebra, Suíça. Foto: Evan Schneider/UN Photo.
A Organização Mundial da Saúde informou que a variante Ômicron já havia sido detectada em 63 países e apresentava velocidade de propagação superior à da variante Delta. O comunicado destacou que os dados iniciais indicavam sintomas mais leves e possível redução da eficácia das vacinas contra infecção, embora permanecesse elevada a proteção contra casos graves e óbitos. As conclusões reforçaram a importância da vigilância genômica ampliada e do acompanhamento contínuo da evolução da pandemia.


Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, durante reunião na sede da OMS em Genebra, Suíça. Foto: Evan Schneider/UN Photo.
A Organização Mundial da Saúde informou que a variante Ômicron já havia sido detectada em 63 países e apresentava velocidade de propagação superior à da variante Delta. O comunicado destacou que os dados iniciais indicavam sintomas mais leves e possível redução da eficácia das vacinas contra infecção, embora permanecesse elevada a proteção contra casos graves e óbitos. As conclusões reforçaram a importância da vigilância genômica ampliada e do acompanhamento contínuo da evolução da pandemia.


Ministério da Saúde. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons.
Um ataque cibernético aos sistemas do Ministério da Saúde tirou do ar o Painel Coronavírus e plataformas de registro como o e-SUS Notifica e o SI-PNI (Programa Nacional de Imunizações), interrompendo a divulgação de dados sobre casos, óbitos e vacinação contra a Covid-19. A instabilidade se estendeu por semanas, comprometendo a consolidação das informações epidemiológicas e motivando críticas de gestores e especialistas. O episódio ficou conhecido como o “apagão de dados” e teve impactos sobre os indicadores de vigilância no início de 2022.


Ministério da Saúde. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Wikimedia Commons.
Um ataque cibernético aos sistemas do Ministério da Saúde tirou do ar o Painel Coronavírus e plataformas de registro como o e-SUS Notifica e o SI-PNI (Programa Nacional de Imunizações), interrompendo a divulgação de dados sobre casos, óbitos e vacinação contra a Covid-19. A instabilidade se estendeu por semanas, comprometendo a consolidação das informações epidemiológicas e motivando críticas de gestores e especialistas. O episódio ficou conhecido como o “apagão de dados” e teve impactos sobre os indicadores de vigilância no início de 2022.


Biobanco Covid-19 da Fiocruz, inaugurado no campus Maré, Rio de Janeiro (RJ), em 13 dez. 2021. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Inauguração do Biobanco Covid-19 da Fiocruz. Nísia Trindade Lima, presidente da Fundação (ao centro), com Marco Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Mario Moreira, Vice-Presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, a gerente geral do BC19-Fiocruz, Manuela da Silva, e Renata Almeida de Souza (vestido verde), secretária executiva da Coordenação da Qualidade da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 13 dez. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.

Inauguração do Biobanco Covid-19 da Fiocruz. Da esquerda para a direita: os deputados federais Julio Lopes e Doutor Luizinho; a gerente geral do BC19-Fiocruz, Manuela da Silva; o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; a Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima; o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros; Renata Almeida de Souza, secretária-executiva da Coordenação da Qualidade da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 13 dez. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.

Inauguração do Biobanco Covid-19 da Fiocruz. Da esquerda para a direita: os deputados federais Julio Lopes e Doutor Luizinho; a gerente geral do BC19-Fiocruz, Manuela da Silva; o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; a Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima; o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros; Renata Almeida de Souza, secretária-executiva da Coordenação da Qualidade da Fiocruz. Rio de Janeiro, 13 dez. 2021. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz inaugurou o Biobanco Covid-19, uma estrutura com capacidade para armazenar até um milhão e meio de amostras biológicas humanas e não humanas, construída no campus Maré, no Rio de Janeiro. O espaço foi concebido para apoiar pesquisas, desenvolvimento tecnológico e ensaios clínicos voltados à Covid-19. Durante a cerimônia, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, destacou que o Biobanco fortaleceria a base científica e de vigilância da instituição diante de novos cenários de emergência sanitária. Criado no contexto da pandemia, o Biobanco integrou o conjunto de iniciativas estruturantes que consolidaram uma infraestrutura permanente para o estudo de patógenos e respostas a futuros surtos. Em 2023, com o fim da pandemia, o espaço, rebatizado de Biobanco da Biodiversidade e Saúde da Fiocruz (BBS-Fiocruz), ampliou suas atribuições, passando a armazenar materiais biológicos relativos a outras doenças e vírus de interesse científico.


Vacinas contra a covid pediátricas da Pfizer-BioNTech. Foto: Myke Sena/MS/Flickr.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina da Pfizer contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos, após avaliar os dados de segurança e eficácia apresentados pela farmacêutica. Antes mesmo que o Ministério da Saúde definisse o início da vacinação infantil, o presidente Jair Bolsonaro reagiu à decisão, afirmando que divulgaria os nomes dos técnicos da Anvisa responsáveis pela aprovação. Após as declarações, profissionais da agência passaram a receber ameaças por e-mail. O episódio ampliou as tensões entre o governo federal e as autoridades sanitárias, em meio às dúvidas que Bolsonaro e setores de sua base de apoio alimentavam sobre a segurança e a necessidade de vacinas para essa faixa etária, contrariando as evidências examinadas por profissionais da Sociedade Brasileira de Pediatria, da Fiocruz e da OPAS. Dias depois, em 23 de dezembro, em uma decisão criticada por especialistas, o Ministério da Saúde abriu consulta pública sobre o tema, discutindo a possibilidade de exigência de prescrição médica e autorização dos pais para a aplicação dos imunizantes em crianças. Em carta pública de 24 de dezembro, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) manifestou apoio à vacinação infantil, ressaltando sua importância para o controle da pandemia.


Vacinas contra a covid pediátricas da Pfizer-BioNTech. Foto: Myke Sena/MS/Flickr.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina da Pfizer contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos, após avaliar os dados de segurança e eficácia apresentados pela farmacêutica. Antes mesmo que o Ministério da Saúde definisse o início da vacinação infantil, o presidente Jair Bolsonaro reagiu à decisão, afirmando que divulgaria os nomes dos técnicos da Anvisa responsáveis pela aprovação. Após as declarações, profissionais da agência passaram a receber ameaças por e-mail. O episódio ampliou as tensões entre o governo federal e as autoridades sanitárias, em meio às dúvidas que Bolsonaro e setores de sua base de apoio alimentavam sobre a segurança e a necessidade de vacinas para essa faixa etária, contrariando as evidências examinadas por profissionais da Sociedade Brasileira de Pediatria, da Fiocruz e da OPAS. Dias depois, em 23 de dezembro, em uma decisão criticada por especialistas, o Ministério da Saúde abriu consulta pública sobre o tema, discutindo a possibilidade de exigência de prescrição médica e autorização dos pais para a aplicação dos imunizantes em crianças. Em carta pública de 24 de dezembro, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) manifestou apoio à vacinação infantil, ressaltando sua importância para o controle da pandemia.


Início da vacinação infantil no Estado de São Paulo. 20 jan. 2022. Foto: Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons.
A Fiocruz divulgou nota técnica que reafirmou a importância da imunização de crianças de 5 a 11 anos diante do avanço da variante Ômicron, mais transmissível. O documento apresentou dados sobre hospitalizações e óbitos por Covid-19 em menores de 19 anos e destacou o risco da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). Com base em evidências internacionais, a nota apontou a segurança da vacina da Pfizer e defendeu a vacinação infantil como medida essencial para prevenir casos graves e óbitos, além de garantir o retorno seguro às aulas presenciais.


Início da vacinação infantil no Estado de São Paulo. 20 jan. 2022. Foto: Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons.
A Fiocruz divulgou nota técnica que reafirmou a importância da imunização de crianças de 5 a 11 anos diante do avanço da variante Ômicron, mais transmissível. O documento apresentou dados sobre hospitalizações e óbitos por Covid-19 em menores de 19 anos e destacou o risco da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). Com base em evidências internacionais, a nota apontou a segurança da vacina da Pfizer e defendeu a vacinação infantil como medida essencial para prevenir casos graves e óbitos, além de garantir o retorno seguro às aulas presenciais.


Dia D da Vacinação. Brasília (DF), 20 nov. 2021. Foto: Renato Alves/Agência Brasília/Fotos Públicas.
Em 28 de dezembro de 2021, o Ministério da Saúde informou que 80% da população alvo da campanha de vacinação contra a covid-199 havia completado o esquema primário (duas doses ou dose única, conforme o imunizante), o que correspondia a mais de 143 milhões de pessoas imunizadas. A marca foi registrada ao final do segundo ano da pandemia, em um cenário ainda marcado pela circulação da variante Delta e pela identificação dos primeiros casos da variante Ômicron no país. O dado indicava o avanço da cobertura vacinal no território nacional naquele momento.


Início da vacinação infantil em São Paulo. 14 jan. 2022. Foto: Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons.
Após realizar consulta pública sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro, o Ministério da Saúde promoveu, em Brasília, uma audiência para discutir o tema. O debate ocorreu em meio a tensões políticas e a declarações do presidente Jair Bolsonaro que lançavam dúvidas sobre a segurança e a necessidade da vacinação para essa faixa etária. Na consulta pública, a maioria dos participantes manifestou-se favoravelmente à imunização e rejeitou a exigência de prescrição médica para aplicação das doses. Especialistas criticaram o processo conduzido pelo Ministério, argumentando que a realização da consulta e da audiência, incluindo as propostas de receita médica e autorização dos pais, criava obstáculos e atrasos injustificáveis à vacinação infantil, já autorizada pela Anvisa para o imunizante da Pfizer desde 16 de dezembro de 2021. Após os debates, o governo anunciou o início da vacinação infantil para 15 de janeiro de 2022, afirmando que a imunização não seria obrigatória e que dependeria do consentimento formal dos responsáveis.


Início da vacinação infantil em São Paulo. 14 jan. 2022. Foto: Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons.
Após realizar consulta pública sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro, o Ministério da Saúde promoveu, em Brasília, uma audiência para discutir o tema. O debate ocorreu em meio a tensões políticas e a declarações do presidente Jair Bolsonaro que lançavam dúvidas sobre a segurança e a necessidade da vacinação para essa faixa etária. Na consulta pública, a maioria dos participantes manifestou-se favoravelmente à imunização e rejeitou a exigência de prescrição médica para aplicação das doses. Especialistas criticaram o processo conduzido pelo Ministério, argumentando que a realização da consulta e da audiência, incluindo as propostas de receita médica e autorização dos pais, criava obstáculos e atrasos injustificáveis à vacinação infantil, já autorizada pela Anvisa para o imunizante da Pfizer desde 16 de dezembro de 2021. Após os debates, o governo anunciou o início da vacinação infantil para 15 de janeiro de 2022, afirmando que a imunização não seria obrigatória e que dependeria do consentimento formal dos responsáveis.


UTI do hospital Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo (SP). 12 mai. 2020. Foto: Gustavo Basso/Wikimedia Commons
O país alcançou 619.730 óbitos e 22,4 milhões de casos acumulados de Covid-19, com a média móvel de diagnósticos confirmados ultrapassando 17 mil registros diários. Especialistas associaram o aumento à disseminação da variante Ômicron e ao apagão de dados do Ministério da Saúde ocorrido em dezembro de 2021, que prejudicou a notificação regular de casos e mortes. O cenário marcou o início de uma nova onda de infecções no Brasil, após as festas de fim de ano e o relaxamento de medidas não farmacológicas, como uso de máscaras e distanciamento físico. Nas semanas seguintes, a escalada se intensificaria rapidamente: em 23 de janeiro, o país registraria média móvel de 149 mil casos diários, o maior patamar desde o início da pandemia.


UTI do hospital Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo (SP). 12 mai. 2020. Foto: Gustavo Basso/Wikimedia Commons
O país alcançou 619.730 óbitos e 22,4 milhões de casos acumulados de Covid-19, com a média móvel de diagnósticos confirmados ultrapassando 17 mil registros diários. Especialistas associaram o aumento à disseminação da variante Ômicron e ao apagão de dados do Ministério da Saúde ocorrido em dezembro de 2021, que prejudicou a notificação regular de casos e mortes. O cenário marcou o início de uma nova onda de infecções no Brasil, após as festas de fim de ano e o relaxamento de medidas não farmacológicas, como uso de máscaras e distanciamento físico. Nas semanas seguintes, a escalada se intensificaria rapidamente: em 23 de janeiro, o país registraria média móvel de 149 mil casos diários, o maior patamar desde o início da pandemia.


Vacina Oxford/AstraZeneca produzida em Bio-Manguinhos/Fiocruz. Foto: Rodrigo Pereira.
A Anvisa concedeu parecer favorável para incluir a Fiocruz como produtora do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) no registro da vacina Oxford/AstraZeneca. A decisão concluiu o processo de transferência de tecnologia e tornou a Fiocruz a primeira instituição brasileira autorizada a fabricar integralmente uma vacina contra a Covid-19, desde o IFA até o envase e a distribuição ao Ministério da Saúde. A produção nacional do imunizante pela Fiocruz teve início em julho de 2021, após assinatura de contrato de Transferência de Tecnologia com a parceira AstraZeneca. Além de garantir a autossuficiência do país para a fabricação da vacina contra a Covid-19, a incorporação da tecnologia representou um marco para a capacidade nacional de resposta a emergências sanitárias.


Vacinação contra Covid-19 em Olinda (PE). 15 abr. 2021. Foto: Arquimedes Santos/Prefeitura de Olinda / Wikimedia Commons.
Um ano após o início da campanha de imunização, o Brasil havia aplicado mais de 302 milhões de doses contra a Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde. Cerca de 89% da população elegível havia recebido a primeira dose e 74% estava com o esquema vacinal completo. A data tornou-se símbolo da resposta do país à pandemia: em 17 de janeiro de 2021, a enfermeira Mônica Calazans, do Hospital Emílio Ribas (SP), foi a primeira brasileira a receber uma vacina contra a doença, a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Um ano depois, o país enfrentava a disseminação da variante Ômicron e o desafio de ampliar a cobertura da dose de reforço e iniciar a imunização infantil, aprovada semanas antes pela Anvisa.


Vacinação contra Covid-19 em Olinda (PE). 15 abr. 2021. Foto: Arquimedes Santos/Prefeitura de Olinda / Wikimedia Commons.
Um ano após o início da campanha de imunização, o Brasil havia aplicado mais de 302 milhões de doses contra a Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde. Cerca de 89% da população elegível havia recebido a primeira dose e 74% estava com o esquema vacinal completo. A data tornou-se símbolo da resposta do país à pandemia: em 17 de janeiro de 2021, a enfermeira Mônica Calazans, do Hospital Emílio Ribas (SP), foi a primeira brasileira a receber uma vacina contra a doença, a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Um ano depois, o país enfrentava a disseminação da variante Ômicron e o desafio de ampliar a cobertura da dose de reforço e iniciar a imunização infantil, aprovada semanas antes pela Anvisa.


Técnico de enfermagem da UTI Covid do Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Distrito Federal, 22 jan. 2021. Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF/Flickr
O Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz registrou piora na ocupação de leitos de UTI para adultos no SUS. Das 27 unidades da federação, seis estados e o Distrito Federal estavam na zona de alerta crítico, com mais de 80% de ocupação; 12 apresentavam situação intermediária e apenas oito estavam fora da zona de alerta. O levantamento apontou tendência de aumento nas hospitalizações associadas à variante Ômicron e reforçou a importância da ampliação da cobertura vacinal e do fortalecimento das medidas de prevenção.


Técnico de enfermagem da UTI Covid do Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Distrito Federal, 22 jan. 2021. Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF/Flickr
O Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz registrou piora na ocupação de leitos de UTI para adultos no SUS. Das 27 unidades da federação, seis estados e o Distrito Federal estavam na zona de alerta crítico, com mais de 80% de ocupação; 12 apresentavam situação intermediária e apenas oito estavam fora da zona de alerta. O levantamento apontou tendência de aumento nas hospitalizações associadas à variante Ômicron e reforçou a importância da ampliação da cobertura vacinal e do fortalecimento das medidas de prevenção.


Novo Coronavírus SARS-CoV-2 (Omicron). Imagem: NIAID.
A Rede Genômica da Fiocruz divulgou novos dados sobre a circulação de linhagens do SARS-CoV-2 no Brasil. O levantamento mostrou que a variante Ômicron, que em dezembro representava 39,4% dos genomas sequenciados, passou a responder por 95,9% das amostras analisadas em janeiro de 2022, tornando-se dominante em todas as regiões do país. O relatório, fruto do trabalho contínuo das unidades da Fiocruz em diferentes estados, destacou a rápida substituição da variante Delta.


Novo Coronavírus SARS-CoV-2 (Omicron). Imagem: NIAID.
A Rede Genômica da Fiocruz divulgou novos dados sobre a circulação de linhagens do SARS-CoV-2 no Brasil. O levantamento mostrou que a variante Ômicron, que em dezembro representava 39,4% dos genomas sequenciados, passou a responder por 95,9% das amostras analisadas em janeiro de 2022, tornando-se dominante em todas as regiões do país. O relatório, fruto do trabalho contínuo das unidades da Fiocruz em diferentes estados, destacou a rápida substituição da variante Delta.


Caixa com vacinas Oxford/AstraZeneca/Fiocruz produzidas em Bio-Manguinhos para entrega ao Ministério da Saúde, 2021. Foto: Rodrigo Pereira.
A Fiocruz, por meio de Bio-Manguinhos, iniciou a entrega ao Ministério da Saúde das primeiras doses da vacina contra a Covid-19 produzidas integralmente no Brasil, utilizando Ingrediente Farmacêutico Ativo fabricado pela própria instituição. A liberação do lote ocorreu após a aprovação dos controles de qualidade internos e marcou a conclusão do processo de transferência de tecnologia firmado com a AstraZeneca, consolidando o domínio nacional sobre todo o ciclo produtivo da vacina e ampliando a autonomia do país na resposta à pandemia.


https://cepi.net/
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, participou da Cúpula Global de Preparação para Pandemias (Global Pandemic Preparedness Summit), realizada em Londres e organizada pela Cepi (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations). O encontro reuniu representantes de governos, instituições científicas, fundações e organismos internacionais para discutir estratégias de preparação para futuras emergências sanitárias, incluindo a “Missão dos 100 dias”, voltada a acelerar o desenvolvimento de vacinas diante de novas ameaças epidêmicas. Em sua intervenção, Nísia destacou a necessidade de descentralizar a produção de imunizantes e fortalecer capacidades regionais de pesquisa e desenvolvimento, lembrando que a pandemia evidenciou desigualdades entre povos e nações no acesso a insumos e vacinas. A participação da Fiocruz integrou as articulações internacionais em torno de uma nova agenda de preparação e resposta, orientada pela cooperação científica e pela redução das desigualdades globais em saúde. Em 2024, a Cúpula Global de Preparação para Pandemias seria realizada no Rio de Janeiro, contando novamente com a participação de Nísia, dessa vez como ministra da saúde do terceiro governo Lula, além de instituições científicas brasileiras como a Fiocruz e organismos multilaterais como a Organização Mundial da Saúde. Após longo processo de negociação, em 2025, em decisão histórica da 78ª Assembleia Mundial da Saúde, os países-membros da OMS aprovariam o Acordo sobre Pandemias, tratado internacional voltado ao fortalecimento da coordenação global em prevenção, preparação e resposta a futuras pandemias, com ênfase no acesso equitativo a vacinas, diagnósticos e tratamentos.


https://cepi.net/
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, participou da Cúpula Global de Preparação para Pandemias (Global Pandemic Preparedness Summit), realizada em Londres e organizada pela Cepi (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations). O encontro reuniu representantes de governos, instituições científicas, fundações e organismos internacionais para discutir estratégias de preparação para futuras emergências sanitárias, incluindo a “Missão dos 100 dias”, voltada a acelerar o desenvolvimento de vacinas diante de novas ameaças epidêmicas. Em sua intervenção, Nísia destacou a necessidade de descentralizar a produção de imunizantes e fortalecer capacidades regionais de pesquisa e desenvolvimento, lembrando que a pandemia evidenciou desigualdades entre povos e nações no acesso a insumos e vacinas. A participação da Fiocruz integrou as articulações internacionais em torno de uma nova agenda de preparação e resposta, orientada pela cooperação científica e pela redução das desigualdades globais em saúde. Em 2024, a Cúpula Global de Preparação para Pandemias seria realizada no Rio de Janeiro, contando novamente com a participação de Nísia, dessa vez como ministra da saúde do terceiro governo Lula, além de instituições científicas brasileiras como a Fiocruz e organismos multilaterais como a Organização Mundial da Saúde. Após longo processo de negociação, em 2025, em decisão histórica da 78ª Assembleia Mundial da Saúde, os países-membros da OMS aprovariam o Acordo sobre Pandemias, tratado internacional voltado ao fortalecimento da coordenação global em prevenção, preparação e resposta a futuras pandemias, com ênfase no acesso equitativo a vacinas, diagnósticos e tratamentos.


Bandeiras dos países integrantes do BRICS durante o XVIII Fórum Acadêmico do BRICS (FABRICS). Brasília (DF), 2025. Foto: Helio Montferre/Ipea.
A Fiocruz foi indicada pelo Ministério da Saúde para representar o Brasil no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas do BRICS. O centro foi lançado em reunião virtual com a presença dos ministros da Saúde dos cinco países do bloco: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A iniciativa buscou ampliar a cooperação científica entre as nações, promovendo intercâmbio de informações, experiências e capacitação técnica, além de fortalecer a capacidade produtiva regional e o acesso equitativo a imunizantes. A participação da Fiocruz refletiu o compromisso institucional com esforços internacionais voltados ao desenvolvimento conjunto de vacinas e ao fortalecimento da autonomia tecnológica entre países do Sul Global.


Bandeiras dos países integrantes do BRICS durante o XVIII Fórum Acadêmico do BRICS (FABRICS). Brasília (DF), 2025. Foto: Helio Montferre/Ipea.
A Fiocruz foi indicada pelo Ministério da Saúde para representar o Brasil no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas do BRICS. O centro foi lançado em reunião virtual com a presença dos ministros da Saúde dos cinco países do bloco: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A iniciativa buscou ampliar a cooperação científica entre as nações, promovendo intercâmbio de informações, experiências e capacitação técnica, além de fortalecer a capacidade produtiva regional e o acesso equitativo a imunizantes. A participação da Fiocruz refletiu o compromisso institucional com esforços internacionais voltados ao desenvolvimento conjunto de vacinas e ao fortalecimento da autonomia tecnológica entre países do Sul Global.


Delegação da OMS e da Opas realiza visita à Fiocruz. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
Uma delegação de alto nível da Organização Mundial da Saúde visitou a Fiocruz como parte dos esforços para a implementação do Hub para Inteligência Pandêmica e Epidêmica, centro criado em setembro de 2021, com sede em Berlim, Alemanha, e liderado por Chikwe Ihekweazu, diretor-geral assistente da Divisão de Inteligência e Sistemas de Vigilância de Emergências da Saúde da agência internacional. Concebido como uma rede global de monitoramento e compartilhamento de dados para detectar mais rapidamente surtos e novas ameaças sanitárias, o Hub buscava fortalecer a preparação internacional diante de futuras epidemias e pandemias. Realizada em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde, a visita, que contou também com a participação de representantes do Ministério da Saúde, teve por objetivo identificar parceiros capazes de fortalecer a rede internacional em construção. Ihekweazu destacou a importância de alinhar práticas e aprimorar o fluxo de informações entre países, apontando a Fiocruz como parceira estratégica nesses esforços. A integração da instituição ao Hub seria formalizada em 22 de maio de 2023, a partir de acordo de cooperação com a OMS assinado pelo presidente da Fiocruz, Mario Moreira, durante a 76ª Assembleia Mundial da Saúde.


Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, relativo à semana de 6 a 19 de março de 2022.
Pela primeira vez desde julho de 2020, o Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz mostrou o mapa do país inteiramente “verde”. Isso significava que as taxas de ocupação de leitos de UTI para Síndrome Respiratória Aguda Grave e Covid-19 estavam abaixo de 60% em todos estados do Brasil e no Distrito Federal. O dado representou um alívio momentâneo na pressão sobre o sistema de saúde após o pico de internações associado à disseminação da variante Ômicron.


Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, relativo à semana de 6 a 19 de março de 2022.
Pela primeira vez desde julho de 2020, o Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz mostrou o mapa do país inteiramente “verde”. Isso significava que as taxas de ocupação de leitos de UTI para Síndrome Respiratória Aguda Grave e Covid-19 estavam abaixo de 60% em todos estados do Brasil e no Distrito Federal. O dado representou um alívio momentâneo na pressão sobre o sistema de saúde após o pico de internações associado à disseminação da variante Ômicron.


Recorte da capa do Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, relativo à semana de 10 a 23 de abril. Foto: Victor Moryama (Getty Images).
O Brasil registrou uma das menores médias móveis de mortes por Covid-19 desde janeiro de 2022, com cerca de 133 óbitos diários nos sete dias anteriores, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de saúde. O país também contabilizou, naquele momento, alguns dos menores números diários de casos desde o início da onda provocada pela variante Ômicron, confirmando a tendência de desaceleração da pandemia após o surto do começo do ano. Ao longo de abril, os indicadores de mortalidade alcançariam um dos patamares mais baixos desde o início da série histórica em março de 2020. A redução das hospitalizações e mortes ocorreu em paralelo ao avanço da vacinação de reforço e ao início da imunização infantil.


Recorte da capa do Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, relativo à semana de 10 a 23 de abril. Foto: Victor Moryama (Getty Images).
O Brasil registrou uma das menores médias móveis de mortes por Covid-19 desde janeiro de 2022, com cerca de 133 óbitos diários nos sete dias anteriores, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de saúde. O país também contabilizou, naquele momento, alguns dos menores números diários de casos desde o início da onda provocada pela variante Ômicron, confirmando a tendência de desaceleração da pandemia após o surto do começo do ano. Ao longo de abril, os indicadores de mortalidade alcançariam um dos patamares mais baixos desde o início da série histórica em março de 2020. A redução das hospitalizações e mortes ocorreu em paralelo ao avanço da vacinação de reforço e ao início da imunização infantil.


Foto: Tânia Rego/ Agência Brasil.
O governo federal publicou a Portaria nº 913, que encerrou a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), em vigor desde fevereiro de 2020. A decisão veio após pronunciamento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que relacionou o fim da Espin à melhora do cenário epidemiológico e à ampla cobertura vacinal. Entidades científicas e gestores de saúde reagiram com cautela, apontando a falta de critérios técnicos definidos e destacando que a OMS ainda mantinha a Covid-19 com o status de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional. Embora o Ministério da Saúde afirmasse que a medida não alteraria políticas estruturantes, como a vacinação e a vigilância epidemiológica, especialistas alertaram que o ato poderia transmitir à população uma sensação prematura de normalização da situação sanitária e favorecer o relaxamento das medidas de prevenção. Na época, o país somava mais de 660 mil mortes pela doença.


Evento no Rio de Janeiro debateu Ameaças Globais Sanitárias Emergentes e Persistentes. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/Fiocruz.
A Fiocruz e o National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID/NIH), dos Estados Unidos, realizaram no Rio de Janeiro o simpósio Ameaças Globais Sanitárias Emergentes e Persistentes, reunindo especialistas internacionais em Covid-19, HIV/Aids, arboviroses e outras doenças infecciosas, a exemplo do epidemiologista Anthonhy Fauci, que coordenou a resposta científica à pandemia nos EUA, e Adrian Hill, diretor do Jenner Institute, centro de pesquisa da Universidade de Oxford (Reino Unido) que participou do desenvolvimento da vacina Oxford/AstraZeneca. O encontro ocorreu em um momento de queda das infecções pelo coronavírus e menor pressão sobre os sistemas de saúde, promovendo debates sobre vigilância e cooperação científica internacional. A iniciativa reafirmou o papel da Fiocruz nas redes de pesquisa dedicadas à preparação para futuras emergências sanitárias.


Evento no Rio de Janeiro debateu Ameaças Globais Sanitárias Emergentes e Persistentes. Foto: Pedro Paulo Gonçalves/Fiocruz.
A Fiocruz e o National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID/NIH), dos Estados Unidos, realizaram no Rio de Janeiro o simpósio Ameaças Globais Sanitárias Emergentes e Persistentes, reunindo especialistas internacionais em Covid-19, HIV/Aids, arboviroses e outras doenças infecciosas, a exemplo do epidemiologista Anthonhy Fauci, que coordenou a resposta científica à pandemia nos EUA, e Adrian Hill, diretor do Jenner Institute, centro de pesquisa da Universidade de Oxford (Reino Unido) que participou do desenvolvimento da vacina Oxford/AstraZeneca. O encontro ocorreu em um momento de queda das infecções pelo coronavírus e menor pressão sobre os sistemas de saúde, promovendo debates sobre vigilância e cooperação científica internacional. A iniciativa reafirmou o papel da Fiocruz nas redes de pesquisa dedicadas à preparação para futuras emergências sanitárias.


Visita de Maria Van Kerkhove (primeira fila, blusa preta), líder técnica para Covid-19 da Organização Mundial da Saúde, para reunião sobre os aprendizados e desafios para garantir investimentos em futuras emergências sanitárias. Estiveram presentes também a representante da Opas/OMS no Brasil, Socorro Gross (blusa azul), e o diretor do Departamento de Articulação Estratégica em Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Breno Soares (entre Gross e Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, de blusa branca). Rio de Janeiro (RJ), 06 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita de Maria Van Kerkhove, líder técnica para covid-19 da Organização Mundial da Saúde, para reunião sobre os aprendizados e desafios para garantir investimentos em futuras emergências sanitárias. Na cabeceira da mesa, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. A seu lado esquerdo, Kerkhove. A seu lado direito, a representante da Opas/OMS no Brasil, Socorro Gross (blusa azul), e o diretor do Departamento de Articulação Estratégica em Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Breno Soares. Rio de Janeiro (RJ), 06 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Maria Van Kerkhove (à esquerda), líder técnica para covid-19 da Organização Mundial da Saúde, e Socorro Gross, representante da OPAS/OMS no Brasil, durante visita à Fiocruz para reunião sobre os aprendizados e desafios para garantir investimentos em futuras emergências sanitárias. Rio de Janeiro (RJ), 06 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Em visita à Fiocruz, Maria Van Kerkhove (blusa preta), líder técnica para covid-19 da Organização Mundial da Saúde, Socorro Gross (blusa azul), representante da Opas/OMS no Brasil, e o diretor do Departamento de Articulação Estratégica em Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Breno Soares, participam, sob a condução da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, de reunião sobre aprendizados e desafios para o enfrentamento de futuras emergências sanitárias, com apresentação de projetos de pesquisadores brasileiros. Rio de Janeiro (RJ), 06 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Em visita à Fiocruz, Maria Van Kerkhove, líder técnica para covid-19 da Organização Mundial da Saúde, Socorro Gross, representante da Opas/OMS no Brasil, e o diretor do Departamento de Articulação Estratégica em Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Breno Soares, participam, sob a condução da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, de reunião sobre aprendizados e desafios para o enfrentamento de futuras emergências sanitárias, com apresentação de projetos de pesquisadores brasileiros. Rio de Janeiro (RJ), 06 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Em visita à Fiocruz, Maria Van Kerkhove, líder técnica para covid-19 da Organização Mundial da Saúde, Socorro Gross, representante da Opas/OMS no Brasil, e o diretor do Departamento de Articulação Estratégica em Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Breno Soares, participam, sob a condução da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, de reunião sobre aprendizados e desafios para o enfrentamento de futuras emergências sanitárias. Na primeira fila da audiência, da direita para a esquerda: Carlos Morel, Manoel Barral Netto, Marilda Siqueira, Daniel Vilella. Rio de Janeiro (RJ), 06 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Da direita para a esquerda: Carlos Morel, Manoel Barral Netto, Marilda Siqueira, Daniel Vilella, em reunião com Maria Van Kerkhove, líder técnica para covid-19 da Organização Mundial da Saúde; Socorro Gross, representante da Opas/OMS no Brasil; e o diretor do Departamento de Articulação Estratégica em Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Breno Soares, para discussão sobre aprendizados e desafios para o enfrentamento de futuras emergências sanitárias. Rio de Janeiro (RJ), 06 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Maria Van Kerkhove (à esquerda), líder técnica para covid-19 da Organização Mundial da Saúde, e Socorro Gross, (à direita), representante da OPAS/OMS no Brasil, conhecem a Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 (Unadig), durante visita à Fiocruz para reunião sobre os aprendizados e desafios para garantir investimentos em futuras emergências sanitárias. Rio de Janeiro (RJ), 06 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Maria Van Kerkhove (blusa preta), líder técnica para covid-19 da Organização Mundial da Saúde, conhece o Centro Hospitalar Covid-19, durante visita à Fiocruz para reunião sobre os aprendizados e desafios para garantir investimentos em futuras emergências sanitárias. Rio de Janeiro (RJ), 06 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Maria Van Kerkhove (ao centro), líder técnica para covid-19 da Organização Mundial da Saúde, e Socorro Gross (à sua esquerda), representante da Opas/OMS no Brasil, conhecem laboratórios do Instituto Oswaldo Cruz, conduzidas pela pesquisadora Marilda Siqueira, como parte das atividades da visita à Fiocruz para reunião sobre os aprendizados e desafios para garantir investimentos em futuras emergências sanitárias. Rio de Janeiro (RJ), 06 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Maria Van Kerkhove (ao centro), líder técnica para covid-19 da Organização Mundial da Saúde, e Socorro Gross (à sua direita), representante da Opas/OMS no Brasil, conhecem laboratórios do Instituto Oswaldo Cruz, conduzidas pela pesquisadora Marilda Siqueira, como parte das atividades da visita à Fiocruz para reunião sobre os aprendizados e desafios para garantir investimentos em futuras emergências sanitárias. Rio de Janeiro (RJ), 06 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz recebeu a visita de Maria Van Kerkhove, líder técnica da OMS para Covid-19, em missão para discutir como manter e ampliar as capacidades de vigilância, pesquisa e resposta desenvolvidas durante a pandemia diante do risco de novos patógenos emergentes. A delegação visitou o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), o Centro Hospitalar Covid-19 do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e a Unidade de apoio diagnóstico (Unadig) de Manguinhos. Van Kerkhove destacou a agilidade e a qualidade da infraestrutura científica da Fiocruz. Já Socorro Gross, representante da Organização Pan-Americana da Saúde, ressaltou a importância de fortalecer instituições estratégicas na região. O encontro reafirmou a cooperação científica entre a Fiocruz e a OMS. No dia seguinte, a especialista da OMS visitou o Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), em Manaus.


Comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) em visita à Fiocruz, para doação de equipamentos e discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. Ao centro, Teiji Hayashi, embaixador do Japão no Brasil. À sua direita, Akira Homma, e à sua direita, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. À esquerda de Lima, o representante da Jica no Brasil, Masayuki Eguchi, e Marina Madeira, Diretora adjunta da Agência Brasileira de Cooperação (Ministério das Reações Exteriores). Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) em visita à Fiocruz, para doação de equipamentos para Bio-Manguinhos e o Instituto Oswaldo Cruz, como parte de projeto de cooperação entre o Japão e o Brasil visando a melhoria da capacidade institucional de respostas à covid-19. Ao centro, Teiji Hayashi, embaixador do Japão no Brasil. À sua direita, Akira Homma, e à sua direita, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Em visita à Fiocruz, o representante da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) no Brasil, Masayuki Eguchi (de terno claro), e membros da delegação japonesa conhecem as instalações da fábrica de vacinas de Bio-Manguinhos, conduzidos por Antonio Barbosa, gestor da Coordenação Tecnológica (Cotec) de Bio-Manguinhos/Fiocruz, e por Pedro Burger, Coordenador-Adjunto do Centro de Relações Internacionais em Saúde – CRIS/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Representante Chefe da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) no Brasil, Masayuki Eguchi, recebe homenagem da equipe do Laboratório de Tecnologia Diagnóstica de Bio-Manguinhos, por ocasião da visita de comitivas do consulado do Japão e da JICA, para doação de equipamentos e para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita de comitivas do consulado do Japão e da JICA, para doação de equipamentos e para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. O representante chefe da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) no Brasil, Masayuki Eguchi (à esquerda), observa um dos equipamentos do Laboratório de Tecnologia Diagnóstica de Bio-Manguinhos doados pelo governo japonês. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita de comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) em visita à Fiocruz, para doação de equipamentos e para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. Da esquerda para a direita: Akira Homma, assessor científico sênior de Bio-Manguinos; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Pedro Burger, Coordenador-Adjunto do Centro de Relações Internacionais em Saúde – CRIS/Fiocruz; e Teiji Hayashi, embaixador do Japão no Brasil, e outros membros da delegação japonesa. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita de comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. A Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, apresenta o termo de doação de equipamentos. Da esquerda para a direita: Antônio Barbosa, Coordenador de Tecnologias e Projetos de Transferência de Tecnologia de Bio-Manguinhos; Akira Homma, Assessor Científico Sênior de Bio-Manguinhos; Teiji Hayashi, Embaixador do Japão no Brasil; Nísia Trindade Lima; Marina Madeira, Diretora adjunta da Agência Brasileira de Cooperação (Ministério das Reações Exteriores); Masayuki Eguchi, representante chefe da JICA no Brasil; Tania Araujo-Jorge, Diretora do Instituto Oswaldo Cruz; Pedro Burger, coordenador-Adjunto do Centro de Relações Internacionais em Saúde – CRIS/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita de comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. No Instituto Oswaldo Cruz, Elmo Eduardo de Almeida Amaral, vice-Diretor de Pesquisas, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, mostra a membros da delegação japonesa o moderno aparelho de tomografia computadorizada doado pelo país asiático. Ao seu lado, Marina Madeira, Diretora adjunta da Agência Brasileira de Cooperação (Ministério das Reações Exteriores). Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita de comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) à Fiocruz, para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. Entre as atividades, a delegação japonesa se reuniu com equipe do Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS/Fiocruz). Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz recebeu equipamentos doados pelo governo do Japão destinados a unidades como Bio-Manguinhos e o Instituto Oswaldo Cruz. A doação integrou um projeto de cooperação voltado ao reforço das capacidades do Brasil no enfrentamento da Covid-19, incluindo tecnologias usadas na produção de vacinas, em pesquisas e em diagnósticos. A delegação japonesa visitou os laboratórios onde os aparelhos foram instalados e discutiu novas iniciativas, incluindo futura cooperação técnica na área de vigilância genômica. O encontro destacou a longa parceria científico-tecnológica entre instituições japonesas e a Fiocruz, intensificada durante a pandemia.


Comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) em visita à Fiocruz, para doação de equipamentos e discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. Ao centro, Teiji Hayashi, embaixador do Japão no Brasil. À sua direita, Akira Homma, e à sua direita, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. À esquerda de Lima, o representante da Jica no Brasil, Masayuki Eguchi, e Marina Madeira, Diretora adjunta da Agência Brasileira de Cooperação (Ministério das Reações Exteriores). Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) em visita à Fiocruz, para doação de equipamentos para Bio-Manguinhos e o Instituto Oswaldo Cruz, como parte de projeto de cooperação entre o Japão e o Brasil visando a melhoria da capacidade institucional de respostas à covid-19. Ao centro, Teiji Hayashi, embaixador do Japão no Brasil. À sua direita, Akira Homma, e à sua direita, Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Em visita à Fiocruz, o representante da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) no Brasil, Masayuki Eguchi (de terno claro), e membros da delegação japonesa conhecem as instalações da fábrica de vacinas de Bio-Manguinhos, conduzidos por Antonio Barbosa, gestor da Coordenação Tecnológica (Cotec) de Bio-Manguinhos/Fiocruz, e por Pedro Burger, Coordenador-Adjunto do Centro de Relações Internacionais em Saúde – CRIS/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Representante Chefe da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) no Brasil, Masayuki Eguchi, recebe homenagem da equipe do Laboratório de Tecnologia Diagnóstica de Bio-Manguinhos, por ocasião da visita de comitivas do consulado do Japão e da JICA, para doação de equipamentos e para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita de comitivas do consulado do Japão e da JICA, para doação de equipamentos e para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. O representante chefe da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) no Brasil, Masayuki Eguchi (à esquerda), observa um dos equipamentos do Laboratório de Tecnologia Diagnóstica de Bio-Manguinhos doados pelo governo japonês. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita de comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) em visita à Fiocruz, para doação de equipamentos e para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. Da esquerda para a direita: Akira Homma, assessor científico sênior de Bio-Manguinos; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; Pedro Burger, Coordenador-Adjunto do Centro de Relações Internacionais em Saúde – CRIS/Fiocruz; e Teiji Hayashi, embaixador do Japão no Brasil, e outros membros da delegação japonesa. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita de comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. A Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, apresenta o termo de doação de equipamentos. Da esquerda para a direita: Antônio Barbosa, Coordenador de Tecnologias e Projetos de Transferência de Tecnologia de Bio-Manguinhos; Akira Homma, Assessor Científico Sênior de Bio-Manguinhos; Teiji Hayashi, Embaixador do Japão no Brasil; Nísia Trindade Lima; Marina Madeira, Diretora adjunta da Agência Brasileira de Cooperação (Ministério das Reações Exteriores); Masayuki Eguchi, representante chefe da JICA no Brasil; Tania Araujo-Jorge, Diretora do Instituto Oswaldo Cruz; Pedro Burger, coordenador-Adjunto do Centro de Relações Internacionais em Saúde – CRIS/Fiocruz. Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita de comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. No Instituto Oswaldo Cruz, Elmo Eduardo de Almeida Amaral, vice-Diretor de Pesquisas, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, mostra a membros da delegação japonesa o moderno aparelho de tomografia computadorizada doado pelo país asiático. Ao seu lado, Marina Madeira, Diretora adjunta da Agência Brasileira de Cooperação (Ministério das Reações Exteriores). Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.

Visita de comitivas do consulado do Japão e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) à Fiocruz, para discutir ações de cooperação entre o Japão e o Brasil para melhoria na capacidade de respostas à covid-19. Entre as atividades, a delegação japonesa se reuniu com equipe do Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS/Fiocruz). Rio de Janeiro (RJ), 12 mai. 2022. Foto: Peter Ilicciev/CCS/Fiocruz.
A Fiocruz recebeu equipamentos doados pelo governo do Japão destinados a unidades como Bio-Manguinhos e o Instituto Oswaldo Cruz. A doação integrou um projeto de cooperação voltado ao reforço das capacidades do Brasil no enfrentamento da Covid-19, incluindo tecnologias usadas na produção de vacinas, em pesquisas e em diagnósticos. A delegação japonesa visitou os laboratórios onde os aparelhos foram instalados e discutiu novas iniciativas, incluindo futura cooperação técnica na área de vigilância genômica. O encontro destacou a longa parceria científico-tecnológica entre instituições japonesas e a Fiocruz, intensificada durante a pandemia.


“Brasil, linhagens relevantes”. Gráfico produzido pela Rede Genômica da Fiocruz e publicado no Dossiê Pandemia de Covid-19, da Abrasco (2022), p. 86.
Em junho, epidemiologistas apontaram que o país já enfrentava uma nova onda de Covid-19 impulsionada por subvariantes da Ômicron, marcada por forte crescimento nas notificações. Entre 20 de maio e 2 de junho, os casos diários mais que dobraram, passando de 14 mil para 31 mil registros, segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Embora o aumento tenha sido expressivo, especialistas observaram que o impacto sobre hospitalizações e óbitos tendia a ser menor do que em ondas anteriores, resultado da ampla cobertura vacinal no país. Segundo o médico sanitarista Gonzalo Vecina, ex-presidente da Anvisa, 8 em cada 10 hospitalizações eram de pessoas não vacinadas ou com ciclo vacinal incompleto.


“Brasil, linhagens relevantes”. Gráfico produzido pela Rede Genômica da Fiocruz e publicado no Dossiê Pandemia de Covid-19, da Abrasco (2022), p. 86.
Em junho, epidemiologistas apontaram que o país já enfrentava uma nova onda de Covid-19 impulsionada por subvariantes da Ômicron, marcada por forte crescimento nas notificações. Entre 20 de maio e 2 de junho, os casos diários mais que dobraram, passando de 14 mil para 31 mil registros, segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Embora o aumento tenha sido expressivo, especialistas observaram que o impacto sobre hospitalizações e óbitos tendia a ser menor do que em ondas anteriores, resultado da ampla cobertura vacinal no país. Segundo o médico sanitarista Gonzalo Vecina, ex-presidente da Anvisa, 8 em cada 10 hospitalizações eram de pessoas não vacinadas ou com ciclo vacinal incompleto.


Foto: Vinícius Pequeno
A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) colocou no ar o ,site do projeto Arquivos da Pandemia: memórias da comunidade Fiocruz, criado para recolher depoimentos e documentos de trabalhadores, estudantes e moradores dos territórios de Manguinhos e da Maré, vizinhos à sede da instituição no Rio de Janeiro. A coleção digital reuniu textos, fotografias, vídeos, poemas, desenhos e histórias em quadrinhos que registraram vivências pessoais e profissionais durante a Covid-19, mostrando como diferentes grupos ligados à instituição atravessaram o período pandêmico. Os materiais foram incorporados ao arquivo da COC/Fiocruz.


Desenho enviado durante a campanha “Doses de gentileza”.

Desenho enviado durante a campanha “Doses de gentileza”.

Desenho enviado durante a campanha “Doses de gentileza”.

Desenho enviado durante a campanha “Doses de gentileza”.
O Museu da Vida, da Fiocruz, lançou a série Doses de Gentileza, composta por vídeos gravados por trabalhadores e bolsistas. A iniciativa foi desenvolvida depois que, em 2021, a Fiocruz recebeu inúmeras cartas e desenhos de crianças e professores da rede pública do Rio de Janeiro em um gesto por eles intitulado “Doses de Gentileza”. As mensagens expressavam reconhecimento pelo trabalho da instituição no enfrentamento à Covid-19 e foram recebidas ao longo de toda a pandemia. O projeto buscou retribuir o gesto de reconhecimento e cuidado e fortalecer o diálogo entre a Fiocruz e a comunidade escolar.


Desenho enviado durante a campanha “Doses de gentileza”.

Desenho enviado durante a campanha “Doses de gentileza”.

Desenho enviado durante a campanha “Doses de gentileza”.

Desenho enviado durante a campanha “Doses de gentileza”.
O Museu da Vida, da Fiocruz, lançou a série Doses de Gentileza, composta por vídeos gravados por trabalhadores e bolsistas. A iniciativa foi desenvolvida depois que, em 2021, a Fiocruz recebeu inúmeras cartas e desenhos de crianças e professores da rede pública do Rio de Janeiro em um gesto por eles intitulado “Doses de Gentileza”. As mensagens expressavam reconhecimento pelo trabalho da instituição no enfrentamento à Covid-19 e foram recebidas ao longo de toda a pandemia. O projeto buscou retribuir o gesto de reconhecimento e cuidado e fortalecer o diálogo entre a Fiocruz e a comunidade escolar.


Centro de Covid Longa. Foto: INI

Centro de Covid Longa. Foto: INI
A Fiocruz anunciou a construção, no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), no Rio de Janeiro, do Centro de Covid Longa, espaço estruturado para o atendimento, reabilitação e pesquisa multidisciplinar de pessoas com sequelas persistentes da Covid-19. O centro, que seria inaugurado em 11 de maio de 2023, passou a abrigar o estudo Recover Pós-Covid, desenvolvido em parceria entre o INI, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz). O projeto teve como objetivo acompanhar pacientes com Covid longa por meio de avaliações abrangentes, incluindo aspectos cardiovasculares, respiratórios, imunológicos e de saúde mental. A iniciativa buscou dimensionar o impacto das sequelas da doença na população brasileira, além de produzir evidências científicas capazes de orientar políticas públicas e fortalecer a ampliação do acesso à reabilitação no Sistema Único de Saúde. Parte dos recursos para a estruturação do centro vieram do programa Unidos Contra a Covid-19.


Aglomerado Vila da Paz com prédios ao fundo. Ipatinga (MG), 12 nov. 2024. Foto: HVL/Wikimedia Commons
Pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) desenvolveram o Índice de Desigualdades Sociais para Covid-19 (IDS Covid-19), ferramenta criada para medir desigualdades associadas à pandemia a partir da combinação de dados sobre condições de vida, renda, escolaridade, território e indicadores de saúde. O instrumento possibilitou analisar os efeitos desiguais da Covid-19 entre grupos populacionais e regiões, oferecendo subsídios para estudos sobre vulnerabilidade social e para o planejamento de políticas públicas. A iniciativa, conduzida pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz integrou os esforços institucionais para qualificar o uso de dados na compreensão dos impactos sociais da pandemia no Brasil. O índice foi elaborado a partir do cruzamento de fontes como o Censo Demográfico de 2010, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, o Índice Brasileiro de Privação e levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.


Aglomerado Vila da Paz com prédios ao fundo. Ipatinga (MG), 12 nov. 2024. Foto: HVL/Wikimedia Commons
Pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) desenvolveram o Índice de Desigualdades Sociais para Covid-19 (IDS Covid-19), ferramenta criada para medir desigualdades associadas à pandemia a partir da combinação de dados sobre condições de vida, renda, escolaridade, território e indicadores de saúde. O instrumento possibilitou analisar os efeitos desiguais da Covid-19 entre grupos populacionais e regiões, oferecendo subsídios para estudos sobre vulnerabilidade social e para o planejamento de políticas públicas. A iniciativa, conduzida pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz integrou os esforços institucionais para qualificar o uso de dados na compreensão dos impactos sociais da pandemia no Brasil. O índice foi elaborado a partir do cruzamento de fontes como o Censo Demográfico de 2010, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, o Índice Brasileiro de Privação e levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.


Início da vacinação do público infantil (5 a 11 anos) contra Covid-19. São Paulo (SP), 14 jan. 2022. Foto: Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial de vacina contra a Covid-19 para crianças de 3 a 5 anos no Brasil. A decisão permitiu a aplicação da CoronaVac nessa faixa etária, tornando-a o primeiro imunizante aprovado no país para o público abaixo de cinco anos. O pedido havia sido submetido pelo Instituto Butantan, responsável pela produção desse imunizante, com base em dados de segurança e eficácia provenientes de estudos clínicos e da experiência de vacinação infantil em outros países.


Fila para dose de reforço, antecipada em São Paulo, da vacina contra Covid-19 na UBS Cambuci. São Paulo (SP), 03 dez. 2021. Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas.
O Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, registrou queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, interrompendo a tendência de crescimento observada desde abril em diversos estados. Os dados de 17 a 23 de julho indicaram que, embora o SARS-CoV-2 continuasse sendo o principal agente associado às internações e óbitos por SRAG, a ampliação da cobertura vacinal, especialmente depois das doses de reforço, estava ligada à redução do risco de agravamento da doença. As observações refletiam o momento da pandemia em 2022, em que se notava a diminuição no número de casos graves e mortes em comparação com fases anteriores, mas ainda marcado pela persistente circulação do vírus.


Fila para dose de reforço, antecipada em São Paulo, da vacina contra Covid-19 na UBS Cambuci. São Paulo (SP), 03 dez. 2021. Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas.
O Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, registrou queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, interrompendo a tendência de crescimento observada desde abril em diversos estados. Os dados de 17 a 23 de julho indicaram que, embora o SARS-CoV-2 continuasse sendo o principal agente associado às internações e óbitos por SRAG, a ampliação da cobertura vacinal, especialmente depois das doses de reforço, estava ligada à redução do risco de agravamento da doença. As observações refletiam o momento da pandemia em 2022, em que se notava a diminuição no número de casos graves e mortes em comparação com fases anteriores, mas ainda marcado pela persistente circulação do vírus.


Corte da capa do Balanço de Gestão 2020-2022.
A Fiocruz publicou o Balanço de Gestão 2020–2022: atuação da Fiocruz na pandemia da Covid-19, documento retrospectivo e avaliativo que sistematizou as principais ações da instituição durante os dois primeiros anos da pandemia de Covid-19. O Balanço reuniu resultados de pesquisa e inovação, produção de vacinas e diagnósticos, vigilância, informação e comunicação, apoio a populações vulneráveis e saúde global, em um momento de arrefecimento da emergência sanitária.


Corte da capa do Balanço de Gestão 2020-2022.
A Fiocruz publicou o Balanço de Gestão 2020–2022: atuação da Fiocruz na pandemia da Covid-19, documento retrospectivo e avaliativo que sistematizou as principais ações da instituição durante os dois primeiros anos da pandemia de Covid-19. O Balanço reuniu resultados de pesquisa e inovação, produção de vacinas e diagnósticos, vigilância, informação e comunicação, apoio a populações vulneráveis e saúde global, em um momento de arrefecimento da emergência sanitária.


Zé Gotinha na Rodoviária do Plano Piloto, para conscientizar a população sobre a importância da vacinação. Brasília (DF), 17/08/2023. Foto: José Cruz/Agência Brasil.
O Ministério da Saúde informou que o Brasil havia atingido a menor média móvel de mortes por Covid-19 desde abril de 2020, consolidando tendência de queda da mortalidade observada no início de setembro e registrada pelo consórcio de veículos de imprensa que monitorava os dados das secretarias estaduais de saúde. O indicador, calculado com base na média de óbitos dos sete dias anteriores, refletia a redução dos casos graves e mortes após o avanço da vacinação e das doses de reforço no país, em um contexto de predominância de sublinhagens da variante Ômicron. Apesar da queda da mortalidade, a doença permanecia em circulação no território nacional.


Recorte da capa do relatório executivo do estudo “Cuidado de saúde à Covid Longa: necessidades, barreiras e oportunidades no município do Rio de Janeiro”.
A Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp) anunciou a iniciativa de pesquisa “Cuidado de saúde à Covid Longa: necessidades, barreiras e oportunidades no município do Rio de Janeiro”, voltada para compreender os sintomas persistentes depois da infecção e produzir evidências para um modelo de cuidado centrado no paciente no Sistema Único de Saúde (SUS). A investigação combinou questionários, análise de prontuários e entrevistas com usuários do SUS, gestores e profissionais da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, em parceria com a Ensp/Fiocruz, a Harvard Chan School of Public Health, a London School of Economics e pacientes-pesquisadores, visando dar visibilidade ao problema e subsidiar respostas do sistema de saúde.


Recorte da capa do relatório executivo do estudo “Cuidado de saúde à Covid Longa: necessidades, barreiras e oportunidades no município do Rio de Janeiro”.
A Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp) anunciou a iniciativa de pesquisa “Cuidado de saúde à Covid Longa: necessidades, barreiras e oportunidades no município do Rio de Janeiro”, voltada para compreender os sintomas persistentes depois da infecção e produzir evidências para um modelo de cuidado centrado no paciente no Sistema Único de Saúde (SUS). A investigação combinou questionários, análise de prontuários e entrevistas com usuários do SUS, gestores e profissionais da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, em parceria com a Ensp/Fiocruz, a Harvard Chan School of Public Health, a London School of Economics e pacientes-pesquisadores, visando dar visibilidade ao problema e subsidiar respostas do sistema de saúde.


Posse do presidente Luiz Inácio da Silva. Brasília (DF), 01 jan. 2023. Foto: Ricardo Stuckert/PR.
Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República no segundo turno das eleições de 2022, derrotando o então presidente Jair Bolsonaro. A vitória marcou o retorno de Lula ao Palácio do Planalto após dois mandatos entre 2003 e 2010 e ocorreu em um contexto de forte polarização política, tensionamentos sobre as instituições democráticas e intensos debates sobre os efeitos sociais da pandemia e a condução federal da crise sanitária. Durante a campanha, Lula prometeu recompor políticas públicas, fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), retomar a coordenação federal da vacinação e reconstruir a capacidade do Estado brasileiro de responder a emergências em saúde. O resultado abriu caminho para a nomeação de Nísia Trindade Lima, então presidente da Fiocruz, como ministra da saúde no novo governo, em janeiro de 2023.


Posse do presidente Luiz Inácio da Silva. Brasília (DF), 01 jan. 2023. Foto: Ricardo Stuckert/PR.
Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República no segundo turno das eleições de 2022, derrotando o então presidente Jair Bolsonaro. A vitória marcou o retorno de Lula ao Palácio do Planalto após dois mandatos entre 2003 e 2010 e ocorreu em um contexto de forte polarização política, tensionamentos sobre as instituições democráticas e intensos debates sobre os efeitos sociais da pandemia e a condução federal da crise sanitária. Durante a campanha, Lula prometeu recompor políticas públicas, fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), retomar a coordenação federal da vacinação e reconstruir a capacidade do Estado brasileiro de responder a emergências em saúde. O resultado abriu caminho para a nomeação de Nísia Trindade Lima, então presidente da Fiocruz, como ministra da saúde no novo governo, em janeiro de 2023.


Novo Coronavírus SARS-CoV-2. Crédito: NIAID-RML/Flickr.
A Rede Genômica Fiocruz comunicou a identificação de uma nova subvariante da Ômicron, denominada BE.9. Detectada por meio de sequenciamento genômico no estado do Amazonas, onde os casos vinham crescendo desde meados de outubro, a nova linhagem (derivada da BA.5) foi registrada em um momento de queda relativa de casos no país, reforçando a necessidade de manter a vigilância genômica ativa para acompanhar a evolução do vírus e antecipar possíveis mudanças no cenário epidemiológico.


Novo Coronavírus SARS-CoV-2. Crédito: NIAID-RML/Flickr.
A Rede Genômica Fiocruz comunicou a identificação de uma nova subvariante da Ômicron, denominada BE.9. Detectada por meio de sequenciamento genômico no estado do Amazonas, onde os casos vinham crescendo desde meados de outubro, a nova linhagem (derivada da BA.5) foi registrada em um momento de queda relativa de casos no país, reforçando a necessidade de manter a vigilância genômica ativa para acompanhar a evolução do vírus e antecipar possíveis mudanças no cenário epidemiológico.


1º Treinamento da Rede Nacional de Sequenciamento Genético, oferecido pela Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB/SVS-MS).
Entre 21 e 25 de novembro, pesquisadores da Rede Genômica Fiocruz participaram do 1º Treinamento da Rede Nacional de Sequenciamento Genético, promovido pela Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde (CGLAB/SVS-MS). A capacitação reuniu profissionais dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) de diversos estados brasileiros para atualização em protocolos de sequenciamento genômico do SARS-CoV-2 e uso de ferramentas computacionais no acompanhamento de variantes. A iniciativa buscava fortalecer a Rede Nacional de Vigilância Genômica, descentralizando esforços e ampliando a capacidade de monitoramento da circulação do vírus nas diferentes regiões do país. O processo, que se estendeu até fevereiro de 2023, formou equipes de 24 estados e do Distrito Federal, resultando na produção de mais de 3.600 genomas, com relatórios encaminhados a gestores estaduais e federais para apoio à vigilância genômica.


1º Treinamento da Rede Nacional de Sequenciamento Genético, oferecido pela Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB/SVS-MS).
Entre 21 e 25 de novembro, pesquisadores da Rede Genômica Fiocruz participaram do 1º Treinamento da Rede Nacional de Sequenciamento Genético, promovido pela Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde (CGLAB/SVS-MS). A capacitação reuniu profissionais dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) de diversos estados brasileiros para atualização em protocolos de sequenciamento genômico do SARS-CoV-2 e uso de ferramentas computacionais no acompanhamento de variantes. A iniciativa buscava fortalecer a Rede Nacional de Vigilância Genômica, descentralizando esforços e ampliando a capacidade de monitoramento da circulação do vírus nas diferentes regiões do país. O processo, que se estendeu até fevereiro de 2023, formou equipes de 24 estados e do Distrito Federal, resultando na produção de mais de 3.600 genomas, com relatórios encaminhados a gestores estaduais e federais para apoio à vigilância genômica.


Rômulo Paes, vice-presidente da Abrasco e coordenador editorial do Dossiê, apresenta o Dossiê Abrasco Pandemia de COVID-19, durante o 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Salvador (BA). Foto: Tiago Carneiro (ABRASCO).
No primeiro dia do 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, realizado em Salvador (BA), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) apresentou o “Dossiê Abrasco Pandemia de Covid-19”, documento que reuniu análises de pesquisadores sobre a condução da crise sanitária no Brasil. Segundo o dossiê, a estratégia adotada pela Presidência da República foi marcada por falhas em medidas fundamentais de controle da transmissão, atrasos na coordenação federal, desestímulo a medidas não farmacológicas (a exemplo do distanciamento físico) e promoção de tratamentos sem eficácia comprovada, entre outros pontos. As análises indicaram que essas ações contribuíram para que o Brasil apresentasse uma das maiores taxas de mortalidade acumulada por Covid-19 no mundo e destacaram que grande parte das mortes poderia ter sido evitada com políticas públicas baseadas em evidências e medidas de proteção coletiva.


Rômulo Paes, vice-presidente da Abrasco e coordenador editorial do Dossiê, apresenta o Dossiê Abrasco Pandemia de COVID-19, durante o 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Salvador (BA). Foto: Tiago Carneiro (ABRASCO).
No primeiro dia do 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, realizado em Salvador (BA), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) apresentou o “Dossiê Abrasco Pandemia de Covid-19”, documento que reuniu análises de pesquisadores sobre a condução da crise sanitária no Brasil. Segundo o dossiê, a estratégia adotada pela Presidência da República foi marcada por falhas em medidas fundamentais de controle da transmissão, atrasos na coordenação federal, desestímulo a medidas não farmacológicas (a exemplo do distanciamento físico) e promoção de tratamentos sem eficácia comprovada, entre outros pontos. As análises indicaram que essas ações contribuíram para que o Brasil apresentasse uma das maiores taxas de mortalidade acumulada por Covid-19 no mundo e destacaram que grande parte das mortes poderia ter sido evitada com políticas públicas baseadas em evidências e medidas de proteção coletiva.


Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante posse de Nísia Trindade como Ministra de Estado de Saúde. Brasília (DF), 01 jan. 2023. Foto: Ricardo Stuckert/PR /Flickr
A socióloga e pesquisadora Nísia Trindade Lima, então presidente da Fiocruz, tomou posse como Ministra da Saúde do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, estabelecendo uma ligação direta entre a principal instituição científica em saúde do país e a condução da política federal. A nomeação foi interpretada como um reconhecimento das respostas da ciência e da saúde durante a pandemia e de reaproximação entre o ministério e a comunidade científica. Entre as prioridades anunciadas estavam a reconstrução das capacidades institucionais do Sistema Único de Saúde, o reforço da gestão tripartite com estados e municípios e o fortalecimento de áreas estratégicas como imunização, vigilância, saúde digital e saúde mental. Foi a primeira mulher a ocupar essa posição desde que a pasta foi criada em 1930, então com a denominação de Ministério da Educação e Saúde Pública. Com sua ida para o ministério, o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, Mario Moreira, assumiu a presidência da instituição, sendo confirmado no cargo em eleição da comunidade interna em março de 2023.


Fiocruz apresenta resultados de Plano de Enfrentamento à Covid-19 nas Favelas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Rio de Janeiro (RJ), 10 fev. 2023. Foto: Thiago Lontra.
Em 10 de fevereiro, data instituída no Rio de Janeiro como o Dia Estadual de Mobilização para o Enfrentamento da Covid-19 e seus impactos nas favelas e periferias, a Fiocruz apresentou os resultados do Plano de Enfrentamento à Covid-19 nas Favelas à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O balanço reuniu dados sobre a execução do plano em oito municípios do estado, com 104 projetos aprovados e cerca de 200 mil pessoas impactadas. A iniciativa foi viabilizada com recursos oriundos de fundo especial da Alerj após a aprovação da Lei n. 8.972, de autoria da deputada estadual Renata Souza. Na ocasião, foram apresentados os principais eixos de atuação do plano: segurança alimentar, educação, saúde mental, trabalho e renda, comunicação e informação popular em saúde e territórios sustentáveis e saudáveis. Além disso, foi lançado um mapa territorial situando as ações desenvolvidas. A iniciativa apoiou ações em comunidades e periferias fluminenses, respondendo às desigualdades sociais agravadas pela pandemia e contou com a participação de organizações comunitárias e coletivos de favelas.


Fiocruz apresenta resultados de Plano de Enfrentamento à Covid-19 nas Favelas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Rio de Janeiro (RJ), 10 fev. 2023. Foto: Thiago Lontra.
Em 10 de fevereiro, data instituída no Rio de Janeiro como o Dia Estadual de Mobilização para o Enfrentamento da Covid-19 e seus impactos nas favelas e periferias, a Fiocruz apresentou os resultados do Plano de Enfrentamento à Covid-19 nas Favelas à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O balanço reuniu dados sobre a execução do plano em oito municípios do estado, com 104 projetos aprovados e cerca de 200 mil pessoas impactadas. A iniciativa foi viabilizada com recursos oriundos de fundo especial da Alerj após a aprovação da Lei n. 8.972, de autoria da deputada estadual Renata Souza. Na ocasião, foram apresentados os principais eixos de atuação do plano: segurança alimentar, educação, saúde mental, trabalho e renda, comunicação e informação popular em saúde e territórios sustentáveis e saudáveis. Além disso, foi lançado um mapa territorial situando as ações desenvolvidas. A iniciativa apoiou ações em comunidades e periferias fluminenses, respondendo às desigualdades sociais agravadas pela pandemia e contou com a participação de organizações comunitárias e coletivos de favelas.


Sepultamento no Cemitério Municipal de Duque de Caxias (RJ). 19 jun. 2020. Foto: Carlos Erbs Junior/Memorial Digital da Pandemia de Covid-19.
O Brasil atingiu a marca de 700 mil mortes por Covid-19 desde o primeiro óbito confirmado, registrado em 12 de março de 2020. O número consolidou o país entre os mais afetados do mundo em termos absolutos de vítimas fatais e refletiu o impacto prolongado da pandemia ao longo de três anos, com diferentes ondas de transmissão, colapso de sistemas de saúde e desigualdades regionais na incidência e na mortalidade da doença. A marca foi noticiada como um momento de balanço e memória das vítimas, em meio à transição para um cenário de menor pressão hospitalar e maior cobertura vacinal.


Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante anúncio do fim da Covid-19 como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, na sede da OMS.Genebra (CHE), 05 mai. 2023. Foto: ONU/WHO.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) relativa à Covid-19, em vigor desde 30 de janeiro de 2020. A decisão, recomendada pelo Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional, baseou-se na redução no número de mortes e hospitalizações e no alcance da vacinação da população, ainda que a cobertura vacinal tenha sido muito desigual em termos globais. Ao comunicar a medida, o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus apresentou um balanço dos mais de três anos de crise: quase 7 milhões de mortes notificadas; impactos significativos sobre sistemas de saúde, comércio e economia; disseminação de desinformação; e agravamento das desigualdades, com populações mais vulneráveis sendo desproporcionalmente afetadas. Na ocasião, o diretor destacou que o fim da emergência não significava desmobilização, mas a transição do modo de resposta emergencial para o manejo contínuo da doença, com manutenção da vigilância, da vacinação e das estratégias de prevenção. Em relatório publicado posteriormente, em 13 de maio de 2026, a OMS estimou em 22,1 milhões o número de vidas ceifadas pela pandemia entre 2020 e 2023. A diferença, refletindo mais que o triplo de óbitos originalmente registrados, estaria relacionada a subnotificações e a mortes não diretamente causadas pelo vírus mas impulsionadas pelo aflitivo quadro sanitário do período, que comprometeu severamente os sistemas de saúde.


Projeção realizada pelo Ministério da Saúde em homenagem às vítimas da Covid-19 no Centro Cultural do Ministério da Saúde – CCMS na Praça XV, Rio de Janeiro (RJ). 11 mai. 2026. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Nesse dia, foi sancionada a lei que instituiu o dia 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 no Brasil. A data remete à primeira morte pela doença no país segundo os registros oficiais, a de Rosana Aparecida Urbano, trabalhadora doméstica de 57 anos residente em São Paulo, vitimada pela Covid-19 em 12 de março de 2020. A iniciativa buscou reconhecer os impactos humanos e sociais da pandemia, responsável pela morte de mais de 700 mil pessoas no país, além de reforçar a importância da preservação da memória pública da crise sanitária. A criação da data ocorreu em um contexto marcado pela multiplicação de iniciativas de familiares, organizações da sociedade civil, instituições científicas e culturais voltadas ao registro das experiências da pandemia, à preservação de acervos e à homenagem às vítimas.


Projeção realizada pelo Ministério da Saúde em homenagem às vítimas da Covid-19 no Centro Cultural do Ministério da Saúde – CCMS na Praça XV, Rio de Janeiro (RJ). 11 mai. 2026. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Nesse dia, foi sancionada a lei que instituiu o dia 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 no Brasil. A data remete à primeira morte pela doença no país segundo os registros oficiais, a de Rosana Aparecida Urbano, trabalhadora doméstica de 57 anos residente em São Paulo, vitimada pela Covid-19 em 12 de março de 2020. A iniciativa buscou reconhecer os impactos humanos e sociais da pandemia, responsável pela morte de mais de 700 mil pessoas no país, além de reforçar a importância da preservação da memória pública da crise sanitária. A criação da data ocorreu em um contexto marcado pela multiplicação de iniciativas de familiares, organizações da sociedade civil, instituições científicas e culturais voltadas ao registro das experiências da pandemia, à preservação de acervos e à homenagem às vítimas.